Decisão judicial fixou penas de 33, 31 e 29 anos de prisão pela morte de Juscelino da Silva Jacques, ocorrida em 2022
Porto Velho, RO – Após dois dias de julgamento, o Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ), obteve a condenação de três acusados pela morte de Juscelino da Silva Jacques, crime registrado em 13 de agosto de 2022, no Garimpo Bom Futuro, em Ariquemes. O Tribunal determinou penas de 33, 31 e 29 anos de reclusão, todas em regime fechado.
A decisão reconheceu a prática de homicídio triplamente qualificado, com motivação torpe, emprego de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Conforme o processo, Juscelino havia chegado recentemente à região e trabalhava como vigilante em uma empresa mineradora. No local, havia atritos entre os vigilantes e garimpeiros conhecidos como requeiros.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
++++
Na véspera do Dia dos Pais, a vítima estava em um bar quando foi abordada pelos três homens, que, inconformados com sua presença, a agrediram e a colocaram à força em uma caminhonete. O grupo seguiu até a margem do Rio Candeias, onde o vigilante foi torturado — quase teve a orelha decepada —, esgorjado e teve o abdômen aberto com uma facada, que expôs as vísceras. Em seguida, o corpo foi arrastado e lançado no rio. No dia seguinte, um pescador encontrou o corpo da vítima.
Os promotores de Justiça Tereza de Freitas Maia Cotta e Marcus Alexandre de Oliveira Rodrigues atuaram na acusação, representando o MPRO. O órgão destacou a importância de garantir a responsabilização dos autores e a tutela dos direitos das vítimas, de suas famílias e da sociedade.




