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ELEIÇÕES 2026
Neidinha Suruí ganha projeção nacional e é convidada por partidos para disputar o Senado em 2026

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Ativista indigenista é sondada por REDE e PSB e passa a integrar o centro das articulações eleitorais em Rondônia

Por Informa Rondônia - quarta-feira, 07/01/2026 - 15h31

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Porto Velho, RO – A movimentação em torno da eleição para o Senado em 2026 começa a redesenhar o cenário político de Rondônia, e um dos efeitos mais visíveis desse processo é a projeção do nome de Neidinha Suruí, que passa a ser tratada como pré-candidata com potencial competitivo tanto no estado quanto no debate nacional. Convites formais para disputar o pleito já foram feitos pela REDE Sustentabilidade e pelo PSB, inserindo seu nome no tabuleiro eleitoral e ampliando a densidade política de sua possível candidatura.

Reconhecida no Brasil e no exterior por sua atuação indigenista e ambiental, Neidinha construiu uma trajetória associada à defesa da Amazônia, dos territórios tradicionais e dos direitos dos povos originários. Sua presença em debates globais sobre clima e preservação ambiental consolidou uma imagem de liderança ética e técnica, frequentemente chamada a contribuir em fóruns internacionais e espaços estratégicos de discussão sobre desenvolvimento sustentável.

A base dessa trajetória está ligada à fundação da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, organização por meio da qual sua atuação foi ampliada para além do movimento indígena. Ao longo dos anos, sua agenda passou a dialogar com extrativistas, agricultores familiares, pesquisadores, lideranças comunitárias e setores da sociedade civil comprometidos com modelos econômicos baseados na sociobiodiversidade e na floresta em pé. A defesa de políticas públicas voltadas ao extrativismo sustentável, à agricultura familiar e às economias comunitárias esteve no centro dessa atuação.

Na avaliação do professor, advogado e jornalista Samuel Costa, especialista em Ciência Política, o nome de Neidinha Suruí se diferencia no atual cenário eleitoral pela capacidade de diálogo transversal. Segundo ele, trata-se de uma liderança capaz de transitar entre campos ideológicos distintos e de estabelecer pontes entre setores historicamente fragmentados da sociedade rondoniense. Para Costa, Neidinha reúne credibilidade, histórico de serviços prestados e alcance eleitoral amplo, o que lhe permitiria buscar votos em diferentes segmentos do eleitorado.

O analista também observa que, entre os nomes ventilados para a disputa majoritária, Neidinha aparece com um dos menores índices de rejeição, elemento considerado decisivo em eleições para o Senado. De acordo com sua leitura, esse fator tende a colocá-la como opção secundária para um grande número de eleitores, dinâmica que pode se mostrar determinante no resultado final do pleito.

Embora seja frequentemente associada à projeção de sua filha, a ativista Txai Suruí, uma das principais vozes indígenas da nova geração, Neidinha consolidou uma trajetória própria ao longo de décadas de atuação pública. Sua liderança é descrita por aliados e analistas como histórica e intergeracional, construída antes mesmo da ascensão de novos nomes do movimento indígena no cenário nacional.

Com a possibilidade de candidatura ao Senado, Neidinha Suruí passa a ser tratada como uma figura capaz de levar ao centro do debate político temas relacionados à Amazônia, aos povos tradicionais e a modelos de desenvolvimento sustentável. A eventual entrada na disputa de 2026 reforça a presença do campo socioambiental na corrida eleitoral e amplia o espectro de representações políticas em Rondônia.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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