Como alguém que não é a mulher, vai representar uma mulher?
CARO LEITOR, causou repercussão a escolha de uma mulher trans – conceito atual para travesti da minha geração – para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara dos Deputados. Neste caso, estamos falando da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), eleita para presidir a referida comissão no âmbito daquela Casa de Leis. Neste caso, Erika foi eleita na forma regimental por 11 votos favoráveis e 10 votaram em branco. Como nasci diferente, tenho legitimidade para questionar e externalizar a minha opinião. A Comissão da Mulher no âmbito da Câmara dos Deputados é constituída para representar as mulheres cisgênero, ou seja, nascidas biologicamente do sexo feminino com útero, ovário, trompa, vagina original, menstruação e cólicas menstruais, que podem gerar vida, enfrentar menopausa, fazer exames ultravaginal, mamografia e outros pertinentes ao sexo feminino. Neste caso, defender a verdade biológica não é ódio, muito menos preconceito, homofobia, transfobia, discriminação ou ataque às mulheres trans, mas é reconhecer as diferenças naturais de quem nasce do sexo masculino e feminino. Tais diferenças biológicas não serão mudadas por pressão social porque nasceu do sexo masculino, mas se identifica como mulher, mesmo com uma diferença gritante na experiência de transição e histórico social.
Comissão
A Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara dos Deputados é presidida pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) e composta pela deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ) como 1ª vice-presidente; deputada federal Delegada Adriana Accorsi (PT-GO) como 2ª vice-presidente; e pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC) como 3ª vice-presidente.
Criação
A polêmica poderia ter sido evitada pela esquerda com a criação da subcomissão da mulher trans no âmbito da Comissão das Mulheres na Câmara dos Deputados. Tal iniciativa evitaria a polêmica e desgaste dos partidos de esquerda num país marcado pelo analfabetismo funcional-político e fortemente polarizado ideologicamente.
Opinião
A minha opinião coincide com a da mulher trans e jornalista Victoria Bacon. Em vídeo nas redes sociais, Bacon, que também é professora de língua portuguesa na rede estadual de ensino, questionou a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão das Mulheres da Câmara dos Deputados.
Diferenças
A mulher trans e jornalista Victoria Bacon evidenciou no vídeo postado nas redes sociais as diferenças biológicas existentes entre as mulheres cisgênero e as mulheres trans. Por sua vez, defendeu a criação da subcomissão da mulher trans no âmbito da Comissão das Mulheres na Câmara dos Deputados.
Alvo
O apresentador de televisão Ratinho será alvo de uma ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF) por falas consideradas transfóbicas contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) durante o Programa do Ratinho exibido na noite de quarta-feira (11) no SBT.
Processado
Neste caso, Ratinho será processado pelo MPF por falar a verdade em relação às diferenças biológicas entre as mulheres cisgênero e mulheres trans, bem como questionar a representatividade política da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) na presidência da Comissão das Mulheres da Câmara dos Deputados.
Representatividade
A jornalista baiana Jéssica Senra se manifestou nas redes sociais sobre o conceito de representatividade e explicou por que considera a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) a representa politicamente. Segundo Jéssica, sexo é uma categoria biológica e ser mulher é uma construção social, ou seja, ser mulher é uma definição social.
Posicionou
Nenhum parlamentar federal e estadual rondoniense se posicionou contra ou a favor em relação à eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara dos Deputados. Quem sabe nas sessões da semana que se inicia, algum parlamentar vai se posicionar sobre a polêmica.
Secreto
A coluna parabeniza Kléber Mendonça, Wagner Moura, todo o elenco e profissionais do filme O Agente Secreto, por fazer história novamente no cinema mundial. Contudo, mais importante do que o Oscar é despertar o orgulho de ser brasileiro em uma nação inteira pelo cinema, esporte e a cultura em si.
Encontro
O Clube Vera Cruz em Ji-Paraná foi palco do encontro estadual do Partido Liberal (PL) realizado no sábado (14) para anunciar o lançamento da chapa majoritária da legenda bolsonarista no âmbito estadual e a filiação de parlamentares federais e estaduais que aproveitaram a janela partidária para trocar de partido. Alguns foram recebidos com elogios e outros com ressalvas.
