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ECONOMIA
Dólar recua a R$ 5,40 e Ibovespa sobe 0,83% em meio a cenário internacional

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Moeda atinge menor patamar em 25 dias e bolsa se aproxima dos 162 mil pontos após reavaliação do mercado global

Por Informa Rondônia - terça-feira, 06/01/2026 - 09h31

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Porto Velho, RO – O mercado financeiro encerrou a segunda-feira com sinais de alívio, mesmo diante das tensões provocadas pela invasão da Venezuela e pelo sequestro de Nicolás Maduro. A leitura predominante ao fim do dia indicou melhora no ambiente externo, o que favoreceu a queda do dólar e a valorização da bolsa brasileira.

A moeda norte-americana terminou o pregão vendida a R$ 5,405, registrando recuo de R$ 0,018, equivalente a 0,84%. Ao longo da manhã, o câmbio chegou a operar em alta, alcançando R$ 5,45 por volta das 10h30, mas mudou de direção e passou a acompanhar o movimento observado no mercado internacional.

Com o resultado, o dólar alcançou o menor valor desde 12 de dezembro, quando havia fechado a R$ 5,41. A trajetória de baixa refletiu a redução das tensões no início da tarde e o ajuste das expectativas dos investidores em relação ao cenário global.

No mercado acionário, o desempenho também foi positivo. O índice Ibovespa, principal indicador da B3, fechou aos 161.870 pontos, com avanço de 0,83%. Durante a manhã, o índice alternou entre ganhos e perdas, mas consolidou a alta no período da tarde.

Esse nível representa o patamar mais elevado da bolsa brasileira desde 15 de dezembro. A valorização foi impulsionada principalmente por ações de bancos e de empresas do setor de mineração, que concentraram o volume de compras no pregão.

A avaliação dos investidores considerou que a invasão da Venezuela pode gerar um efeito deflacionário nos Estados Unidos. A expectativa é de aumento da produção de petróleo, ampliando a oferta nos próximos meses e pressionando para baixo os preços dos combustíveis no médio prazo.

Com combustíveis mais baratos, a inflação tende a perder força na economia norte-americana, abrindo espaço para a redução dos juros no início de 2026. A perspectiva de taxas mais baixas em economias avançadas favorece a migração de capitais para mercados emergentes, como o brasileiro, contribuindo para a valorização de ativos locais.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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