O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói aprofundou a guerra cultural no país
CARO LEITOR, como escrevemos ontem (19), a escola de samba Acadêmicos de Niterói virou notícias antes e depois do desfile na Marquês do Sapucaí no Rio de Janeiro. A combinação carnaval e política da escola de samba Acadêmicos de Niterói homenageando o presidente Lula (PT-SP) gerou uma batalha de narrativas eleitorais, em especial de representantes políticos de direita e extrema-direita por conta das alas “neoconservadores em conserva” e “assim que se firma a soberania” com crítica direta a grupos religiosos evangélicos, representantes do agronegócio e à oposição ao governo. Algumas agremiações partidárias tentaram barrar via judicial o desfile da escola em voga, mas não alcançaram êxito. Contudo, mesmo com falas enviesadas, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negaram a pretensão de censura prévia, fazendo prevalecer a liberdade de expressão com base na nossa Constituição Federal. Neste caso, estamos testemunhando uma “guerra cultural” mediante a pauta de costumes com ataque direto da extrema-direita e grupos religiosos evangélicos neopentecostais com comportamento que pode ser comparado ao nazismo alemão – elegendo o inimigo comum – que no passado, atacavam artistas, exposições, filmes, livros, teatro, escritores, músicos, atletas e programas de humor, basta lembrar do conceito de “arte degenerada”. Assim, o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói aprofunda a guerra cultural no país.
Pureza
O ditador Adolf Hitler e seus líderes culturais, como Joseph Goebbels, consideravam estilos como Expressionismo, Dadaísmo, Surrealismo, Cubismo e Bauhaus como subversivos, confusos e decadentes, difamando a “pureza” da raça alemã.
Difamatório
“Arte degenerada” foi um termo difamatório oficializado pelo regime nazista na Alemanha para classificar a arte moderna, vanguardista e judaica como “não alemã”, imoral ou fruto de mentes “doentes”.
Degenerada
A campanha da “Arte degenerada” visava expurgar a vanguarda (Expressionismo, Bauhaus, Cubismo, etc.), destruiu obras e perseguiu artistas para importar um estilo clássico, realista e nacionalista para a Alemanha nazista.
Perseguição
A perseguição nazista resultou no confisco de 16 mil obras de museus alemães a partir de 1937. Muitas foram destruídas, queimadas ou vendidas no exterior para financiar o exército alemão. Em Munique, os nazistas organizaram a famosa “Exposição de Arte Degenerada”, projetada para ridicularizar obras artísticas e seus criadores, atraindo milhões de visitantes.
Caiu
Nas cinzas de quarta-feira (18) saiu o resultado da competição, Acadêmicos de Niterói caiu de divisão – algo que todos sabiam ser o mais provável, o fato viralizou nas redes sociais como “castigo de Deus”, o que não faz sentido. Vale lembrar que 21 escolas que subiram para o grupo especial depois foram rebaixadas para a Série Ouro.
Senso
Por senso de justiça, a coluna registra a posição crítica do deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL) à escola de samba Acadêmicos de Niterói nas redes sociais. Chrisóstomo pauta sua atuação parlamentar pela pauta bolsonarista, de costumes e antipetista.
Sucumbir
Na eleição de 1990, o MDB não conseguiu eleger deputados federais e estaduais. Fenômeno que pode se repetir nestas eleições de 2026. Neste caso, o senador Confúcio Moura precisa concentrar esforços para construir uma boa nominata de deputado federal e estadual para o partido não sucumbir nas urnas no próximo pleito de outubro.
Focado
O deputado federal Maurício Carvalho (União) está focado na construção da nominata de deputado federal da federação partidária União Progressista – União Brasil e PP, bem como do partido Republicanos. Maurício precisa de 18 nomes competitivos entre homens e mulheres.
Eleger
No campo progressista, o ex-candidato a prefeito de Porto Velho, advogado Célio Lopes (PDT), e o ex-senador Acir Gurgacz (PDT), estão focados na construção da nominata de deputado federal do PDT. A ideia é eleger um deputado federal direto pelo quociente eleitoral e outro pela média, caso tenha a maior sobra.
Mosquini
O deputado federal Lúcio Mosquini, hoje filiado ao MDB, buscou primeiramente o Republicanos para buscar a sua reeleição. Em seguida, conversou com o PL, mas, por pressão política de um forte grupo empresarial de Jaru, Mosquini busca refúgio no Podemos, partido comandado no estado pelo prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos).
Confirmar
Falando em Podemos, o prefeito Léo Moraes (Podemos) concede no dia de hoje (20), algumas entrevistas na capital com o prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos). Na ocasião, Léo vai confirmar a pré-candidatura de Flori ao governo do estado pelo Podemos.
Modelo
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
O prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro (Podemos), é delegado de carreira da Polícia Federal e ficou conhecido no estado pelas operações de combate à corrupção. Como político à frente da Prefeitura de Vilhena, implantou um modelo de gestão pautado na austeridade e transformou a cidade num canteiro de obras.
Desespero
O mês de fevereiro está passando e as águas de março chegando, com isso, a janela partidária permitirá aos deputados estaduais e federais trocar ou permanecer no partido para buscar a reeleição. Contudo, para alguns, bate o desespero por conta dos cálculos exigidos pela matemática do poder para manter a cadeira na ALERO e na Câmara dos Deputados.
Reuniões
O meu pai, o Coronel PMPB Lins, sempre gostou de política e economia. Na política, sempre esteve próximo do PSD, MDB e PDT. No PSD e MDB, sempre apoiou o deputado estadual José Fernandes de Lima e o deputado federal José Maranhão, ambos do MDB. Zé Fernandes, como era conhecido, realizou algumas reuniões na casa dos meus pais em João Pessoa, capital da Paraíba, para tratar diversos temas ligados à política e estratégia eleitoral.
Estratégia I
Certa vez, já adolescente, meu pai, o Coronel PMPB Lins, me narrou a estratégia adotada pelos caciques do MDB e da Arena para se reeleger por diversas vezes, a exemplo do deputado estadual José Fernandes de Lima (MDB) – dez mandatos de deputado estadual.
Estratégia II
A estratégia eleitoral consistia em os caciques cuidarem de suas respectivas campanhas eleitorais, bem como das campanhas dos candidatos que completavam a nominata como forma de garantir o quociente eleitoral partidário no sentido de manter as cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
Cuidar
Na atualidade, com a cláusula de barreira, a formação de federações partidárias e a fusão e incorporação de siglas partidárias, diminuiu a quantidade de partidos, com isso, aumentou a competitividade entre as legendas para formar nominatas de deputado federal e estadual. Neste caso, quem deseja se reeleger vai precisar cuidar da sua própria campanha e de outras campanhas, como era no passado, para não ficar de fora dos espaços de poder.
Lixo
Atualmente, a coleta de lixo em Porto Velho é executada pela EcoPVH por cerca de R$ 3,6 milhões mensais. Antes, o serviço era prestado pela Marquise Ambiental por mais de R$ 6 milhões por mês, quase o dobro do valor atual.
Irregularidades
Para refrescar a memória, o contrato da Marquise foi encerrado após manifestações contrárias do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) e de outros órgãos de controle, que apontaram sobrepreço e possíveis irregularidades no certame licitatório.
Contrato I
A Sistemma Serviços Urbanos sinalizou que só assumiria o serviço de coleta de lixo em Porto Velho com aumento em relação ao valor atual do emergencial, como relatamos na coluna de ontem (19).
Contrato II
Daí o debate atual gira em torno de manter o contrato emergencial da coleta de lixo entre a Prefeitura de Porto Velho e a EcoPVH até o fim, no sentido de evitar uma nova transição imediata. Ou lançar uma licitação definitiva com transparência e garantir acompanhamento dos órgãos de controle.
Resposta
O ponto central do contrato da coleta de lixo emergencial pela Prefeitura de Porto Velho consiste em substituir agora um contrato emergencial em operação, com custo menor, ou por outro que já sinaliza necessidade de readequação financeira, antes da licitação definitiva. Com a resposta, os vereadores da capital.
Sério
Falando sério, a “guerra cultural” no país se intensificou com a chegada do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Como se sabe, o Clã Bolsonaro e seus seguidores se elegeram explorando a pauta de costumes, de segurança pública, a promessa de armar a população e, por último, recorreram a grupos religiosos evangélicos neopentecostais e conservadores da igreja Católica, para se chegar aos espaços de poder e de tomada de decisões. No discurso e na prática, nada de economia, industrialização, infraestrutura e pesados investimentos em ciência e tecnologia que garantem o desenvolvimento socioeconômico do país.
Com informações de: Acadêmicos de Niterói, guerra cultural, política brasileira, eleições 2026, liberdade de expressão, cenário partidário, Porto Velho, coleta de lixo

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