Acompanhado
O Encontro do PL no sábado (14) em Ji-Paraná contou com a presença do presidenciável da legenda, o filho zero um do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Flávio chegou acompanhado em solo rondoniense do presidente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto, e do senador bolsonarista, Rogério Marinho (PL-RN).
Atraiu
O Encontro do PL em Rondônia lotou o Clube Vera Cruz, atraiu a militância bolsonarista e contou com a presença de pré-candidatos a deputados federais e estaduais, seis prefeitos do PL, vice-prefeitos e vereadores da legenda bolsonarista. Além de representantes políticos de outras siglas partidárias, lideranças empresariais, religiosas, movimentos sociais e comunitários.
Lançamento
O Encontro do PL de Rondônia serviu para o lançamento da pré-campanha do senador Marcos Rogério (PL) ao governo de Rondônia. Confirmar o nome do agropecuarista Bruno Scheid do Bolsonaro como pré-candidato a senador. Bem como receber a filiação do deputado federal Fernando Máximo ao PL e confirmá-lo como pré-candidato a senador pela legenda bolsonarista.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
Máximo
O deputado federal Fernando Máximo, visivelmente emocionado, abriu o seu discurso fazendo uma oração pelo restabelecimento da saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na sua fala, Máximo reforçou o compromisso com as pautas conservadoras e o seu interesse em defender os interesses de Rondônia no âmbito do Senado Federal.
Scheid
O vice-presidente estadual do PL, agropecuarista Bruno Scheid do Bolsonaro, discursou no Encontro Estadual do PL como pré-candidato a senador da legenda bolsonarista. Bruno, pela primeira vez, falou para um grande público presente, defendendo pautas conservadoras e, certo momento, se dirigiu às mulheres, afirmando o seu compromisso em defesa das pautas da família e da vida.
Rogério
O senador Marcos Rogério (PL) se emocionou depois que assistiu a um vídeo com a sua história de vida, chegando a chorar. Em seguida, discursou para milhares de pessoas presentes, dizendo que estava preparado para resolver os gargalos do estado, em especial, no tocante à saúde, educação, infraestrutura, ambiental e segurança pública.
Flávio
O presidenciável do PL, filho zero um do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), fez um discurso reafirmando o seu compromisso com as pautas conservadoras caso seja eleito presidente do Brasil e na defesa intransigente pela liberdade do seu pai e dos envolvidos no 8 de janeiro. Segundo Flávio: “nem que para isso eu precise ir às últimas consequências”.
Aproveitou
O deputado federal Lúcio Mosquini aproveitou a janela partidária para deixar o MDB e ingressar de vez no PL. Contudo, Lúcio é visto como esquerdista oportunista pelos bolsonaristas raízes. Para o bolsonarismo, Lúcio quer usar a legenda bolsonarista para se reeleger e depois pular fora, como fez a deputada federal Silvia Cristina (PP) quando trocou o PDT pelo PL nas eleições de 2022.
Filiação
O Encontro do PL em Ji-Paraná também serviu para receber a filiação dos deputados estaduais Alan Queiroz, Luizinho Goebel e Dra. Taissa Souza. Neste caso, o Podemos perdeu sua bancada na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO). Além disso, a chegada de Alan, Luizinho e Taissa foi comemorada pelos dirigentes estaduais do PL e pela militância bolsonarista.
Ingressaram
O União Brasil também teve baixa com a filiação do deputado estadual Ezequiel Neiva ao PL. Outro que teve baixa foi o PSD com a saída do deputado estadual Nim Barroso para o PL. Para completar a troca de legenda, o deputado estadual delegado Lucas Torres trocou o PP pelo PL. Neste caso, seis deputados estaduais ingressaram no PL.
Maior
O PL deve perder o deputado estadual Eyder Brasil para o Podemos ou PSD. Já o deputado estadual Jean Mendonça permanece no PL. Portanto, com a entrada de seis deputados estaduais e a permanência de Jean na legenda, a sigla bolsonarista conta agora com sete deputados estaduais, sendo a maior bancada na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO).
Convite I
Em diálogo com a coluna, o deputado federal Maurício Carvalho (União) e o presidente estadual do União Brasil no âmbito estadual, Júnior Gonçalves, afirmaram que reforçaram o convite ao prefeito de Vilhena, