Levantamento baseado em dados públicos avalia capacidade de entrega, peso político e desempenho administrativo do primeiro escalão do governo de Rondônia ao longo do ano
Porto Velho, RO – O Informa Rondônia fez um levantamento de dados públicos ao longo de 2025 e formalizou seu próprio ranking dos melhores secretários na gestão do governador Coronel Marcos Rocha, do União Brasil. Ao longo do ano, os titulares das pastas atuaram, de forma geral, na coordenação política do Executivo, na sustentação fiscal, na gestão de áreas sensíveis como segurança e saúde e na manutenção de políticas sociais, além de entregas setoriais em áreas como agricultura e turismo e tensões persistentes em educação, meio ambiente e cultura. A partir das informações coletadas pela redação, especialmente em fontes oficiais e registros institucionais, o resultado do levantamento foi o seguinte.

01) Elias Rezende de Oliveira
O levantamento do Informa Rondônia chegou à conclusão de que Elias Rezende de Oliveira foi o nome mais determinante da engrenagem estadual em 2025. Nos dados colhidos pela redação, ele aparece como “secretário-chefe” da Casa Civil, com atribuição direta de coordenação sobre as demais secretarias, exercendo papel central no alinhamento interno do governo. As informações levantadas indicam ainda a dimensão política do cargo: Elias é descrito como articulador junto à Assembleia Legislativa, responsável por sustentar a base governista e conduzir rotinas sensíveis, como vetos e negociações políticas.
A baixa exposição pública não foi interpretada como ausência de atuação. Ao contrário, segundo os achados editoriais, a discrição aparece como característica típica de quem opera nos bastidores, lidando com crises administrativas complexas sem protagonismo midiático. Um ponto adicional reforça seu peso institucional: Elias acumulou a Casa Civil com a Secretaria de Obras e Serviços Públicos, o que o posicionou simultaneamente como coordenador político-administrativo e operador da execução territorial. Esse acúmulo foi associado à agilidade na liberação de recursos e no andamento de obras nos municípios. O mesmo levantamento registra que a centralização de decisões gerou atritos internos e críticas por concentração de poder, inclusive com menção a tensão no entorno do vice-governador. Ainda assim, a soma de coordenação, articulação e capacidade de destravar a máquina pública manteve Elias no topo do ranking.

02) Coronel BM Felipe Bernardo Vital
Ainda segundo os dados coletados no levantamento, a segunda colocação ficou com o coronel BM Felipe Bernardo Vital, titular da Secretaria de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania. As informações reunidas pela redação apontam que a área apresentou resultados associados à redução de indicadores criminais, com desempenho destacado pelo próprio governo. Também foi registrado que a pasta manteve orçamento estável para Polícia Militar, Polícia Civil e demais forças, além de iniciativas voltadas à integração entre as corporações.
Os dados indicam que, apesar de a segurança ser uma área naturalmente sujeita a crises, em 2025 as controvérsias foram pontuais, restritas a cobranças por maior prevenção. Ainda segundo os achados do Informa Rondônia, houve modernização em canais de comunicação com a população e ausência de grandes crises de imagem envolvendo a pasta ao longo do ano. A combinação entre entrega cotidiana, organização institucional e relevância política sustentou a posição de Vital como segundo nome mais destacado.

03) Luís Fernando Pereira da Silva
A terceira colocação foi atribuída a Luís Fernando Pereira da Silva, secretário de Finanças. De acordo com as informações coletadas pela redação, a condução fiscal em 2025 seguiu linha conservadora, com controle rigoroso das despesas e foco na manutenção da saúde das contas públicas. Um dos dados mais objetivos levantados foi a regularidade do pagamento da folha salarial, tratada como indicador central de disciplina administrativa.
