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AO RONDÔNIA DINÂMICA
Sílvia Cristina detalha meio bilhão em recursos, comenta prisão de Bolsonaro e atualiza crise com Cassol

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Deputada comenta desintrusão, concessão da Hidrovia do Madeira, silêncio após prisão de Bolsonaro e avanços registrados no mandato

Por Informa Rondônia - sexta-feira, 05/12/2025 - 11h09

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Porto Velho, RO – A entrevista exclusiva concedida pela deputada federal Sílvia Cristina ao site Rondônia Dinâmica, realizada na manhã desta sexta-feira (05), avançou por diferentes temas ligados à atuação parlamentar e ao cenário político. As perguntas abordaram, ao longo da conversa, desde debates internos da bancada federal de Rondônia até aspectos de sua pré-candidatura ao Senado, além do balanço de recursos destinados ao estado. Ao tratar desses assuntos, ela afirmou que mantém agenda simultânea entre Brasília e municípios rondonienses para concluir entregas até o fim do mandato.

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O tema da desintrusão no PA Jaruaru foi um dos primeiros pontos abordados. Sílvia Cristina relatou que esteve em reunião com o ministro Edson Fachin, no Supremo Tribunal Federal, acompanhada de outros parlamentares, para pedir a suspensão do procedimento. Disse que a intenção do grupo era interromper o processo afirmando: “A nossa principal missão ali era suspender o processo de desintrusão, que é injusto, porque ninguém invadiu nada”. Também mencionou que disputas entre Incra e Funai criam insegurança às famílias assentadas e declarou ter saído do encontro “esperançosa” e “confiante” em uma solução voltada aos produtores instalados na região há décadas.

A análise sobre a concessão da Hidrovia do Madeira apareceu na sequência. Ela afirmou que não participou das audiências públicas citadas pelo governo federal e disse que o Congresso não está envolvido nas decisões sobre a desestatização. De acordo com a parlamentar: “O que nós não queremos é que seja feita a mesma coisa que foi feita na BR-364. O Ministério disse que fez audiências; eu, pelo menos, não fui convidada”. Informou que a avaliação do processo está suspensa até fevereiro, a pedido da bancada, para ampliar o diálogo com ribeirinhos, pescadores e transportadores.

A deputada também mencionou que nove entidades, entre elas Aprosoja, Faperon, Facer, OCB, Fecomércio e Porto de Porto Velho, assinaram manifesto favorável à concessão caso haja “taxação justa”, citando o valor de R$ 0,80 por tonelada. Disse que representantes da sociedade civil acreditam na viabilidade econômica, mas pontuou que permanecem dúvidas sobre impactos ambientais e a presença limitada de ribeirinhos nas discussões.

À medida que avançou na avaliação de sua pré-candidatura ao Senado, Sílvia Cristina foi questionada sobre análises que a colocam como nome forte para o “segundo voto”. Respondeu que isso amplia sua responsabilidade e afirmou: “No início, eram poucas as pessoas que acreditavam. Eu fui muito pré-julgada”. Disse que sua atuação é baseada em entregas e contato direto com a população, acrescentando: “Tem muitos que estão aí nos discursos poderosos, mas discursos vazios. E a gente faz um trabalho de entrega”.

Ao tratar da relação com o território rondoniense, a parlamentar afirmou que visitas frequentes aos municípios influenciam suas decisões no mandato. Declarou: “Eu tenho prazer de ser uma das que mais conhece o estado de Rondônia”, mencionando que encontros presenciais facilitam a identificação das demandas locais. Para ela, essa rotina fortalece a capacidade de direcionar recursos e orientar prioridades legislativas. Explicou ainda que a proximidade com comunidades ajuda a “ser mais assertiva nas suas ações”.

A entrevista tratou também das divergências dentro da bancada federal. Questionada sobre episódios envolvendo o deputado Coronel Chrisóstomo, Sílvia Cristina disse que evita confrontos e reconheceu que os parlamentares poderiam se reunir mais. Afirmou: “Temos falhas. Eu vejo a bancada unida, mas poderíamos ser mais”, destacando que sua preocupação central é “cuidar de gente”.

Sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e sua ausência recente nas redes sociais, a deputada declarou que seu apoio sempre foi público. Disse: “Todo mundo sabe que fui muito honesta na campanha de 2022. Me manifestei publicamente, ajudei na campanha”. Explicou que não se manifestou após os últimos acontecimentos porque, segundo ela, “alguns manifestos impensados estão mais atrapalhando do que ajudando no processo injusto que o Bolsonaro esteja sofrendo”. Relatou encontro com Michelle Bolsonaro e afirmou preferir apoiar de forma reservada. “A Silvia não é uma aproveitadora”, declarou.

Ela também mencionou ataques e circulação de fake news previstos para o período eleitoral de 2026. Pediu atenção do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia e afirmou: “As fake news podem atrapalhar um processo justo”. Comentou que já recebe ataques desde o início da pré-campanha, afirmando estar preparada para lidar com essas situações.

Outro ponto abordado foi a reorganização interna do Progressistas (PP) em Rondônia. Disse que não buscou a presidência estadual da sigla: “Eu recebi o convite; por três vezes recusei”. Relatou que, após conversas, o ex-governador Ivo Cassol “entendeu a decisão da Nacional” e afirmou que a relação interna está “tudo certo”. Sobre o alinhamento ao governo estadual, disse que a Federação partidária, formada por PP e União Brasil, está responsável pela definição, aguardando homologação no Tribunal Superior Eleitoral.

Na parte final, Sílvia Cristina listou investimentos que, segundo ela, totalizam R$ 503 milhões destinados ao estado. Na saúde, citou o Centro de Prevenção e Diagnóstico de Câncer em Ji-Paraná, entregue há quatro anos, onde relatou que 214 mil pessoas já foram atendidas. Informou que o mandato financia construção, equipamentos, deslocamentos e pagamento de profissionais do serviço.

Em seguida, apresentou números relacionados ao Hospital de Amor: R$ 55 milhões em Ji-Paraná e R$ 48 milhões em Porto Velho. Sobre o programa Olhar de Amor, mencionou aporte inicial de R$ 10 milhões e a realização de 6 mil cirurgias de catarata. Em Vilhena, afirmou que foram aplicados R$ 10 milhões em ações de prevenção de câncer, com 5 mil pessoas atendidas.

Na assistência social, disse que mais de 100 entidades receberam apoio financeiro, incluindo APAEs, lares de idosos e instituições voltadas ao tratamento de dependência química, totalizando R$ 50 milhões. Em infraestrutura, relatou a entrega de tratores, retroescavadeiras, pás carregadeiras e outras máquinas, somando R$ 120 milhões.

No setor agrícola, mencionou projetos de capacitação em parceria com o IFRO e falou sobre o Projeto Raízes, em Cacoal, com investimento de R$ 2 milhões para produção de mudas clonais de café e cacau. Também citou o Projeto Cordeiro de Rondônia, incluindo um abatedouro de ovinos em Espigão do Oeste, em área doada pela prefeitura.

Encerrando a entrevista, afirmou que pretende concluir o mandato com foco em “entregar mais do que discursar” e em garantir resultados considerados por ela como “reais e efetivos”.

DEZ FRASES DE SÍLVIA CRISTINA PARA O RONDÔNIA DINÂMICA

01. “Nossa principal missão ali era suspender o processo de desintrusão, que é injusto, porque ninguém invadiu nada.”

No bloco sobre a visita ao ministro Edson Fachin, no STF, Sílvia Cristina resume o objetivo da bancada na questão do PA Jaruaru. Ela sustenta que os assentados não são invasores e qualifica o processo de desintrusão como “injusto”, indicando que a intenção do grupo era impedir a retirada das famílias da área.

02. “Ninguém é bandido, ninguém invadiu terra, foi dada pelo órgão do governo, um outro órgão do governo que não se entende e que a população que produz não precisa estar pagando por isso.”

