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PROTESTOS NO IRÃ
Irã completa 84 horas sem internet após bloqueio imposto durante protestos contra o governo

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Monitoramento da Netblocks confirma manutenção do apagão digital enquanto diplomacia iraniana atribui manifestações a forças estrangeiras

Por Informa Rondônia - segunda-feira, 12/01/2026 - 10h24

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Porto Velho, RO – Após quase quatro dias de isolamento digital, o Irã permanece sem acesso à internet em escala nacional, situação que, segundo a organização de monitoramento Netblocks, já alcançou 84 horas de interrupção contínua. A medida foi adotada pelas autoridades na quinta-feira (9), em meio à intensificação dos protestos contra o governo e à circulação de vídeos que mostravam grandes multidões reunidas em Teerã.

Dados técnicos divulgados pela ONG indicam que o bloqueio segue ativo tanto para a rede global quanto para os serviços de telefonia celular, que também foram desligados de forma abrangente no país. A interrupção ocorreu depois de uma grande manifestação na capital iraniana, quando conteúdos de mobilização passaram a ser amplamente compartilhados nas plataformas digitais antes do corte.

Enquanto o apagão persiste, a diplomacia iraniana passou a sustentar que os protestos teriam sido manipulados por potências estrangeiras. Em reunião com diplomatas estrangeiros em Teerã, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, afirmou que as manifestações “tornaram-se violentas e sangrentas para dar uma desculpa” a uma eventual intervenção militar dos Estados Unidos. A declaração foi reproduzida pela emissora Al Jazeera, que continua operando no país apesar das restrições de conectividade.

Sem apresentar evidências para sustentar a acusação, Araghchi declarou em discurso indireto que o governo considera a situação sob controle em todo o território iraniano. O pronunciamento ocorreu no mesmo momento em que ativistas relataram que pelo menos 544 pessoas teriam sido mortas, a maioria delas manifestantes, desde o início das mobilizações.

O regime de Teerã também atribui a Israel e aos Estados Unidos a responsabilidade por estimular os protestos, versão que vem sendo reiterada por autoridades desde o início da onda de manifestações. Mesmo com o bloqueio das comunicações, informações sobre a repressão e as mortes continuam a ser divulgadas por redes alternativas e por veículos estrangeiros autorizados a operar no país.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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