Quem poderá salvar nossos filhos?
CARO LEITOR, o pleito eleitoral de 2018 foi marcado por uma série de contradições que levou à Presidência da República um deputado federal inexpressivo do baixo clero do Congresso Nacional e conhecido por participar de programas sensacionalistas de rádio e televisão proferindo dizeres violentos contra as minorias sexuais e de gênero. Neste caso, estamos nos referindo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), que, enquanto deputado e presidente, sempre defendeu uma pauta antigênero por meio de uma atuação política conservadora e beligerante. Diante do exposto, o cavalo de batalha nas eleições de 2018 residiu na desinformação acerca das relações de gênero e sexualidade por meio de narrativas como o kit-gay, mamadeira de piroca, banheiro unissex e a famigerada “ideologia de gênero”. A campanha buscou apoio de grupos religiosos e conservadores, os quais têm crescido nas últimas décadas o seu peso eleitoral no cenário político brasileiro. O então candidato a presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) investiu fortemente no combate ao inimigo das famílias brasileiras, a ideologia de gênero, que supostamente deturparia a inocência das crianças, levando a uma sexualização precoce. Para Bolsonaro e os seus apoiadores, o candidato Fernando Haddad (PT-SP) seria responsável por promover uma agenda de implantação de valores contrários ao modelo paradigmático da família tradicional brasileira, aos dogmas da religião cristã e ao binarismo de gênero. Diante das mentiras propagadas, fica a pergunta: quem poderá salvar nossos filhos?
Sexualizar
Em 2016, o deputado federal Jair Bolsonaro (PL-RJ) soltou um vídeo acusando o Partido dos Trabalhadores (PT) de tentar sexualizar as crianças de forma precoce com a distribuição de material didático nas escolas que incentivaria a homossexualidade das crianças em idade escolar. Segundo matéria da Folha de S. Paulo, o vídeo alcançou 8 milhões de visualizações.
Desmentido
O candidato a presidente Jair Bolsonaro, ainda que tenha sido desmentido, após ter mostrado em entrevista ao Jornal Nacional, antes do primeiro turno, um livro paradidático que jamais foi distribuído nas escolas. Daí ele voltou a mentir, dizendo que a obra teria sido entregue às escolas como forma de brinde por parte da editora.
Antigênero
No intuito de ganhar a eleição, candidatos a senadores e a deputados estaduais e federais, alinhados ao modus operandi do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), também lançaram mão da ofensiva antigênero como uma forma de ganhar eleitores, valendo-se do “pânico moral” em relação à ideologia de gênero e para barrar as discussões de gênero e sexualidade, especialmente no âmbito escolar.
Refletir
É importante refletir como as questões raciais e de gênero impactam as candidaturas de homossexuais – masculino e feminino, inclusive para alcançar o sucesso eleitoral. Em face disso, faz-se necessário levar em consideração também a luta da representação política por outros grupos minoritários, a exemplo das mulheres, indígenas e demais indivíduos socialmente em desvantagem.
Cura
Em Rondônia, foram eleitos os deputados federais Fernando Máximo (União-Porto Velho), Delegado Thiago Flores (Republicanos-Ariquemes) e Cristiane Lopes (União-Porto Velho), com a bandeira antigênero. Cristiane chegou a propor a “cura gay” segundo alguns sites noticiaram a época, o que não é verdade. Inclusive Cristiane chegou a processar na justiça as páginas por fake news.
Tema
A ideologia de gênero, orientação sexual e a sexualidade sempre serão um tema recorrente em campanhas eleitorais, principalmente para estigmatizar os candidatos que assumem a sua orientação sexual numa sociedade conservadora. Em escala nacional, candidatos como o ex-deputado federal Clodovil Hernandes (PL-SP), senador Fabiano Contarato (PT-ES) e o governador Eduardo Leite (PSD-RS) quebraram paradigmas e conseguiram vencer o preconceito nas urnas.
Discretamente
Em pleno ano eleitoral, a deputada Silvia Cristina (PP-Ji-Paraná) assumiu discretamente nas redes sociais a sua sexualidade e o seu amor de forma aberta e verdadeira para uma sociedade conservadora e dominada pelo falso puritanismo, como é o caso do estado de Rondônia. Sinceramente, é um ato de coragem, merece respeito e reconhecimento.
Estratégia
Contudo, a deputada federal Silvia Cristina (PP-Ji-Paraná), pré-candidata a senadora, quando assume sua sexualidade e apresenta a sua companheira publicamente nas redes sociais, por mais que seja de forma discreta, evidencia a estratégia eleitoral para controlar a narrativa da opção/orientação sexual antes da campanha eleitoral no sentido de evitar que o tema seja explorado por adversários futuramente e atrapalhe a sua pretensão de conquistar uma cadeira no Senado.
Sexualidade
O marqueteiro da deputada Silvia Cristina (PP-Ji-Paraná) deve ter em mãos pesquisas quantitativas e qualitativas indicando que o tema sexualidade, principalmente em assumir sua opção/orientação sexual para os eleitores num estado conservador como Rondônia, pode não atrapalhar a sua pretensão de conquistar uma vaga ao Senado. Numa escala menor, vale lembrar que dois candidatos favoritos a prefeitos nos municípios de Nova Mamoré e Cacaulândia, quando assumiram a sua opção/orientação sexual, perderam a eleição.
