Mandados, apreensão de bens e suspensão de empresas são executados em Rondônia, Pará e Minas Gerais
Porto Velho, RO – Na manhã desta quarta-feira (3/12), a Polícia Federal colocou em prática a Operação Rota Proibida, destinada a interromper a estrutura de um grupo investigado por organizar migração ilegal internacional. A atuação atribuída à organização se estendia por Rondônia, Pará e Minas Gerais, com desdobramentos em outros países.
As investigações, iniciadas em 2024, apontaram que o grupo aliciava brasileiros interessados em entrar de forma irregular nos Estados Unidos da América, mediante pagamento de aproximadamente R$ 70 mil por pessoa. O esquema incluía o uso de agências de viagens responsáveis por emitir bilhetes aéreos sem registro de retorno, o que permitia o deslocamento pela rota chamada de “cai-cai”, que envolve passagem por México, El Salvador e Guatemala.
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Com os elementos reunidos, a Justiça Federal determinou mandados de busca e apreensão, o sequestro de bens e de dispositivos eletrônicos, além da suspensão de atividades de empresas suspeitas de funcionarem como fachada para ocultar e dissimular valores ligados ao tráfico de pessoas.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, celulares, computadores, documentos e outros materiais foram recolhidos para subsidiar a continuidade das apurações. Dependendo das condutas identificadas, os investigados poderão responder pelos crimes de promoção de migração ilegal, organização criminosa e lavagem de capitais.




