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Da urna ao conflito: por que a escolha do vice quase sempre dá ruim

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Quando alianças eleitorais viram disputas de poder e a cadeira de vice deixa de ser detalhe para se transformar em problema político

Por Cícero Moura - quinta-feira, 08/01/2026 - 11h19

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VICE

Escolher um vice não é tarefa fácil. Primeiro, se observa o nome, se tem aceitação, se tem envergadura política e eleitoral.

VICE II

Em outros casos, o vice é definido para acomodar um partido ou grupo aliado. Há vices que são definidos para equilibrar questões religiosas, de status ou até de região.

VICE III

Por exemplo, um candidato a governador em Rondônia do interior, pode preferir um vive da capital, ou vice-versa.

VICE IV

Em 2002, quando foi eleito pela primeira vez presidente, o Lula escolheu como vice-presidente o empresário José Alencar.

VICE V

Foi uma forma de mostrar que o sindicalista se dava bem com os patrões e empresários… Alencar era do PL. Isso mesmo!

VICE VI

Em Porto Velho, o ex-prefeito Hildon Chaves teve Edgar do Boi como seu vice na primeira gestão à frente da prefeitura. Não demorou muito para a “amizade” entre ambos implodir.

VICE VII

Até hoje ninguém sabe pra onde Edgar foi após sair da prefeitura e muito menos qual foi o real fato que virou em rusga entre prefeito e vice.

DÁ RUIM

O fato é que, quase sempre, passada a eleição, titular e vice entram em rota de colisão.

SOMBRA

Nem todo vice aceitar ser coadjuvante no cargo. Nem todo titular aceita abrir espaços pro vice trabalhar.

LÉO X MAGNA

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, ostenta grande popularidade. Mas, em menos de um ano a relação dele com a sua vice-prefeita, Magna dos Anjos, azedou.

LÉO X MAGNA II

Magna trabalhou com Léo Moraes no Detran e quando ele foi parlamentar. Os dois já se conheciam há algum tempo. Mas, isso não foi suficiente para segurar a boa relação entre prefeito e vice.

RONDÔNIA

No governo de Rondônia, a relação do governador Ivo Cassol com a sua vice-governadora no primeiro mandato, Odaísa Fernandes, foi a mais distante até chegarmos a Marcos Rocha e Sérgio Gonçalves.

A PÉ

Cassol em seu estilo “coroné”, não teria gostado de algumas posições de sua vice e determinou que a Casa Militar tomasse à força o veículo e celulares de Odaísa e assessores, em plena Estrada do Santo Antônio.

BARRADA

As fechaduras do gabinete da vice-governadora foram trocadas. Nessa época, o gabinete ficava ao lado da Sedam, na Estrada do Santo Antônio.

JUSTIÇA

Odaísa teve que ir à justiça para conseguir reaver seu gabinete, carro, celular e renomear o número mínimo de assessores.

EXONERADOS

Filho, familiares e pessoas ligadas à vice-governadora foram sumariamente exonerados, sem dó nem piedade pelo “homem do chapéu”.

ROCHA X SÉRGIO

Agora, o atual governador, Marcos Rocha, e o seu vice, Sérgio Gonçalves, estão em pé de guerra.

ROCHA X SÉRGIO II

Rocha exonerou o irmão do vice, Junior Gonçalves, da chefia da Casa Civil. O próprio Sérgio foi defenestrado da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

RESULTADO

Rocha, temendo represália do vice, teria desistido de largar o Governo agora em março para disputar o Senado. Com a manobra, o sonho de Sérgio disputar o Governo fica enfraquecido.

RESULTADO II

Como conseqüência, Rocha também impede legalmente que sua esposa, Luana Rocha, saia candidata à deputada federal.

RESULTADO III

O irmão, Sandro Rocha, também fica de fora da disputa na Assembleia Legislativa.

E AGORA ?

Em outubro, teremos eleições para o Governo. Vendo esses cenários, se entende porque a escolha do vice é tão delicada.

PRA DEPOIS

Mas, isso é assunto pra próxima coluna…

Otávio Rapadura – Interino**

AUTOR: CÍCERO MOURA





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