O levantamento do Informa Rondônia também registra promessa de inovação na gestão fiscal e bom relacionamento institucional com o Tribunal de Contas. Entre os dados colhidos, consta a manutenção da nota máxima de Capacidade de Pagamento do Tesouro Nacional, utilizada como parâmetro de solidez fiscal. Outro elemento citado foi o baixo índice de desemprego no período, associado à estabilidade econômica do Estado. As críticas registradas dizem respeito à não reversão integral de ajustes fiscais herdados, mas, no conjunto dos achados, a atuação da Sefin aparece vinculada à previsibilidade e à sustentação do funcionamento do governo.

04) Luana Nunes Oliveira Rocha Santos
Na quarta posição, aparece Luana Nunes Oliveira Rocha Santos, à frente da Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social. Segundo os dados colhidos pela redação, a gestão foi marcada pela manutenção de programas sociais básicos, como renda mínima e proteção de minorias, sem implementação de mudanças estruturais de grande porte. O levantamento também aponta ações de assistência emergencial em crises locais, com apoio direto a famílias em situação de vulnerabilidade.
Ainda de acordo com os achados do Informa Rondônia, a condução da pasta esteve alinhada ao discurso de eficiência no gasto público. As críticas registradas no levantamento indicam ausência de políticas mais arrojadas para enfrentamento da pobreza estrutural e uma gestão ainda pouco conhecida, por ser recente. Por outro lado, os dados também destacam o peso institucional e a visibilidade política da secretaria, com articulação junto ao terceiro setor e presença na agenda social do governo, o que contribuiu para sua colocação entre os primeiros.

05) Coronel Jefferson Ribeiro da Rocha
A quinta colocação é um reconhecimento à centralidade política e administrativa da Secretaria de Estado da Saúde (SESAU) e à liderança resiliente do Coronel Jefferson Ribeiro da Rocha. O levantamento do Informa Rondônia destaca que, em 2025, a SESAU foi a pasta de maior relevância institucional, atuando sob intensa pressão para garantir a manutenção e a expansão dos serviços essenciais. Segundo os achados editoriais, a gestão do Coronel Jefferson foi marcada por um esforço hercúleo para enfrentar desafios estruturais históricos, como a necessidade de modernização da rede hospitalar e a otimização de recursos. A pasta demonstrou capacidade de resposta ao manter o funcionamento pleno dos serviços de alta e média complexidade, além de avançar em processos de auditoria interna e reorganização orçamentária para garantir a sustentabilidade futura.
A despeito das tensões naturais de uma área que lida diretamente com o bem-estar da população, a permanência do Coronel Jefferson no comando é vista como um indicativo da confiança do Executivo em sua capacidade de conduzir a pasta em um período de transição e reestruturação. A combinação de relevância estratégica e gestão de alta complexidade assegurou a posição de destaque do secretário no ranking.

Adendo de Honra: Sandro Ricardo Rocha dos Santos (Detran-RO)
O levantamento do Informa Rondônia se concentrou no primeiro escalão, composto pelas Secretarias de Estado (Administração Direta). No entanto, a relevância de certas entidades da Administração Indireta exige um reconhecimento à parte. Por isso, a reação concede um Adendo de Honra a Sandro Ricardo Rocha dos Santos, Diretor-Geral do Detran-RO. Sandro Ricardo assumiu a Autarquia com a dura missão de manter o nível de excelência deixado pelo ex-gestor Léo Moraes, que em 2024 se elegeu prefeito de Porto Velho. Ao longo de 2025, Sandro Rocha não apenas preservou o legado de modernização, mas imprimiu um novo ritmo de gestão, focado na segurança jurídica, na eficiência administrativa e na ampliação dos serviços digitais. Sob seu comando, o Detran-RO consolidou-se como um órgão moderno e ágil, mantendo-se como referência nacional em desburocratização. A capacidade de Sandro em conduzir uma transição suave e, ao mesmo tempo, inovadora, demonstra uma liderança técnica e política que pode ir longe, posicionando-o como um dos nomes mais promissores da administração pública estadual.