Sorridente
O município de Machadinho D’Oeste, por intermediação do senador Confúcio Moura (MDB-Ariquemes), recebeu em dezembro uma van odontológica do Programa Brasil Sorridente do Governo Federal. Contudo, ficou fora do orçamento municipal de 2026 a contratação de um odontólogo e o custeio para atender a população.
Assegurou
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
++++
Em visita a Machadinho D’Oeste no final de semana, o deputado estadual Alan Queiroz (Podemos-Porto Velho), a pedido do vereador Daniel Veterinário (PDT-Machadinho D’Oeste), assegurou ao prefeito Paulo da Remap (PL-Machadinho D’Oeste), a destinação de emenda parlamentar para custear a van odontológica e o pronto atendimento odontológico à população daquele município.
Filiação
Na sexta-feira (16), o governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) se reuniu no Palácio Rio Madeira com o presidente estadual do PSD, ex-senador Expedito Júnior (PSD-Rolim de Moura), e o empresário de comunicação, Everton Leoni, para tratar da sua possível filiação à legenda de Gilberto Kassab. Na reunião, Rocha confirmou sua permanência no cargo até o término do mandato por não confiar no vice-governador Sérgio Gonçalves (União-Porto Velho).
Apoio
A reunião entre o governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho), o presidente estadual do PSD, ex-senador Expedito Júnior (PSD-Rolim de Moura) e o empresário de comunicação, Everton Leoni, ganhou as redes sociais e muita especulação. Com exclusividade à coluna, Expedito Júnior disse que a filiação de Rocha ao PSD e apoio à candidatura ao governo do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD-Cacoal), continuam no campo das ideias.
Confirmou
O ex-senador Expedito Júnior (PSD-Rolim de Moura) confirmou à coluna que ofereceu sim a presidência do PSD caso o governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) decida se filiar ao PSD para disputar o Senado. Neste caso, uma espécie de garantia para Rocha ter nas suas mãos o controle partidário, o que ele não tem no União Brasil e na federação partidária União Progressista (UP).
Vice
O empresário de comunicação, Everton Leoni, confirmou à coluna que o seu nome foi colocado há três meses como possível candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD-Cacoal). Na reunião com o governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho), também foi tratado esse assunto e não houve objeções por parte do governador.
Conter
O nome de Everton Leoni na chapa majoritária encabeçada pelo prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD-Cacoal), serviria para conter o possível apoio do ex-governador Ivo Cassol (PP-Rolim de Moura) ao senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná), também pré-candidato a governador. Ivo e Everton são aliados de longa data.
Luxo
O governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) continua com 54% de aprovação do seu governo nas recentes pesquisas de opinião pública. E sua rejeição diminui bastante na corrida ao Senado. Em face disso, Rocha continua sendo um forte candidato a senador ou cabo eleitoral de luxo para qualquer candidato a governador, ou seja, consegue levar o sujeito ao segundo turno.
Representante
O governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) pontuou muito bem nos municípios de Nova Mamoré e Guajará-Mirim. Tais números poderiam impactar na possível vitória da primeira-dama, Luana Rocha, para deputada federal. Infelizmente, a nossa Região de Fronteira Brasil-Bolívia continuará sem representante na Câmara dos Deputados. Luana é filha da Pérola do Mamoré.
Correndo
O prefeito de Vilhena, delegado Flori Cordeiro (Podemos-Porto Velho), colocou seu nome à disposição do Podemos para disputar o governo. Flori foi reeleito prefeito no pleito eleitoral de 2024 com 74% dos votos válidos. Ele tem a seu favor o modelo de gestão pautado na austeridade com ampla capacidade de entrega, e o presidente estadual da legenda, prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos-Porto Velho), poderá garantir um vice da capital a Flori.
Jaime
O secretário municipal de Saúde de Porto Velho, Jaime Gazola, entregou duas salas para pequenos procedimentos cirúrgicos no CEM Rafael Vaz e Silva. Nas salas serão realizados procedimentos como retirada de cistos sebáceos, drenagem de abscessos e furúnculos, tratamento de unhas encravadas, biópsias de pele, além de curativos de menor complexidade.
Pesar
A coluna manifesta profundo pesar pelo falecimento da senhora Maria Dolores dos Santos Leal, servidora aposentada da Câmara Municipal de Porto Velho, mãe da vereadora Ellis Regina (União-Porto Velho). Dona Maria Dolores dedicou parte de sua trajetória ao serviço público municipal, deixando sua contribuição registrada na história institucional da Câmara.
Sério
Falando sério, a ideologia de gênero, orientação sexual e a sexualidade sempre serão um tema recorrente em campanhas eleitorais, principalmente para candidatos homossexuais masculinos e femininos que se lançam na disputa por cargos eletivos, principalmente, em territórios políticos conservadores. A perseguição e o preconceito à população homossexual no Brasil continuam sendo uma realidade e precisam ser combatidos por meio do diálogo e políticas públicas efetivas contra o preconceito.









