Levantamento mostra liderança relativa, forte competitividade e eleitorado ainda distante de uma definição para as eleições de 2026
Porto Velho, RO – A corrida pelas duas vagas ao Senado Federal em Rondônia chega ao fim de 2025 marcada por indefinição elevada e ampla margem para mudanças. Mais de um terço do eleitorado ainda não escolheu nenhum nome ou declarou não saber em quem votar, o que mantém o cenário aberto e reforça a ausência de consolidação entre os principais pré-candidatos. Os dados constam da 7ª Pesquisa Data Continental, realizada entre 20 e 26 de dezembro, com 3.776 entrevistas em 15 municípios do estado, margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95% .
Mesmo com o alto índice de indecisão, alguns nomes aparecem com vantagem relativa na sondagem estimulada, quando os entrevistados recebem uma lista de possíveis candidatos. A deputada federal Sílvia Cristina, do União Progressista, lidera o levantamento ao concentrar 22,14% do total de marcações válidas na sondagem estimulada. O desempenho é puxado principalmente pela preferência como primeira opção, onde atinge 25,9%, além de registrar 18,4% como segunda opção. O Índice de Voto Definido da parlamentar chega a 34,7%, o mais alto da pesquisa.
Na sequência, Fernando Máximo aparece como segundo colocado, com 12,39% do total. O nome, que não teve partido declarado no levantamento, alcança 15,7% na primeira opção e 9,1% na segunda, resultando em um IVD de 19,5%. O posicionamento o coloca entre os postulantes com maior densidade eleitoral neste estágio da disputa.
O terceiro bloco é formado por nomes com percentuais próximos e comportamento distinto entre primeira e segunda escolha. O ex-senador Acir Gurgacz, do PDT, soma 9,30% das intenções totais, enquanto o senador Confúcio Moura, do MDB, aparece logo atrás, com 7,60%. No caso de Confúcio, o desempenho é mais expressivo como segunda opção, onde alcança 9,7%, superando os 5,5% obtidos como primeira escolha, um indicativo de potencial de crescimento conforme o eleitorado avance no processo de definição.
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Na parte intermediária do levantamento surgem Delegado Camargo, do Podemos, com 6,09%, seguido por Bruno Scheid, do PL, que registra 3,50%. Neidinha Suruí, da Rede, aparece com 2,70% do total, mas também apresenta maior peso na condição de segunda opção, com 3,2%, superando o índice obtido como primeira escolha.
O dado central da pesquisa, no entanto, permanece sendo o volume de indecisos. Ao todo, 36,28% dos entrevistados não apontaram nenhum dos nomes apresentados, percentual que supera individualmente todos os candidatos testados. Esse comportamento reforça a leitura de que a eleição para o Senado em Rondônia ainda está distante de um desenho definitivo, especialmente considerando que cada eleitor poderá escolher dois candidatos.
O levantamento tem responsabilidade técnica do estatístico Augusto da Silva Rocha, registrado sob o número 7655, e foi contratado pelo Jornal Correio Continental. Os resultados refletem o retrato do momento e indicam um ambiente de disputa altamente competitivo, sujeito a alterações ao longo de 2026 com o avanço das articulações políticas, alianças partidárias e início formal da campanha.
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COMENTÁRIOS:
NOME: Giltamar Silva Pereira
COMENTÁRIO:
Minha futura senadora é Silva. Cristina, primeiro voto, segundo o voto, Mariana Carvalho para a senadora também
28/12/2025




