Presença de animais silvestres em área urbana leva a ações de orientação e monitoramento no entorno do Parque Circuito José Adelino
Porto Velho, RO – O registro recente de uma onça-parda nas proximidades do Parque Circuito José Adelino chamou a atenção de moradores e motivou a atuação de órgãos ambientais em Porto Velho. O animal foi identificado em um trecho reconhecido como corredor ecológico, área destinada ao deslocamento da fauna local em uma região impactada pela expansão urbana.
Na manhã de terça-feira (20), equipes da Prefeitura de Porto Velho estiveram no local por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para esclarecer a população sobre o surgimento de animais silvestres no perímetro urbano, especialmente nas áreas próximas ao parque, inserido no bioma amazônico.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Vinicius Miguel, o aumento de ocorrências envolvendo animais silvestres já vinha sendo observado, principalmente com pequenos macacos que entram em residências. De acordo com ele, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente foram comunicados para a organização de uma força-tarefa voltada ao tema.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
O professor e pesquisador da fauna amazônica Saimon Albuquerque explicou que a maior frequência desses registros está relacionada à redução das áreas naturais disponíveis. Conforme apontado, o espaço entre o Parque Circuito e a cabeceira do Aeroporto Internacional funciona como um fragmento florestal cada vez mais limitado, o que favorece o deslocamento da fauna para áreas habitadas.
O pesquisador alertou que, apesar de geralmente serem animais tímidos, a aproximação humana pode provocar reações defensivas. A recomendação repassada à população é manter distância e comunicar imediatamente as autoridades competentes para que a remoção ocorra de forma adequada e segura.
O veterinário da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Bruno Sadeck, avaliou que o registro da onça-parda representa um indicativo positivo do ponto de vista ambiental. Segundo ele, a presença do animal demonstra que o corredor ecológico está sendo utilizado pela fauna. Também foi esclarecido que o monitoramento direto desses animais não é realizado pelo município, cabendo essa atribuição ao Ibama, enquanto a atuação municipal se concentra em ações de conscientização ambiental.
A orientação oficial reforça que, ao avistar animais silvestres no corredor ecológico ou em áreas urbanas próximas, a população não deve tentar se aproximar. Nesses casos, o contato deve ser feito imediatamente com o Ibama, pelo telefone (69) 3217-2700, ou com a Sedam, por meio de seus canais oficiais de atendimento.




