Campanha iniciada em 10 de novembro registra menos de 10% de adesão do público prioritário
Porto Velho, RO – Logo após mais de duas semanas de disponibilização da vacina contra a gripe para os grupos prioritários, a cobertura vacinal em Porto Velho continua baixa. Desde 10 de novembro, quando a imunização passou a ser oferecida, a procura não alcançou 10% do público estimado em quase 100 mil pessoas.
Com o objetivo de ampliar o acesso, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) incluiu ações aos sábados, além do atendimento habitual de segunda a sexta-feira nas unidades de saúde. Ao todo, foram realizadas quatro mobilizações especiais nos dias 15, 20, 22 e 29 de novembro, sendo esta última referente ao Dia D Nacional definido pelo Ministério da Saúde.
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Mesmo com as estratégias adicionais, 13.769 moradores procuraram os pontos de vacinação até o momento. Os idosos representam o grupo com maior adesão, enquanto as crianças de seis meses a menores de seis anos seguem como o público de menor comparecimento. A coordenadora de Imunização da Semusa, Elizeth Gomes, comentou que a baixa procura persiste. “Estamos oferecendo oportunidades ampliadas, inclusive com vacinação em feriados e fins de semana. Mas a proteção só acontece quando a população comparece”, afirmou.
A Semusa informa que a vacina permanece disponível nas unidades de saúde para todos os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. A imunização é gratuita e indicada para prevenir complicações e reduzir internações relacionadas à influenza.
Os grupos prioritários incluem idosos com 60 anos ou mais; crianças a partir de 6 meses e menores de 6 anos; gestantes; puérperas; profissionais de saúde; povos indígenas; quilombolas; pessoas em situação de rua; professores do ensino básico e superior; profissionais das Forças de Segurança e Salvamento; integrantes das Forças Armadas; pessoas com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores do transporte coletivo rodoviário urbano e de longo curso; trabalhadores portuários e dos Correios; população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional; adolescentes de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; pessoas com comorbidades ou condições clínicas especiais, como doenças respiratórias, cardíacas, renais ou neurológicas crônicas; diabetes; imunodeficiências; imunossupressão; transplantados; e portadores de trissomias, como Síndrome de Down, Klinefelter e Warkany.




