Integração entre secretarias transforma resíduos vegetais em composto orgânico, reforça manutenção urbana e reduz custos públicos
Porto Velho, RO – A reutilização integral dos resíduos provenientes da poda de árvores passou a gerar impactos diretos na economia, na manutenção urbana e na sustentabilidade ambiental de Porto Velho. A iniciativa, iniciada na manhã de sábado, 27 de dezembro, já permite que todo o material vegetal retirado das vias públicas seja reaproveitado, evitando o envio ao aterro sanitário e convertendo os resíduos em insumos agrícolas.
A ação ocorre de forma coordenada nas principais avenidas da capital e envolve a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, responsável pela poda, seguida da trituração imediata executada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura. Na sequência, o material é recolhido pela Secretaria Municipal de Agricultura, ainda no local, e encaminhado ao pátio da pasta para passar pelo processo de compostagem. Durante os serviços, o controle do tráfego é realizado pela Secretaria Municipal de Trânsito e Mobilidade.
No pátio da Semagric, galhos, folhas e outros resíduos vegetais passam por um processo que leva de três a seis meses, dependendo das condições climáticas, até se transformarem em composto orgânico. Conforme explicou o secretário executivo de Serviços Básicos, Giovani Marini, o material que antes tinha como destino o aterro sanitário agora é totalmente reaproveitado e convertido em adubo, que será distribuído gratuitamente à agricultura familiar, produtores rurais e moradores interessados.
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Além do aproveitamento ambiental, o composto produzido ficará disponível para retirada na Semagric após o período de maturação, estimulando práticas sustentáveis e o uso adequado de resíduos orgânicos. A iniciativa também reflete diretamente na organização urbana, já que a poda preventiva melhora o paisagismo e evita que galhos comprometam a iluminação pública ou interfiram em redes elétricas.
Na área de segurança viária, a manutenção reduz riscos em vias de grande circulação e previne quedas de galhos sobre a pista, contribuindo para a fluidez do trânsito e a segurança de motoristas e pedestres. Segundo Giovani Marini, o reaproveitamento do material triturado gera uma economia estimada em cerca de dois milhões de reais por ano para o município, ao eliminar custos com transporte e descarte em aterros.
Atualmente, Porto Velho trata integralmente o material resultante das podas de árvores, prática ainda pouco adotada no país e observada em poucas capitais, como Florianópolis. A Prefeitura projeta ampliar o alcance do projeto a partir do próximo ano, incorporando também os resíduos provenientes do roço ao mesmo sistema de compostagem.
Com a ampliação, poda e roço passarão a integrar um único fluxo de reaproveitamento, consolidando um modelo que reúne benefícios ambientais, operacionais e econômicos para a gestão municipal.




