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PREVENÇÃO
Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo reforça prevenção e tratamento no Brasil

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Dados oficiais indicam que 10% da população brasileira enfrenta dependência alcoólica, com impactos diretos na saúde pública

Por Yan Simon - sexta-feira, 20/02/2026 - 09h37

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Porto Velho, RO – As consequências do consumo abusivo de álcool e de outras drogas seguem refletidas em índices elevados de internações e mortes no país, pressionando o sistema de saúde e afetando diretamente famílias e relações sociais. No Brasil, o transtorno por uso de álcool responde por 10,5% das mortes associadas ao consumo da substância, além de provocar hospitalizações frequentes. Levantamento recente aponta que 21 pessoas morrem diariamente em decorrência do alcoolismo e que, a cada hora, quatro internações ocorrem por causas relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas.

Esses dados reforçam o sentido do Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, celebrado em 20 de fevereiro, instituído para ampliar o debate público sobre prevenção, tratamento e apoio a pessoas em situação de dependência química. A data busca chamar a atenção para os riscos do uso de drogas lícitas e ilícitas, para a necessidade de evitar o primeiro contato, especialmente entre jovens, e para o reconhecimento da dependência como uma doença crônica de grande impacto social.

Informações do Ministério da Saúde indicam que cerca de 10% da população brasileira sofre com dependência alcoólica. Desse total, 70% são homens e 30% mulheres. O consumo excessivo, classificado como transtorno por uso de álcool, compromete a saúde física e mental e afeta vínculos familiares e profissionais. O cenário é detalhado no anuário “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2025”, elaborado a partir de dados do Datasus e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Diante desse contexto, iniciativas de apoio ganham relevância. Entre elas, os Alcoólicos Anônimos, criados em 1935 nos Estados Unidos, hoje presentes em mais de 180 países. O movimento teve origem a partir da união de Bill W., corretor da Bolsa de Nova York, e do médico cirurgião Dr. Bob S., ambos com histórico de alcoolismo. A compreensão do alcoolismo como uma doença que envolve mente, emoções e corpo foi decisiva para a fundação do grupo e para o desenvolvimento de um método de recuperação baseado no apoio mútuo.

No Brasil, incluindo Rondônia, os grupos atuam com reuniões presenciais e on-line, oferecendo um espaço de troca de experiências e incentivo à abstinência diária. Um diretor do AA no estado explicou que o trabalho é sustentado pelos 12 Passos e 12 Tradições, com foco na recuperação contínua e no anonimato dos participantes. Segundo ele, também é recomendado que familiares busquem apoio nos Grupos Familiares de Al-Anon, voltados a parentes e amigos de dependentes.

O preconceito ainda aparece como um dos principais obstáculos para quem precisa de ajuda. De acordo com o representante do AA, o estigma faz com que muitas pessoas escondam a condição e adiem a busca por tratamento. Ele ressaltou que o anonimato é uma garantia da instituição e que as reuniões são confidenciais, sem exposição pública dos membros.

Sobre a recuperação, o entendimento do grupo é de que não existe a condição de ex-alcoólatra. A dependência é considerada permanente, embora seja possível manter longos períodos de abstinência. O método propõe que a pessoa evite o consumo “um dia de cada vez” e desenvolva aspectos emocionais, mentais e espirituais a partir dos princípios do programa, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como compatível com o tratamento de uma doença multifacetada.

Com informações de: Assembleia Legislativa

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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