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EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Aprovação em Medicina na Unir destaca impacto da Mediação Tecnológica na educação indígena em Rondônia

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Estudante indígena de Extrema concluiu o ensino médio pelo modelo da Seduc e conquistou vaga no curso de Medicina da Universidade Federal de Rondônia

Por Informa Rondônia - terça-feira, 10/02/2026 - 10h52

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Porto Velho, RO – A aprovação no curso de Medicina da Universidade Federal de Rondônia (Unir) foi conquistada por Luiz Fernando Souza Kaxarari, de 19 anos, aluno da rede estadual que concluiu o ensino médio por meio da Mediação Tecnológica. O resultado foi apontado pelo governo de Rondônia como evidência da abrangência da política pública voltada ao atendimento de regiões distantes.

Morador do distrito de Extrema, em Porto Velho, e estudante da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Jayme Peixoto de Alencar, o jovem pertence ao povo indígena Kaxarari. Sua trajetória escolar foi integralmente realizada no modelo que combina aulas transmitidas ao vivo, a partir de estúdios centrais, com a atuação de um professor presencial responsável pela mediação pedagógica em sala.

A estrutura da Mediação Tecnológica é direcionada a localidades de difícil acesso, incluindo distritos, áreas rurais, comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas. As aulas são ministradas por professores especialistas e seguem o currículo da rede estadual. Em sala, o acompanhamento é feito por docente presencial, que orienta atividades e apoia o processo de aprendizagem, com foco em garantir equidade, permanência e qualidade.

Segundo o governador Marcos Rocha, a conquista reflete investimentos realizados na educação pública e em projetos destinados a ampliar o acesso ao ensino em diferentes regiões do estado. Ele afirmou que a iniciativa reforça o compromisso da gestão com uma educação inclusiva e voltada à transformação social.

A secretária de Estado da Educação, Albaniza Oliveira, declarou que o resultado demonstra o cumprimento do papel da Mediação Tecnológica na promoção de acesso e qualidade. Para ela, a política fortalece a autonomia estudantil, valoriza o trabalho docente e alcança todos os territórios, inclusive comunidades indígenas, simbolizando um compromisso com a consolidação da educação pública.

No âmbito regional, o superintendente de Educação de Extrema, Marquelino Santana, avaliou que a aprovação possui significado para a rede estadual. Ele destacou que, mesmo diante das limitações de um distrito, a valorização da educação deve ser mantida e afirmou que professores comemoram a entrada de um aluno da rede pública estadual em um curso de Medicina de universidade federal.

O estudante informou que a Mediação Tecnológica foi determinante para o desempenho obtido no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Fui aluno da Mediação Tecnológica durante todo o ensino médio, e esse projeto me auxiliou muito para conseguir uma boa nota”, declarou. Ele acrescentou que o modelo contribuiu para a organização de rotina de estudos, para o desenvolvimento de confiança e autonomia e para o reforço em disciplinas como redação, matemática e ciências da natureza.

A professora presencial Rosemar Viana, que acompanhou a turma ao longo de três anos, afirmou que sempre buscou estimular bons resultados entre os alunos. Segundo ela, o período prolongado com a mesma turma fortalece vínculos de cooperação e amizade, e embora o desempenho seja individual, a conquista possui caráter coletivo.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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