Termo firmado entre pesquisador do Ifro e Prefeitura assegura preservação de coleções e amplia acesso público à ciência
Porto Velho, RO – A disponibilidade pública de um acervo científico estruturado passa a integrar a rotina cultural e educacional de Porto Velho, com a abertura de um espaço interdisciplinar dedicado à geologia, à biodiversidade e à astronomia no Museu do Parque Natural. O avanço decorre da formalização de um Termo de Cooperação Técnica e Doação Temporária de Acervo Científico e Didático entre a Prefeitura e o professor doutor Hualan Patrício Pacheco, do Instituto Federal de Rondônia, medida que garante a preservação de coleções e amplia o acesso da população ao conhecimento científico.
O conjunto reunido é composto pela Litoteca e pela Xiloteca, bases materiais para a implantação do primeiro Museu de Geologia de Rondônia. As amostras de rochas e de madeiras permitem a compreensão dos processos naturais que moldaram o território amazônico ao longo do tempo e estabelecem conexões com campos como astronomia e astrofísica, voltados ao estudo da origem dos elementos e da evolução do universo.
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No campo geológico, as peças preservadas viabilizam atividades comparativas com meteoritos e outros corpos celestes, recurso didático para explicar fenômenos observados em planetas e luas. A Xiloteca, por sua vez, reúne diferentes tipos de madeira e contribui para pesquisas sobre biodiversidade, além de favorecer estudos relacionados à origem e à adaptação da vida.
A conservação do acervo e as ações de divulgação científica serão acompanhadas semanalmente por Hualan Pacheco. O projeto prevê atividades educativas, palestras e a integração de conteúdos que relacionam os materiais expostos à formação dos elementos químicos, à composição de asteroides e à observação astronômica. Também está prevista a criação de uma página digital para apresentação do acervo e difusão de informações científicas ao público.
Com a consolidação da iniciativa, o Museu do Parque Natural passa a operar como espaço interdisciplinar voltado à geologia, à biodiversidade e à astronomia, ampliando o diálogo com universidades e instituições de pesquisa e conectando o conhecimento do território local à compreensão de fenômenos do cosmos. O acervo está disponível no Museu do Parque Natural de Porto Velho, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com apoio da Fundação Oswaldo Cruz.




