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Vice do PL pressiona Marcos Rogério por expulsão de vereador preso por suposto envolvimento com a LCP

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Bruno Scheid cobra providências contra Jair da 29, investigado na Operação Godos, e cita Bolsonaro como exemplo de intolerância a vínculos com organizações criminosas

Por Informa Rondônia - terça-feira, 30/12/2025 - 16h03

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Porto Velho, RO – A manutenção da prisão temporária do vereador reeleito de Nova Mamoré, Jair Alves de Oliveira, conhecido como Jair da 29, reacendeu o debate interno no Partido Liberal de Rondônia sobre a permanência do parlamentar nos quadros da sigla. A decisão mais recente partiu do Tribunal de Justiça de Rondônia, que negou liminar em habeas corpus apresentado pela defesa e manteve a custódia decretada no âmbito da Operação Godos.

Em 23 de dezembro de 2025, o TJ-RO rejeitou o pedido ao considerar, em análise preliminar, inexistente ilegalidade manifesta que justificasse a concessão da tutela de urgência. A defesa havia alegado ausência de contemporaneidade dos fatos, inexistência de risco concreto à investigação e a possibilidade de substituição da prisão por medidas cautelares. O relator entendeu que tais argumentos não eram suficientes naquele momento processual.

Segundo a decisão judicial, o parlamentar manteria relação direta com Gedeon José Duque, apontado como liderança de uma organização criminosa investigada por grilagem de terras em Rondônia. Também foi mencionada suposta participação em negociações envolvendo medições de áreas extorquidas, reabertura de estradas e aquisição de terras invadidas. Relatório financeiro anexado aos autos indicaria movimentação superior a R$ 1,5 milhão, valor considerado, em tese, incompatível com a renda declarada.

Diante desse cenário, a permanência do vereador filiado ao PL passou a ser questionada publicamente por integrantes da própria legenda. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o vice-presidente estadual do partido, Bruno Scheid, afirmou ter cobrado novamente uma posição do comando do PL em Rondônia, buscando uma resposta imediata sobre o futuro partidário do parlamentar investigado.

No pronunciamento, Scheid sustentou que a continuidade do vínculo partidário, mesmo com o vereador preso por decisão judicial, não deveria ocorrer. Para reforçar sua posição, declarou que “anda com bandido, bandido é”, ao classificar a Liga dos Camponeses Pobres como uma organização criminosa atuante no estado.

Ainda segundo Scheid, o fato de Jair da 29 permanecer recolhido e, simultaneamente, filiado ao PL seria incompatível com a linha política defendida nacionalmente pela sigla. Ele afirmou que situações desse tipo não seriam toleradas nem pela direção nacional do partido nem por Jair Messias Bolsonaro, principal liderança do PL.

Jair da 29 teria supostas ligações com a LCP / Reprodução

O vice-presidente afirmou ainda esperar que o presidente estadual do PL em Rondônia, senador Marcos Rogério, não concorde com a manutenção do vereador nos quadros partidários. De acordo com ele, novas cobranças seguirão sendo feitas até que a direção estadual adote providências formais para o eventual desligamento do filiado.

Em novembro, o Partido Liberal divulgou nota oficial em Rondônia informando a abertura imediata de procedimento interno de apuração para esclarecer os fatos e verificar eventual vínculo ou participação do vereador citado. No texto, a sigla destacou que ninguém seria pré-julgado e que a apuração seguiria o devido processo legal, com respeito ao princípio da presunção da inocência.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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