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CELEUMA
Cobrado por colegas e pela população, Confúcio joga no “colo” de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas os pedágios abusivos da BR-364

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Após período sem manifestações públicas sobre os valores do pedágio, senador do MDB afirma que modelo começou em 2019, durante gestão Bolsonaro, e diz que atual governo apenas deu continuidade ao procedimento

Por Informa Rondônia - sábado, 24/01/2026 - 15h54

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Porto Velho, RO – O senador Confúcio Moura (MDB-RO) afirmou que a concessão da BR-364 e a definição do modelo de pedágio no trecho rondoniense tiveram início em 2019, durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo o parlamentar, à época, o Ministério da Infraestrutura era comandado por Tarcísio de Freitas, hoje governador do Estado de São Paulo, que ocupou o cargo entre janeiro de 2019 e março de 2022.

A manifestação foi feita quase uma hora após a publicação do editorial do Informa Rondônia intitulado: “Tarifas abusivas na BR-364: toma que o filho é teu, Confúcio Moura!”

As declarações foram feitas em vídeo divulgado nas redes sociais do senador, após um período sem manifestações públicas diretas sobre os valores do pedágio eletrônico implantado na rodovia federal. No pronunciamento, Confúcio contextualizou o início do processo de concessão e afirmou que o atual governo federal apenas deu continuidade a um procedimento já estruturado.

“Meus amigos de Rondônia, a concessão da BR-364, o preço dos pedágios, isso começou lá atrás, em 2019”, declarou o senador. Em seguida, questionou: “Quem era o presidente da República em 2019? Importa vocês lembrarem. Quem era o ministro da Infraestrutura em 2019? Era o Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo”.

Ainda segundo Confúcio Moura, o governo federal atual não alterou o encaminhamento original do projeto. “O que o governo atual fez foi dar continuidade nesse procedimento”, afirmou.

O senador também destacou sua atuação institucional no período em que presidiu a Comissão de Infraestrutura do Senado Federal. De acordo com ele, durante sua gestão à frente da comissão, foram realizados diversos debates sobre a concessão da BR-364, com a participação de parlamentares e representantes do setor. “Eu fui presidente da Comissão de Infraestrutura e promovi uma série de debates, muitos debates. Este é o meu papel como presidente da Comissão de Infraestrutura. Foi assim”, disse.

No pronunciamento, Confúcio Moura afirmou que, após a conclusão do processo de concessão, os procedimentos legais foram cumpridos e homologados pelos órgãos competentes. “Agora, depois da concessão, os procedimentos, a legalidade homologada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, pelo Tribunal de Contas da União, tudo está feito de certo”, declarou.

O senador também reagiu às críticas que vêm sendo direcionadas a ele em Rondônia em razão dos valores cobrados no pedágio. Segundo Confúcio, há tentativas de atribuir a ele, de forma isolada, a responsabilidade pelo preço das tarifas. “Agora fica uma conversa fiada nesse estado aí, gente fazendo vídeo, querendo jogar nas minhas costas, sozinho, a responsabilidade do preço do pedágio. Isso não é verdade, gente”, afirmou.

Na sequência, ele classificou as críticas como parte do ambiente político pré-eleitoral. “É politicalha. É pré-campanha. É colocar o povo em alvoroço”, disse. Para o senador, eventuais irregularidades devem ser analisadas pelas instâncias competentes. “Então, se tiver algum erro, a Justiça resolve. A minha parte eu fiz”, completou.

Ao final do vídeo, Confúcio Moura associou a concessão da rodovia à expectativa de redução de acidentes e melhoria das condições de tráfego. “E nós vamos economizar vidas. Pneus estourados, carro revirado, acidente de todo lado. Isso vai melhorar gradativamente”, concluiu.

Além do vídeo, o senador também publicou um texto nas redes sociais com o título “A verdade sobre o pedágio da BR-364”. Na postagem, reiterou que a concessão foi debatida na Comissão de Infraestrutura do Senado quando ele a presidia, com participação da bancada federal de Rondônia, e voltou a afirmar que o processo teve início em 2019, durante o governo Bolsonaro, quando Tarcísio de Freitas era ministro da Infraestrutura.

No texto, Confúcio destacou que a concessão foi discutida, aprovada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Também afirmou que questionamentos devem ser tratados “nos caminhos institucionais e pela Justiça”, reforçando que, segundo ele, não cabe a um único senador decidir sozinho os rumos de uma concessão desse porte.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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