Começou o troca-troca partidário
CARO LEITOR, a pré-campanha vai pegar fogo com o troca-troca partidário dos parlamentares no período da janela partidária, que começou no dia 3 de março e vai até o dia 3 de abril. A troca de partido significa a busca pela melhor nominata para se reeleger com base nos cálculos da matemática do poder. Contudo, alguns parlamentares permanecem na legenda que os elegeu, outros preferem trocar de partido por receio de não conseguir se reeleger. Os dirigentes partidários fazem cálculos da quantidade de votos que cada candidato proporcional entrega, ou seja, deputado estadual e federal. Mas o que interessa mesmo para os partidos em escala nacional é o mandato e o voto de deputado federal, porque dá acesso ao Fundo Partidário (FP), tempo de propaganda no rádio e na televisão e, por último, ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Em escala estadual, interessa aos dirigentes estaduais da legenda a cadeira do deputado estadual por conta do tamanho do mandato e pode servir de porta de entrada para os dirigentes partidários ocuparem espaços de poder e de tomada de decisões no âmbito estadual. Além disso, fortalecer as bases partidárias.
Completar
O objetivo estratégico dos dirigentes partidários e mandatários nesse período de prazo final para filiação partidária é encontrar candidatos com potencial de votos para completar a nominata de deputado estadual e federal.
Procuram
Já outros dirigentes e mandatários que largaram na frente para construir a nominada de deputado federal e estadual, procuram nomes mais fortes para reforçar o time de candidatos, por sua vez, substituir os nomes mais fracos das nominatas de estadual e federal.
Alterando
O troca-troca partidário em todo o país é tão expressivo que acaba alterando de forma significativa o tamanho das bancadas nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas, Câmara dos Deputados e no Senado.
Cota
A cota de gênero é o maior desafio para os dirigentes partidários e mandatários. Por que desafio? Por que não é fácil encontrar mulheres para preencher a nominata de candidatos a deputado estadual e federal, obrigatoriamente, como determina a legislação eleitoral em vigor no país.
Base
Parlamentares federais e estaduais que foram eleitos no pleito eleitoral de 2022 por partidos que se tornaram base aliada do presidente Lula (PT-SP), a exemplo do MDB, buscam partidos fora da base governista, o que é muito difícil.
Eleitos
Falando em eleitos, os deputados federais Lúcio Mosquini e Thiago Flores foram eleitos pelo MDB, ambos são bolsonaristas. Logo que chegou à Câmara dos Deputados, Flores trabalhou nos bastidores para trocar o MDB pelo Republicanos. Já Lúcio aguardou a janela partidária e, nos próximos dias, assina a ficha de filiação no PL.
Manifesto
Falando em MDB, 17 dos 27 diretórios estaduais do MDB assinaram manifesto contra a aliança com o presidente Lula (PT-SP) e o PT nas eleições de 2026. O documento foi entregue ao presidente nacional Baleia Rossi pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS), que liderou o movimento dos contrários dentro da legenda.
Oposição
O PL, Podemos, Avante, Novo e o PSDB são os únicos partidos que não fazem parte da base governista no Congresso Nacional ou ocupam cargos no governo do presidente Lula (PT-SP). Historicamente, o PSDB sempre foi oposição ao PT no Brasil.
Fortalecer
Falando em PSDB, o dirigente histórico do PSDB de Rondônia, empresário Lindomar do Sandubas, trabalha dia e noite para fortalecer a legenda no estado. Lindomar conversa com lideranças no intuito de formar nominatas de deputado estadual e federal.
Articula
O ex-secretário-chefe da Casa Civil e presidente estadual do União Brasil, Júnior Gonçalves (União), articula filiações de lideranças políticas, a exemplo do sindicalista e ex-deputado estadual Anderson Pereira, para reforçar a nominata de deputado federal.
Trabalha
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
++++
O presidente estadual do União Brasil, Júnior Gonçalves (União), também trabalha nomes de peso para preencher a nominata de deputado estadual. Neste caso, Júnior trabalha para o partido União Brasil manter cadeiras na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
Assumiu
Não é novidade para ninguém que o vice-governador Sérgio Gonçalves (União) assumiu o comando do Executivo estadual mediante a viagem oficial do governador Coronel Marcos Rocha (PSD) à Bolívia. Sérgio responde pelo governo até o próximo dia 07 do mês em curso.
Pesadelo
O movimento protocolar entre o vice-governador Sérgio Gonçalves (União) e o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) pegou muita gente de surpresa. Inclusive, causou pesadelo para quem defende a tese de Rocha terminar o mandato e não concorrer ao Senado.
Espalham
Esses que tiveram pesadelo, carregam o medo do governador Coronel Marcos Rocha (PSD) renunciar o cargo para concorrer ao Senado. Por sua vez, espalham fofocas e boatos para alimentar a intriga entre Rocha e o vice-governador Sérgio Gonçalves (União) porque têm medo de perder a boquinha e os privilégios mediante os cargos que ocupam.
Postura
O vice-governador Sérgio Gonçalves (União) assumiu o comando estadual de forma discreta, equilibrado e mantendo respeito institucional ao governador Coronel Marcos Rocha (PSD). Sérgio se mantém com uma postura de estadista.
Negou
A redação do jornal Rondoniaovivo entrou em contato com governador Coronel Marcos Rocha (PSD) para checar se houve reaproximação com vice-governador Sérgio Gonçalves (União). Segundo o jornal, Rocha negou a aproximação e reafirmou que termina o mandato, ou seja, não renuncia para disputar uma vaga ao Senado.
Luana
O governador Coronel Marcos Rocha (PSD), permanecendo no cargo, impede a primeira-dama Luana Rocha de disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Luana, na disputa de federal, poderia sair do pleito de outubro como a candidata mais votada por conta do trabalho social que vem desenvolvendo no âmbito estadual.
Concorrer
A coluna tomou conhecimento de que o prefeito de Rolim de Moura, Aldo Júlio, atualmente filiado ao União Brasil, poderá deixar o cargo no próximo dia 4 de abril para concorrer pelo PSD a uma vaga na Câmara dos Deputados.
Convite
O ex-deputado federal Luiz Cláudio vai tentar novamente voltar à Câmara dos Deputados com apoio do ex-senador Ivo Cassol (PP). Na eleição passada, Luiz concorreu pelo PL, mas no pleito deste ano, tem convite para disputar pelo União Brasil.
Sorte
A disputa pelo voto de deputado federal no colégio eleitoral da Zona da Mata será acirrada por conta dos candidatos Luiz Claudio, Aldo Júlio, Expedito Júnior e Jaqueline Cassol. A pergunta que fica: quem levará mais sorte nas urnas?
Sério
Falando sério, a janela partidária dura um mês. O deputado estadual e federal que quiser mudar de partido para concorrer nas eleições tem de agir nesse período. A regra foi criada para frear a infidelidade partidária que havia no passado, com parlamentares trocando de legenda até mais de uma vez no mesmo ano.

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