Elias Rezende, parceiro de primeira hora, é nomeado por Marcos Rocha seu novo chefe da Casa Civil
Ele foi motorista. Lutava até para conseguir até gasolina, porque não havia recursos para os deslocamentos. Foi animador de palanque. Arriscou-se até como cantor, para ajudar na campanha. Mas, mais que tudo, Elias Rezende foi um amigo inseparável de primeira hora. Parceiro, quando praticamente ninguém acreditava que aquele novo político, escolhido a dedo pelo então ascendente Jair Bolsonaro, começava uma batalha para sua eleição, com poucas perspectivas de sair vitorioso. Elias acreditou desde o início, em cada minuto, cada viagem, cada aperto de mão, cada recepção calorosa dos rondonienses. É esse um resumo da relação de parceria que novo Chefe da Casa Civil do Governo de Rondônia tem com o seu amigo Marcos Rocha, que ele ajudou a eleger e a reeleger para o comando do Palácio Rio Madeira/CPA. Praticamente dois meses depois em que, pessoalmente havia assumido a missão, acumulando a Casa Civil, órgão vital para sua administração, Rocha anunciou oficialmente que Elias Rezende vai responder por uma secretaria nevrálgica no contexto do seu governo, nomeado depois de mais de 60 dias da saída de Júnior Gonçalves.
Por mais de dois meses, o Governador conseguiu demonstrar como queria o comando da Casa Civil, que ele conduziu com tranquilidade e, segundo um assessor muito próximo, “com muita paz”! Foi um curto período de muito diálogo não só com a classe política, mas igualmente com representantes de todos os Poderes e, enfim, com todos os que recebeu. Elias Rezende acompanhou muito de perto (aliás, como sempre o fez) a forma como seu amigo de tantos anos conduziu as coisas. Sempre esteve preparado para a missão, como afirmou diversas vezes, quando seu nome era o mais cotado para assumir a função. “Não importa para onde o Governador me chamar, porque sempre estarei pronto para ajudá-lo e apoiá-lo em tudo o que eu puder”, dizia Rezende, agora o novo titular da pasta.
O eclético Elias Rezende, suplente de deputado federal, policial de carreira e titular de duas secretarias de grande importância no Governo (DER e agora Deosp), foi nomeado para seu terceiro e provavelmente maior desafio nesta terça-feira. Esteve ao lado do casal Marcos e Luana Rocha desde o primeiro momento, quando o trio, com alguns poucos aliados, percorria cada recanto desta gigante Rondônia, para buscar os apoios que, ao final, os levaram a comandar o Estado que mais cresce na região norte. Elias Rezende substitui Júnior Gonçalves, que esteve à frente da Casa Civil durante seis anos. Sua missão será integrar todos os setores do Governo, dialogar com a classe política e, mais que tudo, ajudar seu amigo de tantos anos a manter um Governo de sucesso, como tem feito até agora. Missão árdua, mas o novo Chefe da Casa Civil, certamente está apto para cumprir.
POR QUASE UNANIMIDADE (SÓ UM VOTO CONTRA) VEREADORES MANTÉM CONTRATO DO LIXO DE 2 BI COM A MARQUISE
O placar fala por si mesmo. Foram 21 votos contrários à mudança no contrato de 2 bilhões de reais para o lixo em Porto Velho, feito no governo Hildon Chaves, contra dois votos divergentes e uma ausência. Mesmo com o esforço da administração municipal, que tentou derrubar o contrato atual, assinado em março do ano passado, alegando principalmente cumprir decisão do Tribunal de Contas do Estado, de que havia irregularidades, a quase totalidade dos vereadores não aceitou os argumentos. Manteve, portanto, o contrato de 2 bi, numa parceria Público/Privada com a empresa Eco Rondônia/Marquise. Aliás a Marquise vem atuando em Porto Velho desde o governo Carlinhos Camurça, desde o final dos anos 90 e início dos anos 2000. Passou pelas gestões de Roberto Sobrinho, Mauro Nazif e também nos oito anos de Hildon Chaves. O assunto foi considerado de grande importância para ser resolvido nos primeiros meses do governo de Léo Moraes. A intenção era a de realizar nova licitação, daí cumprindo todas as exigências do TCE-RO. Os vereadores não toparam.
Basicamente, a alegação é que a licitação foi feita de forma correta e inclusive com correções exigidas pelo Tribunal e pelo Ministério Público, além da plena aprovação da Procuradoria do município. O pano de fundo, contudo, é um pouco mais complexo. O vereador Thiago Tezzari, relator do projeto de eventual mudança, votou pela manutenção do atual contrato, seguido por mais 20 votos. Na primeira grande contenda entre Executivo e Legislativo, ficou claro que o prefeito Léo Moraes precisará se aproximar mais da Câmara. Tantos votos contrários ao seu projeto, deixa esta conclusão no ar!
