Idosos acima de 65 anos concentram a maioria das vítimas; cobertura vacinal segue abaixo do ideal, segundo dados oficiais
Porto Velho, RO – A Covid-19 foi o vírus com maior número de mortes entre os casos identificados de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) nas primeiras quatro semanas de janeiro, com 29 óbitos confirmados no Brasil. O levantamento consta no informativo Vigilância das Síndromes Gripais. Parte das investigações sobre causas de morte ainda está em andamento, o que pode alterar os dados consolidados.
No mesmo período, foram registradas 163 mortes por SRAG. Destas, 117 não tiveram o agente causador identificado. Após a Covid-19, aparecem a Influenza A H3N2 e o Rinovírus, ambos com sete mortes cada, além da Influenza A não subtipada, com seis registros. H1N1, Influenza B e Vírus Sincicial Respiratório somaram cinco óbitos.
Ao todo, 4.587 casos de SRAG foram notificados nas quatro primeiras semanas do ano, incluindo ocorrências não letais. Em 3.373 situações, o vírus responsável não foi identificado. O estado de São Paulo apresentou o maior número de mortes confirmadas: 15 óbitos em 140 casos registrados.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
A maioria das mortes ocorreu entre pessoas com mais de 65 anos. Esse grupo concentrou 108 dos 163 óbitos por SRAG. Entre os casos com identificação do SarsCov-2, 19 vítimas tinham idade superior a 65 anos. Dados de vacinação apontam que a cobertura está abaixo do considerado ideal.
Desde 2024, a vacina contra a Covid-19 passou a integrar o calendário básico de imunização para crianças, idosos e gestantes. A aplicação periódica também é recomendada para grupos especiais. O cumprimento desse calendário, entretanto, tem enfrentado dificuldades no país.
Em 2025, menos de quatro em cada dez doses distribuídas pelo Ministério da Saúde foram aplicadas. Das 21,9 milhões de vacinas enviadas a estados e municípios, apenas oito milhões foram utilizadas.
Informações da plataforma Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicam que, em 2025, ao menos 10.410 pessoas desenvolveram quadros graves após infecção pelo coronavírus, com cerca de 1,7 mil mortes registradas.




