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PROFISSÃO E MERCADO
Hey, Manda Job! ganha destaque no Conexão RH em entrevista com Kimberlly Crivi sobre comunicação, IA e mercado publicitário

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Podcast apresentado por Mariana Goedert no News Rondônia reuniu trajetória profissional, empreendedorismo, marketing político, inteligência artificial e desafios da comunicação em Rondônia

Por Vinicius Canova - terça-feira, 10/03/2026 - 17h58

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Porto Velho, RO – O podcast Conexão RH, veiculado pelo site News Rondônia e apresentado pela consultora de RH Mariana Goedert, exibiu nesta terça-feira, 09, uma entrevista com a publicitária Kimberlly Crivi, que abordou sua trajetória profissional, a criação da empresa Hey, Manda Job!, os desafios do mercado de comunicação em Rondônia, o uso da inteligência artificial, a atuação no marketing político e a presença feminina no ambiente corporativo.

Com mais de dez anos de atuação na área, Kimberlly Crivi é formada em Publicidade e Propaganda, com especialização em Assessoria e Gestão da Comunicação, e possui experiência em mídia online e offline, planejamento estratégico, produção de conteúdo e campanhas políticas. Durante a apresentação, Mariana Goedert destacou a experiência da convidada e anunciou que a conversa abordaria tendências da publicidade, inteligência artificial, comunicação regional e orientações para profissionais interessados na área.

Ao relatar sua trajetória, Kimberlly afirmou que o primeiro contato com a comunicação ocorreu ainda na escola, no Colégio Orlando Freire, em Porto Velho, por meio do projeto Rádio Falante, vinculado ao programa Amigos da Escola. Inicialmente motivada pela possibilidade de obter pontuação extra em matemática, disciplina na qual tinha dificuldades, ela passou a participar da produção de pautas e entrevistas com autoridades do meio político e administrativo. Segundo a entrevistada, a experiência foi determinante para sua escolha profissional e a levou a realizar um curso de rádio e TV oferecido pela Rede Amazônica, incentivada por sua mãe.

A partir dessa formação inicial, Kimberlly acumulou experiência em diferentes veículos e funções, incluindo estágio na SIC, passagem pela Globo e atuação em rádios como a Parecis, exercendo atividades como apresentadora, redatora e cinegrafista. Segundo ela, essa vivência diversificada contribuiu para compreender todas as etapas da produção em comunicação, desde captação e edição até diferenças entre linguagem jornalística e publicitária.

No ensino superior, ingressou inicialmente no curso de Jornalismo da Uniron, mas decidiu migrar para Publicidade ao perceber maior afinidade com a dinâmica criativa do curso. De acordo com a entrevistada, a mudança foi decisiva para sua trajetória e também contribuiu para a formação de redes profissionais e parcerias que permanecem ativas.

Durante a entrevista, Kimberlly explicou que a empresa Hey, Manda Job! surgiu após dificuldades em encontrar oportunidades de trabalho com remuneração compatível com sua experiência no mercado local. Segundo ela, após o encerramento das atividades de uma agência onde trabalhava — na qual atuava desde jovem na divisão de verba de mídia para campanhas do governo — decidiu empreender para manter sua atuação profissional sem aceitar propostas consideradas desvalorizadas.

A criatividade foi apontada como eixo central da empresa. Kimberlly afirmou que a proposta da Hey, Manda Job! é buscar diferenciação e evitar soluções padronizadas, destacando que o processo criativo exige repertório, tempo e troca de ideias. Em momentos de bloqueio criativo, disse recorrer a pausas, atividades cotidianas, anotações e conversas com parceiros para desenvolver soluções.

Entre trabalhos marcantes, mencionou projetos realizados para o CIEE de São Paulo na área de pós-produção audiovisual. Segundo ela, a parceria teve importância simbólica por representar expansão de sua atuação profissional para além de Porto Velho e por envolver uma instituição com a qual já havia buscado oportunidades anteriormente.

A entrevista também abordou a participação feminina no mercado de trabalho. Kimberlly afirmou que, em sua experiência pessoal, não enfrentou grandes barreiras específicas por ser mulher, mas reconheceu que mulheres frequentemente precisam comprovar capacidade em ambientes corporativos dominados por homens. Segundo ela, postura, domínio técnico, segurança e apresentação de dados são fatores importantes para a valorização profissional feminina.

Outro eixo central da conversa foi o impacto da inteligência artificial na comunicação e nos negócios. Kimberlly relatou que inicialmente houve receio em relação à tecnologia, mas afirmou que hoje considera a IA uma ferramenta essencial. Segundo ela, além de chats automatizados, a tecnologia pode ser aplicada em automação de processos internos, CRM, atendimento e gestão de agendas em empresas e clínicas, sempre com supervisão humana.

Apesar disso, a entrevistada alertou que o uso excessivo pode gerar dependência e reduzir a autonomia profissional. Também observou que o comportamento de busca dos usuários está migrando de mecanismos tradicionais, como o Google, para interfaces de conversa baseadas em inteligência artificial, o que exige presença digital consistente de empresas e profissionais.

Nesse contexto, apresentou o projeto Genoma IA, desenvolvido como extensão da Hey, Manda Job! em parceria com o desenvolvedor Daniel, voltado à criação de aplicativos e soluções operacionais para empresas. Ela também mencionou a colaboração com a Duduca Filmes, que permite atuação conectada entre Porto Velho, São Paulo e Rio de Janeiro, além de atendimento a clientes em outros estados e países.

O tema da desinformação nas redes sociais também foi discutido após relato de Mariana Goedert sobre o uso de inteligência artificial para criar imagens pornográficas falsas com seu rosto, disseminadas em grupos de WhatsApp. Kimberlly afirmou que situações desse tipo reforçam a necessidade de regulamentação das plataformas digitais e do uso da inteligência artificial.

Ao comentar o debate sobre liberdade de expressão e regulação das redes sociais, a publicitária afirmou enxergar vantagens e desvantagens, mas defendeu regras mais claras para coibir manifestações ofensivas e responsabilizar perfis com grande alcance.

Ainda nesse bloco, Mariana relatou que teve contas em redes sociais removidas após denúncia de suposto trabalho escravo e afirmou não ter recebido explicação clara da plataforma. Kimberlly disse considerar problemáticas as políticas de plataformas como a Meta, citando casos de clientes que tiveram contas derrubadas repetidamente sem justificativa detalhada, e recomendou que profissionais e empresas busquem fontes alternativas de renda para evitar dependência exclusiva das redes sociais.

No campo do marketing político, Kimberlly afirmou ter participado de seis campanhas eleitorais e avaliou que a inteligência artificial terá presença mais intensa nas eleições deste ano. Segundo ela, embora a Justiça Eleitoral estabeleça regras para cada pleito, a fiscalização ainda enfrenta limitações. Para enfrentar fake news em campanhas, defendeu respostas rápidas por meio de produção de conteúdo, apresentação de dados e posicionamento público dos candidatos.

Ao final da entrevista, Kimberlly aconselhou mulheres que desejam atuar na comunicação a manter estudo constante, acompanhar tendências tecnológicas e desenvolver postura de liderança e autovalorização profissional. Segundo ela, a área exige atualização contínua e dedicação permanente para acompanhar as transformações do mercado.

Ao encerrar sua participação, a publicitária agradeceu o espaço e destacou a importância de dar visibilidade à atuação feminina em um mercado que classificou como historicamente dominado por homens.

AUTOR: VINICIUS CANOVA (DRT 1066/RO) – LinkedIn





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