MARCOS ROGÉRIO AINDA NÃO DECIDIU, MAS DISPUTAR O GOVERNO DEVE SER SEU PLANO A
Governo ou Senado? Esta é a grande dúvida sobre o futuro de um dos políticos rondonienses que mais tem se destacado no cenário nacional, desde que brilhou, defendendo o então governo Bolsonaro, na CPI do Circo, criada para tentar causar danos políticos ao então ex-Presidente. Marcos Rogério tem o aval do PL nacional (leia-se Jair Bolsonaro), para concorrer ao Senado, junto com outro ji-paranaense que terá o apoio total do ex-Presidente, o empresário do agronegócio Bruno Scheid ou de ir ao Governo. Caso opte por disputar a cadeira que é de Marcos Rocha, o atual senador terá o direito de escolher quem será o nome para substituí-lo na corrida senatorial. Este foi um dos principais temas abordados por Marcos Rogério, na longa entrevista que concedeu nesta segunda-feira ao jornalista e apresentador Everton Leoni, no programa SICNews (SICTV/Record, de segunda a sexta, 20 horas). A tendência é que Rogério vá mesmo ao Governo, embora esta decisão ainda dependa do quadro que irá se formar daqui para a frente. No bate-papo, o senador lembrou que, em seu mandato, já destinou mais de 1 bilhão de reais em emendas, divididos por praticamente todos os 52 município. Destacou também a importância de estar comandando a Comissão de Infraestrutura do Senado, responsável por organizar os grandes investimentos do país.
Na conversa na SICTV, não faltaram temas polêmicos, como o protesto pela condenação da cabeleireira a 14 anos de prisão, por ter usado batom para pichar uma estátua e a necessidade de se ter um Senado que possa controlar a atual composição do STF. Sobre o futuro de Bolsonaro, Marcos Rogério ainda acredita que ele poderá ser um nome para a Presidência, lembrando que o atual presidente Lula, condenado por vários crimes, saiu da cadeia para disputar a eleição, enquanto Bolsonaro não cometeu crime algum. Atual presidente do PL regional, Marcos Rogério terá, no Estado, voz forte para definir candidaturas e fazer alianças. Quer o Governo (este é o Plano A) mas pode optar por buscar mais oito anos de mandato no Senado. Os próximos meses vão lhe indicar qual o melhor caminho.
UMA DÚZIA DE PREFEITOS DE PEQUENAS CIDADES SE UNE PARA TIRAR COMANDO DA AROM DE HILDON CHAVES
Estava demorando! Quem não tem mandato, corre riscos de receber rasteiras, porque são os que estão eleitos é quem decidem mesmo. O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, eleito para presidir a Associação dos Prefeitos de Rondônia (Arom) mesmo com 97 por cento dos votos e com mandato até o final do ano que vem, está correndo sério risco de ser defenestrado do cargo. Um edital publicado no Diário Oficial dos Municípios, está convocando nova eleição, para colocar no cargo o prefeito de Vale do Paraíso, Charles Gomes, do PSD. Pelo menos uma dúzia de Prefeitos ligados à Arom, estariam neste barco. O que está acontecendo na Arom é semelhante a outras ocasiões, quando políticos sem mandato, ficaram sem o comando da entidade. A mobilização estaria envolvendo também outros prefeitos, mas por enquanto, apenas o grupo dos 12 se manifestou. Aliados de Hildon Chaves estão protestando contra o que chamam de “golpe” contra o ex-Prefeito, que, aliás, é pré-candidato ao Governo do Estado ou ao Senado, no ano que vem.
Uma Assembleia Geral Extraordinária foi convocada pelo edital para esta quinta-feira, dia 3, com a intenção de tirar o comando da Arom das mãos de Hildon Chaves e passá-lo para Charles Gomes e seus apoiadores. Entre outros, os motivos alegados para a mudança são falta de prestação de contas e contratação de um advogado, com salário de 25 mil reais, que nunca teria prestado serviços à entidade. Os prefeitos que assinaram o documento, além de Charles: Idizneui Martins (Itapuã do Oeste); Éder Silva (Rio Crespo); Gilmar de Souza (Governador Jorge Teixeira); Giliard Gomes (Theobroma); João José Oliveira (Nova União); Ezequiel Saldanha (Urupá); Jair Luiz (Alvorada do Oeste); Cícero Godói (Castanheiras) e Lucas Pereira (Primavera de Rondônia). Até agora os prefeitos das maiores cidades do Estado ainda não se pronunciaram.
