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MINISTÉRIO DA CULTURA
Fortaleza sedia maior mercado de negócios culturais do Brasil

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MICBR+Ibero-América movimenta a capital cearense até domingo

Por Informa Rondônia - quinta-feira, 04/12/2025 - 11h31

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Porto Velho, RO – A programação do Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR+Ibero-América) teve início nesta quarta-feira (3), marcando cinco dias de atividades culturais distribuídas por diversos pontos de Fortaleza. As ações seguem até domingo (7). O evento reúne palestras, painéis de mercado, oficinas, showcases, apresentações artísticas, cozinha-show, atividades formativas e mentorias especializadas, ultrapassando a marca de cem atividades previstas.

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), localizado na região central da capital, concentra a maior parte das ações. A cerimônia de abertura ocorreu na noite anterior e contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes. Durante sua fala, ela destacou a participação de representantes de países como Paraguai, El Salvador e Panamá e comentou sobre o papel da integração ibero-americana. Segundo a ministra, “nosso país faz fronteira com dez países da América Latina e cada vez mais a gente tem que entender que essa irmandade existe e que a gente consiga fortalecer mais essa ponte através da cultura”.

A ministra informou que o evento reúne 120 compradores, sendo 65 estrangeiros, além de 100 vendedores inscritos espontaneamente. As rodadas de negócios somam 600 participantes. Ela também mencionou a oportunidade aberta pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, previsto para ser assinado pelo presidente Lula no próximo dia 20, afirmando que esse movimento pode ampliar a atuação do setor cultural brasileiro e latino-americano. Em suas palavras, “é uma grande porta que se abre pra nós também, nós estamos incluídos nisso, o setor cultural brasileiro e latino-americano pode tirar grande proveito desse momento”.

Ainda na abertura, a secretária de Cultura de Fortaleza, Helena Barbosa, ressaltou a necessidade de articulação entre diferentes esferas de governo para ampliar o alcance das políticas culturais. Ela afirmou que “todas as nossas ações tem que ser pensadas de forma colaborativa. E temos encontrado no MinC essa parceria para essa construção”.

Margareth também anunciou que apresentará, no dia 11, em São Paulo, uma pesquisa inédita produzida pela Fundação Getulio Vargas sobre a dimensão da nova Lei Rouanet. De acordo com ela, trata-se de um instrumento de 33 anos utilizado para viabilizar programas culturais.

O MICBR é organizado pelo Ministério da Cultura. Entre os temas previstos nas palestras estão narrativas, criatividade e território; sustentabilidade e perspectivas de futuro; inovação e convergência midiática; impacto social das artes; modelos de criação e circulação; e transformações tecnológicas que influenciam o mercado cultural.

Antes da cerimônia oficial, jornalistas e influenciadores participaram de uma roda de conversa com a ministra e representantes do Ministério. O encontro abordou temas como a regulamentação da atividade de criadores digitais e a participação feminina no setor de jogos eletrônicos. Segundo Margareth, a atuação de influenciadores e produtores de conteúdo digital compõe uma frente recente de trabalho do ministério. Ela explicou que estão em andamento ações relacionadas ao ambiente digital, direitos autorais, inteligência artificial e plataformas, além da discussão de um prêmio voltado ao setor.

A ministra também comentou sobre o setor de jogos eletrônicos, que pela primeira vez está abrigado na Secretaria de Audiovisual. O secretário executivo do MinC, Márcio Tavares, destacou que a área registra exportações de 120 milhões de dólares por ano. Ele afirmou que “já garantimos alguns avanços importantes, como a entrada na lei Rouanet, a capacitação para a gestão do audiovisual”.

A secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, disse que o setor de games tem “potencial enorme” e é “extremamente lucrativo”, mencionando que o Brasil é grande consumidor, mas ainda precisa ampliar sua produção. Ela afirmou que o desenvolvimento de jogos envolve música, narrativa e literatura, e que é necessário contar histórias brasileiras para o mercado internacional.

Margareth também mencionou a assinatura de acordos com a França para fortalecer a cadeia do audiovisual, além de parcerias em andamento com Singapura e Nigéria para abertura de mercados.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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