Vítima relatou restrição de liberdade, ameaças e exigências financeiras; suspeitos foram levados à delegacia após abordagem policial
Porto Velho, RO – A intervenção da Polícia Militar resultou na condução de suspeitos e no resgate de uma vítima mantida em situação de cárcere privado em Espigão do Oeste, após a constatação de indícios de extorsão, ameaça e tráfico de drogas. A ocorrência foi encaminhada à autoridade judiciária para a adoção das medidas legais cabíveis.
A ação policial teve como ponto de partida uma denúncia feita pela própria vítima à Central de Operações da corporação, por meio do canal institucional de atendimento. Na comunicação, foi informado que a pessoa estaria sendo privada de liberdade contra a própria vontade, o que motivou o deslocamento imediato de uma guarnição ao endereço indicado.
No local, os policiais realizaram a abordagem dos envolvidos. Durante a diligência, foram localizadas substâncias entorpecentes, incluindo maconha e crack, além de dinheiro em espécie em notas diversas. As circunstâncias observadas reforçaram a suspeita de tráfico de drogas sendo praticado no imóvel.
As informações levantadas indicaram que a vítima havia sido constrangida a acompanhar um dos suspeitos até a residência, onde permaneceu impedida de sair por vários dias. Nesse período, segundo o relato, a permanência forçada teria ocorrido sob constantes ameaças, o que inviabilizou qualquer tentativa de deixar o local.
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Ainda conforme apurado, a vítima foi obrigada a realizar transferências bancárias para quitar uma suposta dívida relacionada ao consumo anterior de entorpecentes. Os valores exigidos chegaram a aproximadamente dois mil reais. Mesmo após os pagamentos, novas cobranças teriam sido feitas, incluindo tentativas frustradas de obtenção de dinheiro junto a familiares.
Durante o tempo em que esteve no imóvel, a vítima também afirmou ter presenciado a comercialização de drogas. As ameaças reiteradas teriam reforçado o temor e a submissão à situação imposta pelos suspeitos.
A apuração policial indicou ainda que o proprietário da residência tinha conhecimento da condição em que a vítima se encontrava e, apesar disso, não teria adotado qualquer providência para interromper a prática ilícita, contribuindo para a manutenção do cárcere privado.
Diante dos fatos constatados, os envolvidos foram encaminhados à unidade policial, juntamente com a vítima, para o registro formal da ocorrência e os procedimentos previstos em lei.