06) Renan Fernandes Barreto
Renan Fernandes Barreto, à frente da Comunicação, ascende à sexta posição no ranking, um reflexo direto da importância estratégica da pasta na sustentação da imagem do Executivo em 2025. Os achados editoriais indicam que sua atuação foi crucial na blindagem institucional e na construção de uma narrativa coesa para o governo. O foco na ampliação da transparência e na divulgação assertiva das ações governamentais, com reformulações na comunicação institucional e nas mídias digitais, garantiu que as entregas do governo chegassem ao cidadão de forma clara e organizada. O levantamento destaca o bom relacionamento com a imprensa oficial e redes sociais, fundamental para a manutenção da estabilidade política. A avaliação editorial reconhece o peso de sua função como gestor de crise e articulador de imagem, elementos que se tornaram vitais no cenário pré-eleitoral, justificando sua ascensão entre os primeiros. A ressalva quanto à baixa inovação é compensada pela eficiência na manutenção da rotina e na proteção da marca governamental.
07) Gilvan Pereira
Em sétimo lugar, Gilvan Pereira, no Turismo, é descrito nos achados do Informa Rondônia como gestor que apostou em eventos e programas para ampliar a visibilidade do Estado. O levantamento cita iniciativas como o Rondônia Tem Turismo, divulgação nacional e internacional e parcerias com municípios. Apesar do orçamento reduzido, foram registradas tentativas de inovação, como o programa Viaja Mais Servidor. Persistem desafios estruturais e críticas pontuais sobre licenciamento, mas o saldo descrito foi de proatividade e exposição positiva.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
08) Beatriz Basílio Mendes
Na oitava colocação, Beatriz Basílio Mendes, do Planejamento, aparece associada à agenda de modernização administrativa. Segundo os dados colhidos pela redação, sua gestão teve papel central na integração de sistemas gerenciais e na consolidação do eSocial-PRO, com foco em inovação digital e rigor orçamentário. As informações levantadas apontam reconhecimento institucional pela eficiência da máquina pública, com críticas restritas à complexidade das reformas implementadas.
09) Luiz Paulo da Silva Batista
Na nona posição aparece Luiz Paulo da Silva Batista, da Agricultura. Os dados colhidos pela redação indicam atuação proativa junto a produtores rurais e organizações do agronegócio, com investimentos em manejo sustentável e apoio técnico às cadeias produtivas. O levantamento também aponta programas de incentivo agrícola com foco em exportação e presença em feiras e acordos regionais. A ausência de escândalos públicos foi registrada como fator de regularidade, enquanto críticas se concentraram na lentidão da regularização fundiária, especialmente para pequenos produtores.
10) Albaniza Batista de Oliveira
Na décima posição, Albaniza Batista de Oliveira, da Educação, aparece descrita nos dados colhidos como gestora focada na manutenção do funcionamento das escolas no pós-pandemia. O levantamento aponta gestão burocrática, boas relações institucionais e garantia de repasses, mas registra ausência de inovações relevantes e pressão sindical, além de denúncias envolvendo gestão de pessoal. O saldo apresentado é de estabilidade sem grandes avanços estruturais.
11) David Inácio dos Santos Filho
Em décimo primeiro lugar, David Inácio dos Santos Filho, do Patrimônio e Regularização Fundiária, é retratado nos achados como responsável por uma pauta complexa, com entraves políticos e judiciais. O levantamento indica avanços institucionais modestos, criação de comissões e reconhecimento de boa vontade, ao lado de críticas pela lentidão dos processos, com impacto de médio prazo.
12) Marco Antonio Ribeiro de Menezes Lagos
Na décima segunda posição, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental, sob a condução de Marco Antonio Ribeiro de Menezes Lagos, aparece nos dados colhidos pelo Informa Rondônia como uma das pastas de desempenho mais condicionado por fatores externos e limitações estruturais ao longo de 2025. Parte das informações analisadas associa a gestão à manutenção de ações de fiscalização ambiental, especialmente no enfrentamento às queimadas, além da execução de programas de preservação compatíveis com um orçamento restrito e sob pressão simultânea de setores do agronegócio e de organizações ambientais.
