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ASSISTÊNCIA
Prefeitura de Porto Velho atende quase 300 mulheres vítimas de violência doméstica com apoio do CRAM

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Acolhimento especializado inclui proteção emergencial, acompanhamento social e ações de conscientização em parceria com a Casa Abrigo

Por Informa Rondônia - sexta-feira, 23/01/2026 - 09h02

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Porto Velho, RO – O atendimento a mulheres em situação de violência doméstica em Porto Velho resultou no acolhimento e acompanhamento especializado de quase 300 vítimas, por meio da atuação do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), estrutura mantida pela Prefeitura e vinculada à Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social. As ações foram realizadas por equipes multiprofissionais e envolveram diferentes frentes da política de assistência social do município.

A proteção às mulheres em risco iminente de morte tem sido garantida de forma integrada com a Casa Abrigo, responsável pelo acolhimento provisório em ambiente sigiloso e seguro. Segundo a diretora do CRAM, Elesandra Lopes, a articulação entre os serviços busca assegurar respostas rápidas e efetivas diante de um contexto considerado preocupante. Ela afirmou que Porto Velho enfrenta índices elevados de violência doméstica e feminicídio e que Rondônia figura entre os estados com maior incidência desses crimes, o que demanda ações permanentes de prevenção e fortalecimento das políticas públicas, conforme diretriz do prefeito Léo Moraes.

Além do atendimento direto às vítimas, campanhas de informação e conscientização vêm sendo desenvolvidas pelo CRAM, diante da constatação de que muitas mulheres ainda encontram dificuldades para denunciar as agressões sofridas. O alcance dessas ações, segundo a direção do centro, é um dos principais desafios, especialmente em distritos e regiões mais afastadas da capital, onde fatores culturais, geográficos e sociais limitam o acesso à rede de proteção e à formalização das denúncias.

O trabalho realizado também envolve iniciativas voltadas à promoção da autonomia financeira das mulheres atendidas. A proposta é contribuir para que elas reorganizem suas vidas, rompam vínculos de dependência com o agressor e iniciem um novo ciclo com maior segurança. Atualmente, 90 mulheres permanecem em acompanhamento ativo, 126 estão inseridas no Programa Mulher Protegida e outras 75 aguardam atendimento em razão da insuficiência de profissionais para absorver toda a demanda, totalizando 291 atendimentos.

Por meio do CRAM, a Prefeitura de Porto Velho informou que mantém o compromisso com a defesa dos direitos das mulheres, o enfrentamento à violência de gênero e a consolidação de políticas públicas voltadas à proteção e à segurança feminina no município.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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