Ainda no tema Jaruaru, a deputada critica a falta de alinhamento entre Incra e Funai. Ela afirma que os produtores receberam documentos oficiais do próprio governo e, por isso, não podem ser tratados como invasores, atribuindo o conflito à contradição entre órgãos federais.

03. “O processo de desestatização não passa pela mão da Câmara Federal e nem pelo Senado. É algo que o governo tem autonomia.”

Ao falar da Hidrovia do Madeira, Sílvia Cristina explica que o Congresso não delibera diretamente sobre a concessão. Ela enfatiza que a desestatização é conduzida pelo Executivo, destacando a autonomia do governo federal e, ao mesmo tempo, justificando o esforço da bancada para intervir politicamente no debate.

04. “Foi até publicada de maneira muito sensacionalista num site que eu sou a favor e que vai prejudicar os ribeirinhos, que eu não estou preocupada com os impactos ambientais, nada disso.”

Na sequência sobre a hidrovia, a deputada reclama da forma como sua atuação foi noticiada. Ela afirma que um site publicou, de forma “sensacionalista”, que ela apoiaria a concessão sem preocupação com ribeirinhos e meio ambiente, e usa a entrevista para rebater essa leitura.

05. “Tem muitos que estão aí nos discursos poderosos, mas discursos vazios. E a gente faz um trabalho de entrega, um trabalho de amor pelas pessoas.”

Quando é questionada sobre a avaliação de sua pré-candidatura ao Senado e o rótulo de “segundo voto”, Sílvia Cristina contrasta seu perfil com o de outros atores políticos. Ela diz que há quem tenha “discursos poderosos, mas discursos vazios” e se coloca no campo de quem prioriza entregas concretas.

06. “Eu tô pra dizer que eu tenho prazer de ser uma das que mais conhece o estado de Londônia.”

Ao tratar das viagens e do contato direto com as comunidades, a deputada afirma que conhece o território rondoniense como poucos. Ela associa esse grau de conhecimento às condições de ser “mais assertiva” nas ações do mandato e no direcionamento de recursos.

07. “Eu penso que alguns manifestos que acontecem de maneira impensada estão mais atrapalhando do que ajudando no processo injusto que o Bolsonaro esteja sofrendo.”

Questionada sobre o silêncio nas redes após a prisão de Jair Bolsonaro, Sílvia Cristina diz que continua alinhada ao ex-presidente, mas critica manifestações “impensadas” de aliados. Na mesma resposta, ela afirma que Bolsonaro passa por um “processo injusto”, reforçando sua posição pública sobre o caso.

08. “Ela sabe do meu coração, sabe das nossas orações e sabe que esse processo, ele poderia ter acontecido de uma maneira diferente, de uma maneira em que a gente sabe que houve alguns abusos aí nessa prisão.”

Ainda no tema Bolsonaro, a deputada relata encontro recente com Michelle Bolsonaro. Ela diz que preferiu demonstrar apoio de forma reservada e sustenta que “houve alguns abusos” na prisão, apontando divergência em relação à condução do processo, embora sem detalhar quais seriam esses abusos.

09. “A Silvia não é uma aproveitadora.”

Na mesma resposta sobre a prisão do ex-presidente e as críticas pela falta de manifestações públicas, Sílvia Cristina reage diretamente às acusações que recebe nas redes. Ela afirma que não se aproveitou politicamente da proximidade com Bolsonaro e com Michelle, reforçando que seu apoio se deu de forma leal e pessoal.

10. “A Silvia Cristina, ela não pediu, ela não passou a perna em ninguém para ser hoje a presidente estadual do Progressistas.”

No bloco final, ao falar da crise com Ivo Cassol e da presidência estadual do PP, a deputada nega que tenha atuado para derrubar o ex-governador. Ela diz que recebeu convite da direção nacional, que chegou a recusar três vezes, e afirma que “não passou a perna em ninguém” para assumir o comando da sigla em Rondônia.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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