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SAÚDE PÚBLICA
Hospital Cemetron inicia novo ciclo de investimentos e consolida papel estratégico na saúde pública de Rondônia

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Após mais de três décadas como referência em doenças infectocontagiosas, unidade passa por reformas, ampliações e modernização na atual gestão estadual

Por Informa Rondônia - quarta-feira, 21/01/2026 - 08h46

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Porto Velho, RO – Com mais de meio milhão de atendimentos acumulados ao longo de sua história, o Hospital Cemetron atravessa um novo período institucional marcado por reformas estruturais, ampliação de serviços e modernização dos processos assistenciais. As mudanças ocorrem na atual gestão do governo de Rondônia e reforçam o papel da unidade como referência estratégica no Sistema Único de Saúde, especialmente no atendimento a doenças infectocontagiosas e tropicais.

A consolidação do hospital foi construída ao longo de mais de três décadas de funcionamento. Fundado em 14 de novembro de 1989, o Centro de Medicina Tropical de Rondônia surgiu da necessidade de enfrentar enfermidades prevalentes no estado, como malária, tuberculose, leishmaniose, dengue e HIV/AIDS, que exigiam assistência especializada e protocolos específicos. Desde a inauguração, a unidade passou a integrar a Secretaria de Estado da Saúde e ampliou sua atuação para além de Porto Velho, atendendo municípios do interior, estados vizinhos como Acre e Amazonas, além de pacientes oriundos da Bolívia e, mais recentemente, da Venezuela.

A trajetória do hospital também está ligada à atuação de profissionais que participaram de sua criação. Entre eles está a infectologista Stella Ângela Tarallo Zimmerli, cuja atuação foi decisiva diante das limitações do antigo hospital tropical. À época, a necessidade de uma nova estrutura foi defendida de forma direta, o que resultou na implantação do Cemetron e em um marco para a saúde pública estadual.

Ao longo de 36 anos de atividades, a unidade enfrentou diferentes desafios sanitários e acompanhou as transformações da medicina. Um dos períodos mais críticos foi durante a pandemia de Covid-19. O hospital recebeu o primeiro paciente com suspeita da doença em Rondônia e precisou reorganizar fluxos, adaptar espaços e capacitar equipes. No auge da crise, em 17 de março de 2021, havia 48 leitos clínicos, com 43 ocupados, além de 18 leitos de UTI operando com ocupação total. Em 2022, dois anos após o início da pandemia, 2.208 pacientes receberam alta hospitalar.

Os investimentos recentes são apontados pelo governo estadual como parte de uma política voltada ao fortalecimento da rede pública de saúde. O governador Marcos Rocha afirmou que as ações buscam transformar estruturas e qualificar serviços essenciais, destacando que os recursos aplicados no Cemetron resultam em mais segurança, eficiência e respeito à população atendida.

As intervenções realizadas sob coordenação da Secretaria de Estado da Saúde envolvem recuperação estrutural, ampliação de espaços, aquisição de equipamentos e reorganização dos processos assistenciais. Segundo a gestão, essas medidas têm impacto direto na qualidade do cuidado oferecido e nas condições de trabalho das equipes.

Profissionais que acompanham a rotina do hospital há décadas relatam mudanças significativas. A enfermeira Iris Land Leonel Lima, com 36 anos de atuação na unidade, avalia que o momento atual representa uma ruptura com dificuldades estruturais enfrentadas anteriormente. De acordo com ela, embora avanços tenham ocorrido ao longo dos anos, foi na atual gestão que se concretizaram reformas, ampliações e a implantação de uma UTI com 10 leitos.

A diretora-geral do hospital, Evelyn de Sousa Pinheiro, afirmou que as melhorias elevaram o padrão assistencial, fortalecendo ações relacionadas à segurança do paciente, ao controle de infecções e à valorização dos profissionais, mantendo o Cemetron como referência em infectologia no estado.

A história da unidade também é marcada pela permanência de servidores. Maria Helena Pereira dos Santos, com 42 anos de atuação, define o hospital como sua segunda casa e relata que sua trajetória profissional foi construída junto ao Cemetron, mantendo proximidade com os pacientes mesmo após mudanças de função.

Atualmente, o hospital funciona 24 horas por dia, com atendimento ambulatorial, emergencial e internações especializadas. Com uma trajetória consolidada e um novo ciclo de investimentos em andamento, o Cemetron mantém sua atuação voltada ao cuidado da população e ao enfrentamento de doenças que impactam a saúde pública em Rondônia.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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