Outro conjunto de registros, no entanto, aponta que a pasta enfrentou abalos de credibilidade decorrentes de episódio envolvendo a chefia adjunta, o que repercutiu negativamente sobre a imagem institucional do órgão. A combinação entre restrições orçamentárias, ambiente político sensível e desgaste reputacional limitou o alcance das ações e reduziu o impacto prático da política ambiental no período analisado, posicionando a secretaria entre as últimas colocações do ranking em 2025.
13) Marcus Castelo Branco Alves Semeraro Rito
Na décima terceira colocação, Marcus Rito, da Justiça, é descrito como gestor técnico, focado em manter o sistema penitenciário sob controle. Os achados indicam diálogo institucional, ausência de grandes projetos novos e gestão sem rupturas, com impacto social considerado reduzido.
14) Coronel PM RR Valdemir Carlos de Góes
Em décimo quarto lugar, Valdemir Carlos de Góes, da Casa Militar, aparece nos dados colhidos como responsável por segurança institucional e cerimonial. O levantamento aponta ausência de indicadores de políticas públicas e baixa repercussão direta junto ao cidadão, com atuação funcional e sem controvérsias públicas.
15) Lauro Fernandes da Silva Júnior
Na décima quinta posição, Lauro Fernandes da Silva Júnior, do Desenvolvimento Econômico, surge associado à atração de investimentos e desburocratização em um cenário econômico favorável. O levantamento reconhece a importância da pauta da SEDEC para o futuro do Estado, mas os dados coletados indicam que a gestão em 2025 foi marcada por um ritmo de entregas aquém do esperado para o potencial da pasta. É importante notar que Lauro Fernandes assumiu a titularidade da SEDEC em julho de 2025, substituindo o vice-governador Sérgio Gonçalves. As críticas se concentraram na ausência de projetos estruturantes de grande visibilidade e no menor detalhamento de resultados concretos que pudessem ser associados diretamente à gestão do secretário, sugerindo que a pasta ainda busca o alinhamento ideal entre a estratégia de atração de investimentos e a execução de políticas públicas com impacto imediato, o que é natural devido ao curto período de maturação da nova gestão.
16) Paulo Higo Ferreira de Almeida
Na última posição, Paulo Higo Ferreira de Almeida, da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer, aparece como o nome de maior instabilidade. Os achados do Informa Rondônia indicam crises de comunicação, convocação pela Assembleia Legislativa para esclarecimentos, críticas por falta de transparência e falhas na execução de recursos federais de fomento, com desgaste junto à classe artística e risco de perda de repasses.
O panorama de 2025 retrata como o primeiro escalão do Executivo estadual se posicionou em um ano descrito, nos relatórios, como de consolidação e tensão administrativa. Para consolidar este levantamento, o Informa Rondônia adotou critérios de capacidade de execução e entrega, regularidade administrativa, impacto concreto, estrutura institucional das pastas e relevância político-administrativa na dinâmica do governo ao longo do período, formalizando um ranking que busca refletir o peso real de cada secretário na engrenagem estadual.
É fundamental ressaltar que este levantamento se restringiu ao primeiro escalão e às secretarias de Estado com maior impacto social e político direto. A análise não abrangeu a totalidade dos organismos de Estado, como autarquias, fundações e agências (a exemplo de AGERO, AGEVISA, IPERON, DER, FAPERON, entre outras), que desempenham um papel vital e insubstituível na execução das políticas públicas e na manutenção da máquina administrativa. O reconhecimento da importância de todos esses órgãos é essencial para uma visão completa da gestão.
O destaque aos cinco primeiros colocados foi resultado da combinação entre centralidade de comando, sustentação fiscal e gerenciamento de áreas sensíveis, sem prejuízo da análise individual dos demais nomes, considerados conforme o nível de entregas descritas, capacidade de manter rotinas sob pressão e volume de repercussão pública registrado. Este ranking é uma concessão editorial do Informa Rondônia e, como todo exercício de leitura política e administrativa baseado em dados públicos, permanece aberto ao escrutínio da sociedade, cabendo ao cidadão confrontar os efeitos dessas atuações com a realidade cotidiana dos serviços, das entregas e da presença do Estado em Rondônia.




