Produtoras de diferentes regiões relatam experiências no campo enquanto governo estadual ressalta políticas de incentivo ao protagonismo feminino no agronegócio
Porto Velho, RO – O protagonismo feminino nas cadeias produtivas do campo tem sido apontado como um dos fatores que impulsionam o desenvolvimento do agronegócio em Rondônia. No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o governo estadual destacou a atuação de produtoras rurais que trabalham na produção de alimentos, na administração de propriedades e no fortalecimento de agroindústrias familiares.
Segundo o governo, políticas públicas executadas com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) têm contribuído para ampliar as atividades de produtoras rurais e consolidar empreendimentos no meio rural. A gestão estadual afirma que o incentivo ao trabalho feminino no setor produtivo integra as estratégias voltadas ao crescimento econômico e à segurança alimentar.
Entre os exemplos apresentados está a piscicultora Nara Regina de Souza Cruz, que atua há mais de dez anos na produção de pescado. Atualmente, ela está à frente de uma agroindústria do setor. Em declaração, afirmou: “Sou piscicultora e estou há mais de 10 anos trabalhando na chácara”. A produtora informou ainda que a atividade conta com apoio da Emater, da Seagri e do governo do Estado, além de fornecer peixe para a merenda escolar.
A trajetória no campo, segundo Nara, está ligada à própria história familiar. Filha de ribeirinho, ela relatou que cresceu acompanhando o trabalho do pai na pesca e decidiu retornar à zona rural após viver um período na cidade. No início da atividade, afirmou que enfrentou dificuldades por liderar uma agroindústria de pescado, mas relatou que a experiência passou a servir de incentivo para outras mulheres que desejam atuar na produção rural.
Também no segmento de agroindústria, a produtora Jéssica Félix trabalha na fabricação de queijos. Ela informou que ingressou na atividade agrícola há cerca de sete anos, motivada pela ligação com a terra e pelo legado familiar do esposo. Em declaração, afirmou que acompanha todas as etapas da produção, desde o processamento do leite até a comercialização dos produtos.
De acordo com a produtora, um dos principais desafios enfrentados no setor está relacionado à busca por reconhecimento em um mercado considerado predominantemente masculino. Ela também mencionou dificuldades ligadas à valorização de produtos artesanais e às variações do mercado. Mesmo assim, afirmou que a atuação feminina no campo envolve atividades que vão da produção à gestão e à comercialização.
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Em Porto Velho, a produtora Jaqueline Lugon Figueiredo atua na criação e abate de frangos em um frigorífico familiar. A estrutura, segundo ela, emprega aproximadamente 25 pessoas. A produtora explicou que o trabalho começa desde o nascimento das aves e segue até o abate, realizado em torno de 41 dias no frigorífico administrado pela família.
A atuação da família no meio rural, conforme relatou Jaqueline, começou com a produção de polpa de frutas destinada à merenda escolar, atividade desenvolvida por mais de uma década. Posteriormente, houve a decisão de mudar o ramo de atuação e investir na criação de frangos. Segundo ela, a ligação com o campo vem de gerações anteriores, já que os pais sempre trabalharam na agricultura.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, afirmou que o reconhecimento do trabalho feminino no meio rural faz parte das prioridades da gestão estadual. Segundo ele, o governo continua investindo em políticas públicas voltadas à valorização e ao incentivo da participação das mulheres no agronegócio e na agricultura familiar.
O secretário de Estado da Agricultura, Luiz Paulo, também destacou que o crescimento do setor produtivo está relacionado à presença feminina nas cadeias produtivas. De acordo com o secretário, a contribuição das mulheres tem fortalecido diferentes atividades do agronegócio no estado.
O governo estadual afirma que a participação feminina no campo envolve desde a produção de alimentos até a gestão de empreendimentos rurais e agroindústrias familiares. A presença das produtoras, segundo a gestão, contribui para a geração de renda, o desenvolvimento econômico e a continuidade das atividades agrícolas em Rondônia.
Com informações de: Governo de Rondônia