ASSEMBLEIA FAZ SESSÃO SOLENE PARA HOMENAGEAR OS 61 ANOS DA EUCATUR, EMPRESA QUE ORGULHA RONDÔNIA
Os 61 anos do Grupo Eucatur, que chegou a Rondônia ainda nos anos 70, quando uma viagem de ônibus para cá era uma verdadeira odisseia, foram marcados nesta segunda-feira com uma grande homenagem, em sessão solene na Assembleia Legislativa, por iniciativa do deputado Luizinho Goebel. Liderados pelo patriarca Assis Gurgacz e pelo ex-senador Acir Gurgacz, toda a família participou do evento, que teve um momento de culto religioso; a apresentação do Coral da Assembleia; muitos discursos e homenagens. Presentes também diversas autoridades (incluindo os ex-governadores Osvaldo Piana e Daniel Pereira), para participarem do tributo uma família de pioneiros, que ajudou o significativo crescimento de Rondônia, transportando milhões de pessoas, desde que começou sua saga de levar a trazer gente para esta terra de Rondon. Foram momentos de emoção e muitas lembranças, inclusive se destacando os vários discursos lembrando a história da empresa e sua impressionante contribuição no passado e no presente, a um dos Estados que mais cresceu no Brasil, nas últimas décadas.
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A Eucatur (Empresa União Cascavel de Transportes e Turismo Ltda.), iniciou sua trajetória no ano de 1964 com apenas uma linha de aproximadamente, 20 quilômetros, ligando Cascavel e Santa Tereza, no Paraná. Passados os anos, a empresa foi explorando novos lugares, transportando pessoas do Sul ao Norte do Brasil e tendo por objetivo principal levar as pessoas à novas experiências através de um transporte feito com carinho. Só neste ano em que comemora seu 61º aniversário, a empresa adquiriu 40 novos ônibus para atender um público cada vez mais exigente.
SECRETÁRIO DA SEDAM DIZ QUE PRODUTORES TERÃO QUE SAIR DAS ÁREAS DE PROTEÇÃO, A MENOS QUE MUDEM AS LEIS AMBIENTAIS
Para o secretário da Sedam, a secretaria estadual do Meio Ambiente, só se for mudada a legislação federal, os ocupantes de terras onde foram criadas as áreas de proteção (oito delas por Confúcio Moura, e outras três, inclusive a mais polêmica, já existiam há muitos anos) poderão permanecer onde estão. Como ele acha quase impossível que a lei mude, não haverá outra escolha senão a desocupação. Ao participar do programa Papo de Redação, na Rádio Parecis FM, com os Dinossauros, o secretário Marco Antônio Lagos deu novas versões para situações que se tinha como verdade absoluta, como o fato de que havia produtores rurais na Resex Jacy Paraná, onde há o risco de centenas de famílias serem retiradas à força. “Na verdade a Reserva de Jacy Paraná foi criada em 1996 e só passou a ser ocupada irregularmente entre 2003 e 2004”, garante. Sobre a situação da reserva Soldado da Borracha, criada por Confúcio, o secretário acredita que quem estava ali antes do decreto e que realizava apenas atividades autorizadas pelas leis ambientais, terão direito a permanecer, mas não com criação de gado ou plantações.
Lagos falou sobre diversos temas. Se disse totalmente contrário à queima de máquinas e equipamentos, mas acha que no caso das dragas e balsas do rio Madeira, mesmo ancoradas e sem estar garimpando, a queima se explica, afirmou, porque os donos estavam com todos os equipamentos montados e poderia voltar a garimpagem ilegal a qualquer momento, embora isso seja apenas uma previsão.
Considerou “crime contra Rondônia” a criação de búfalos, que estão destruindo o meio ambiente na Fazenda Pau d´Óleo e região, mas diz que, caso abatidos, a carne dos animais não poderá ser consumida, porque não houve vacinação ou controle de doenças e o alimento poderia estar contaminado. Lagos destacou ainda que em Rondônia os níveis de desmatamento nunca estiveram tão baixos e fez questão de elogiar a atuação do governador Marcos Rocha, tanto na defesa ambiental quanto na luta para levar nosso tambaqui e outras riquezas para o Brasil e vários outros países.
CONFÚCIO MOURA PROTESTA FALTA DE CONVITE PARA A INAUGURAÇÃO DO TEATRO DE ARIQUEMES, PRONTO 19 ANOS DEPOIS
Ih! Deu protesto. O senador e ex-governador Confúcio Moura está indignado porque não foi convidado para a inauguração do Teatro de Ariquemes, uma obra que, ele jura, começou com ele e, para a conclusão, foram destinados 12 milhões em emendas dele mesmo. O senador imaginou que, quase 19 anos depois de iniciada a obra que, parecia que jamais seria acabada, todos teriam que lhe prestar homenagens. Não aconteceu. Na semana passada, o teatro, com quase 600 lugares, um palco grande e muitas inovações, foi entregue, numa solenidade comandada pelo governador Marcos Rocha e a primeira dama Luana Rocha e pelo casal Alex Redano e Carla Redano, ele presidente da Assembleia Legislativa e ela prefeita reeleita de Ariquemes. Confúcio publicou um protesto, por não ter sido convidado nem pela Prefeitura e nem pelo Estado.
