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MARÇO AZUL
Campanha Março Azul intensifica ações de prevenção ao câncer de intestino em Rondônia

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Iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde orienta população sobre sintomas, fatores de risco e exames disponíveis na rede pública para diagnóstico precoce do câncer colorretal

Por Yan Simon - sexta-feira, 13/03/2026 - 09h10

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Porto Velho, RO – A identificação precoce do câncer colorretal amplia as possibilidades de tratamento e cura. Em Rondônia, os atendimentos voltados à investigação da doença começam nas unidades básicas de saúde, onde os pacientes passam por avaliação clínica e, quando necessário, são encaminhados para exames especializados em unidades como o Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, o Laboratório Estadual de Patologia e Análises Clínicas de Rondônia (Lepac) e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Durante o mês de março, o governo do estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), intensifica a campanha Março Azul, iniciativa voltada à conscientização sobre o câncer de intestino. A mobilização busca informar a população sobre fatores de risco, sinais de alerta e a importância da realização de exames preventivos.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que o câncer de cólon e reto ocupa a terceira posição entre os tipos mais incidentes em Rondônia. Para o triênio 2023–2025, a projeção é de cerca de 210 novos casos no estado. O cenário reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação, incentivar hábitos saudáveis e estimular a realização de exames capazes de identificar a doença em estágios iniciais.

O secretário de Estado da Saúde, Jeferson Rocha, afirmou que a campanha busca fortalecer a prevenção e incentivar a população a procurar atendimento médico. Segundo ele, o compromisso do governo é ampliar o acesso aos serviços de saúde e garantir exames, consultas e tratamentos, destacando que “a detecção precoce salva vidas”.

Especialistas alertam que a doença pode evoluir de forma silenciosa. O proctologista Rodrigo Bastos, cirurgião do intestino, reto e ânus que atua na Policlínica Oswaldo Cruz e no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, explicou que muitas pessoas descobrem o câncer apenas em fases mais avançadas. Ele destacou que o câncer de intestino costuma não apresentar sintomas nas fases iniciais e afirmou que atualmente é o segundo tipo de câncer que mais provoca mortes no mundo, atrás apenas do câncer de pulmão, além de registrar crescimento de casos no Brasil, inclusive entre pessoas mais jovens.

Embora a doença possa permanecer assintomática por um período, alguns sinais podem indicar alterações intestinais que precisam ser investigadas. Entre eles estão diarreia ou constipação frequente, fezes mais finas, perda de peso sem explicação, sensação de fraqueza e presença de sangue nas fezes. Bastos ressalta que qualquer alteração intestinal deve ser avaliada por um profissional de saúde e afirma: “O sangramento nas fezes nunca é normal”.

Diversos fatores estão associados ao desenvolvimento do câncer colorretal. Entre eles estão obesidade, sedentarismo, consumo frequente de alimentos ultraprocessados e defumados, ingestão de bebidas alcoólicas, tabagismo e alimentação pobre em fibras. O histórico familiar também é considerado um elemento relevante. De acordo com o especialista, filhos de pessoas diagnosticadas com câncer de intestino devem procurar orientação médica precocemente para acompanhamento adequado.

Entre os exames utilizados para a detecção da doença, a colonoscopia é considerada o método mais eficaz para identificar alterações no intestino. A recomendação médica é que o exame seja realizado a partir dos 45 anos, mesmo na ausência de sintomas. Exames laboratoriais, como análises de sangue e testes de sangue oculto nas fezes, também podem auxiliar na investigação.

Na rede pública de saúde de Rondônia, esses procedimentos estão disponíveis mediante avaliação inicial nas unidades básicas. Após o atendimento médico, o paciente pode ser encaminhado para consultas especializadas ou exames em unidades estaduais ou na rede conveniada.

Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, o câncer colorretal ainda enfrenta barreiras relacionadas ao tabu envolvendo exames que avaliam partes íntimas do corpo. Para Rodrigo Bastos, a informação é fundamental para superar esse obstáculo. Ele afirma que o preconceito ou a vergonha relacionados aos exames precisam ser superados, já que a prevenção é considerada a forma mais eficaz de evitar complicações.

Quando diagnosticado precocemente, o câncer de intestino apresenta diversas possibilidades terapêuticas. Entre elas estão quimioterapia, radioterapia, procedimentos realizados por colonoscopia, cirurgias abertas e intervenções por técnicas robóticas.

Com informações de: Governo de Rondônia

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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