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VAZAMENTO DE ÁGUA
ANM afirma que vazamentos em minas da Vale não afetaram barragens em Congonhas e Ouro Preto

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Extravasamentos levaram à suspensão das operações nas minas de Fábrica e Viga, mas, segundo a agência, não houve comprometimento estrutural

Por Informa Rondônia - terça-feira, 27/01/2026 - 13h46

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Porto Velho, RO – A interrupção das atividades em duas minas da Vale, localizadas em Congonhas, em Minas Gerais, ocorreu após o registro de vazamentos de água que mobilizaram autoridades municipais, estaduais e federais. Apesar dos episódios, a Agência Nacional de Mineração informou que não foram identificados danos às estruturas de barragens ou pilhas de mineração nas áreas afetadas.

De acordo com a ANM, as ocorrências verificadas no complexo Mina de Fábrica, situado entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, e na mina Viga, também em Congonhas, não resultaram em ruptura, colapso ou comprometimento de barragens. A agência esclareceu ainda que, no caso da Mina de Fábrica, o evento esteve relacionado a uma infraestrutura instalada na área operacional, sem caracterização de falha estrutural.

Nos últimos dias, dois vazamentos foram registrados em minas exploradas pela Vale no município de Congonhas. Conforme informações da prefeitura local, o primeiro ocorreu após o rompimento de uma barreira de contenção de água na Mina de Fábrica. Menos de 24 horas depois, um segundo extravasamento foi identificado em um sumidouro, classificado como tanque secundário, na mina Viga, localizada na estrada Esmeril, a cerca de 22 quilômetros do ponto inicial do primeiro incidente.

Após receber ofício da administração municipal, a Vale comunicou a suspensão das operações nas duas unidades. Diante da situação, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, solicitou à ANM uma solução imediata e efetiva para o extravasamento ocorrido na mina Viga, chegando a mencionar, em documento oficial, a possibilidade de interdição das atividades da empresa, caso necessário, para assegurar a segurança das comunidades locais e a proteção ambiental.

No episódio envolvendo a cava da Mina de Fábrica, o material vazado ultrapassou o dique Freitas, transportando sedimentos e rejeitos de mineração e provocando impactos ambientais. Foram liberados aproximadamente 263 mil metros cúbicos de água turva, contendo minério e outros materiais do processo de beneficiamento. Esse volume atingiu uma área pertencente à mineradora CSN, causando danos materiais, antes de alcançar o rio Goiabeiras, que cruza parte da zona urbana de Congonhas e deságua no rio Maranhão, na região central do município. Segundo a CSN, houve alagamento de áreas da unidade Pires, localizada em Ouro Preto.

Em comunicados ao mercado, a Vale informou que os extravasamentos registrados nas minas de Congonhas e Ouro Preto foram contidos, que não houve feridos e que populações e comunidades próximas não foram afetadas. A empresa afirmou que os episódios não têm relação com suas barragens na região, que permanecem estáveis, seguras e monitoradas de forma contínua.

A mineradora também declarou que não ocorreu carreamento de rejeitos, mas apenas de água com sedimentos. Segundo a companhia, as causas dos extravasamentos estão em apuração e as informações obtidas serão incorporadas aos planos de chuva. Posteriormente, a Vale confirmou o recebimento de novo ofício da Prefeitura de Congonhas, determinando a suspensão dos alvarás de funcionamento das atividades vinculadas às unidades de Fábrica e Viga, além da adoção de medidas emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental. A empresa informou que seguirá colaborando com as autoridades e prestará os esclarecimentos solicitados.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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