Segundo o site Rondônia Dinâmica, Confúcio disse que o projeto do teatro foi idealizado e viabilizado durante seu governo. “Eu fui lá, copiei, trouxe os engenheiros de lá e eles projetaram em 600 lugares, um dos melhores teatros. Inclusive apliquei o último dinheiro, foi 12 milhões, do governo do Estado para conseguir. Eles inauguraram agora, nem me convidaram. Nem me convidaram para participar. Nenhum convite eu recebi, nem da prefeitura, nem do Governo do Estado. Mas quem fez essa zorra aí fui eu. Fui eu mesmo.” Ou seja, Confúcio quer também o mérito pela obra que ficou quase 19 anos inacabada.
GOVERNO E PREFEITURA AGEM PARA DIMINUIR SOFRIMENTO DAS FAMÍLIAS JÁ ATINGIDAS PELA ENCHENTE
Cada vez mais cheio e ainda recebendo águas de pesadas chuvas que vêm da Bolívia, que ainda continuavam até o início desta semana, o rio Madeira já deixou dezenas de famílias desabrigadas, principalmente na região mais baixa do rio e em alguns distritos. Tanto o Governo do Estado quanto a Prefeitura da Capital estão agindo, tentando ao menos amenizar o drama dos flagelados. No Domingo, o governador Marcos Rocha sobrevoou as regiões atingidas e, no caso da BR 425, em Guajará Mirim, onde as águas passaram por cima da Rodovia, determinou que além dos bombeiros, que já estavam ajudando os motoristas, também o DER fizesse um desvio, dentro de uma fazenda, devidamente autorizado pelo proprietário, para que a cidade não ficasse isolada. Enquanto isso, a Secretaria de Ação Social e equipes percorrem o Baixo Madeira, levando cestas básicas e muita água potável para quem está pedindo socorro.
Da mesma forma, o prefeito Léo Moraes reuniu uma grande equipe, também em pleno Domingo, para planejar medidas de apoio à população atingida. A Defesa Civil está mobilizada, ajudando de todas as formas possíveis. Nesta terça-feira o rio Madeira estava atingindo seu ponto de saturação também na região central de Porto Velho. A torcida agora é para que acabem as chuvas nas nascentes dos rios bolivianos, para que o Madeira não repita a grande enchente de 2014. A situação é ainda extremamente preocupante, mesmo com todos os esforços para ajudar a quem está mais precisando.
MOTTA TENTA EMPURRAR VOTAÇÃO DA ANISTIA COM A BARRIGA, MAS OPOSIÇÃO NÃO ACEITA
Já são 190 assinaturas. Eram necessários somente cerca de 150. A meta é conseguir, ainda nesta semana, mais de 300 apoios. Tudo isso se referente à votação da PL da Anistia, proposta pelo PL e partidos de oposição ao atual governo. O assunto agora está empacado nas mãos do novo presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta, que, tentando empurrar o assunto com a barriga, propôs a criação de uma Comissão Especial para analisar o assunto. Os oposicionistas, liderados pelo PL, não querem nem ouvir falar. Estão cobrando Motta, aliás, alegando que a única exigência feita pelo PL e outros partidos, para apoiar a eleição dele ao comando da Câmara, era a de votar a Anistia em regime de urgência. Até agora, contudo, Motta voltou atrás e não cumpriu o compromisso. Ele chegou a fazer um duro discurso pela democracia, deixando implícito que apoiaria a votação da Lei da Anistia, mas depois de um jantar na casa do ministro Alexandre de Moraes, com outros sete ministros do STF, mudou completamente de posição.
O caso vai ferver nos próximos dias. Hugo Motta esteve na comitiva do presidente Lula que andou pela Ásia e, no seu retorno, terá que enfrentar os partidos de centro e de direita, que exigem a votação com urgência. Não se sabe agora o que o novo Presidente da Casa fará. Vai retomar seu discurso pela verdadeira democracia ou vai preferir manter engolido tudo o que falou antes, para ficar ao lado do governo Lula e dos ministros da Suprema Corte? Covardia ou coragem? Teremos a resposta em poucos dias.
PERGUNTINHA
O que você achou do arquivamento da ação proposta pelo Ministério Público Federal, uma das acusações mais ridículas da história do País, em que o ex-presidente Jair Bolsonaro era processado por importunação de baleias, ao andar de jet ski na praia de São Sebastião, litoral norte de São Paulo?
