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REESTRUTURAÇÃO CORREIOS
Haddad afirma que reforço dos Correios será inferior a R$ 6 bilhões

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Ministro diz que governo avalia combinar aporte do Tesouro com empréstimo à estatal ainda em 2025

Por Informa Rondônia - terça-feira, 09/12/2025 - 08h42

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Porto Velho, RO – O governo federal analisa diferentes formas de reforçar o caixa dos Correios e trabalha com a possibilidade de combinar um aporte do Tesouro Nacional com um empréstimo à estatal, operação que pode ser concluída ainda em 2025, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele informou que o valor do aporte ficará abaixo dos R$ 6 bilhões inicialmente cogitados pela empresa pública.

Haddad comentou o tema nesta segunda-feira (8), ao conversar com jornalistas na porta do Ministério da Fazenda, em Brasília. De acordo com o ministro, há margem no orçamento de 2025 para a realização do aporte, mas a decisão ainda não foi tomada. “Até teria [espaço], mas não é uma coisa que está decidida”, declarou.

O ministro ressaltou que qualquer transferência de recursos públicos aos Correios estará vinculada a um plano de reestruturação da estatal. “Nós sempre estamos condicionando tudo a um plano de reestruturação. Os Correios precisam mudar, precisam ser reestruturados”, afirmou.

Segundo Haddad, o valor de R$ 6 bilhões, mencionado originalmente como referência para o reforço financeiro, não deve ser mantido. “Esse valor, não. É valor inferior a esse pelo que eu sei”, disse.

No desenho inicial, os Correios previam receber R$ 6 bilhões do Tesouro Nacional para cobrir prejuízo de igual montante registrado entre janeiro e setembro. As alternativas em estudo incluem a liberação dos recursos por meio de crédito extraordinário ou via Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN), ambas ainda em avaliação pela equipe econômica.

Paralelamente ao aporte direto, o governo discute conceder aval para que os Correios contratem um empréstimo no mercado. As negociações ganharam força depois que o Tesouro negou pedido da estatal para uma operação de R$ 20 bilhões. A nova proposta em discussão reduz o valor do crédito para uma faixa entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, com o objetivo de permitir condições de juros mais baixas. Foi o custo considerado elevado da operação original que levou ao veto do Tesouro.

Haddad disse que o empréstimo pode ser aprovado ainda este ano, mas observou que a discussão com as instituições financeiras ainda impede a conclusão do acordo. “É uma possibilidade, mas não estamos jogando com uma possibilidade só por causa da negociação com os bancos”, afirmou.

As declarações foram dadas após reunião do ministro com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que durou cerca de quatro horas na tarde desta segunda-feira. O encontro ocorreu na residência oficial da Presidência da Câmara e tratou de projetos que o governo pretende ver aprovados antes da votação do Orçamento de 2026, prevista para a próxima semana.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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