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RESPEITO E CONSCIÊNCIA
Lideranças de religiões de matriz africana relatam vivências e enfrentamentos no Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

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Mulheres à frente de casas tradicionais em Porto Velho destacam ancestralidade, resistência e o direito à liberdade de crença diante do preconceito ainda presente na sociedade

Por Informa Rondônia - quarta-feira, 21/01/2026 - 15h47

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Porto Velho, RO – No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado em 21 de janeiro, lideranças de religiões de matriz africana em Porto Velho compartilharam relatos sobre trajetória, identidade religiosa e os desafios enfrentados cotidianamente. Foram ouvidas: Marinilde de Oyá, Rita Ojuobá, Ya Nilda da Oxum e Wilma de Oyá, mulheres que comandam casas religiosas e exercem papel central na preservação de tradições ancestrais na capital rondoniense.

À frente de seus respectivos espaços religiosos, as quatro sacerdotisas relataram experiências marcadas pela responsabilidade espiritual, pela transmissão de saberes tradicionais e pela necessidade constante de afirmação do direito à fé. Segundo os relatos, a atuação vai além da condução dos rituais: envolve acolhimento social, orientação comunitária e a manutenção de práticas herdadas de gerações anteriores.

As lideranças também destacaram que, apesar dos avanços no debate público sobre diversidade religiosa, situações de preconceito e discriminação ainda fazem parte da realidade. Esse cenário, conforme relataram, exige resistência diária e fortalecimento coletivo para garantir a continuidade das casas e a segurança dos praticantes.

Em meio aos desafios, a ancestralidade foi apontada como elemento central de sustentação. As dirigentes afirmaram que os ensinamentos transmitidos pelos mais velhos, os vínculos espirituais e o compromisso com a tradição são fatores que mantêm vivas as religiões de matriz africana, mesmo diante de contextos adversos.

No âmbito institucional, o Ministério Público do Trabalho em Rondônia e Acre reforçou, por meio de posicionamento público, que o respeito à crença do outro constitui um direito fundamental e um dever coletivo. O órgão destacou que a liberdade religiosa é indispensável para a construção de ambientes de trabalho e de uma sociedade pautados pela igualdade, pelo respeito e pela convivência democrática.

A data de 21 de janeiro é dedicada nacionalmente ao enfrentamento da intolerância religiosa e à promoção da liberdade de crença, reafirmando princípios constitucionais e a necessidade de reconhecimento da diversidade de manifestações religiosas existentes no país.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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