Ibovespa recua 0,21% mesmo com cenário externo positivo e aprovação do Orçamento de 2026
Porto Velho, RO – O mercado financeiro brasileiro encerrou a segunda-feira (22) com movimentos distintos entre câmbio e bolsa. Enquanto o dólar avançou e se aproximou do patamar de R$ 5,60, o principal índice da B3 registrou leve queda, em contraste com o desempenho positivo observado nos mercados internacionais.
No fechamento do pregão, o dólar comercial foi vendido a R$ 5,584, o que representou alta diária de R$ 0,055, equivalente a 0,99%. No início das negociações, a moeda chegou a apresentar recuo, mas a trajetória foi revertida após a abertura dos mercados nos Estados Unidos, quando a pressão compradora se intensificou.
A cotação alcançou o maior nível desde 31 de julho, data em que a moeda também esteve próxima de R$ 5,60. No acumulado de dezembro, o dólar apresenta valorização de 4,67%, enquanto, no balanço de 2025, ainda registra queda de 9,64%.
O mercado acionário, por sua vez, encerrou o dia em terreno negativo. O Ibovespa fechou aos 158.142 pontos, com recuo de 0,21%, interrompendo uma sequência de duas altas consecutivas registradas nas sessões anteriores.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
Mesmo diante da aprovação do Orçamento de 2026 pelo Congresso Nacional e da divulgação de arrecadação recorde do governo federal em novembro, o comportamento do câmbio foi influenciado pelo aumento no envio de lucros e dividendos de empresas brasileiras ao exterior, movimento que elevou a demanda pela moeda norte-americana.
A partir de 1º de janeiro, as remessas internacionais passarão a ser tributadas em 10% de Imposto de Renda, incluindo o envio de dividendos acima de R$ 50 mil por mês. Com o fim da isenção previsto na legislação atual, grandes empresas anteciparam as transferências para aproveitar os últimos dias do benefício fiscal.
No mercado de ações, a pressão veio da elevação dos juros futuros, que impactou negativamente os papéis da maioria das companhias listadas. A ausência de sinalizações claras sobre o momento em que o Banco Central poderá iniciar a redução da Taxa Selic, se em janeiro ou em março, contribuiu para o avanço dessas taxas.
O aumento dos juros futuros reforçou a migração de recursos da renda variável para aplicações em renda fixa, movimento que ajudou a explicar o desempenho negativo da bolsa no pregão.




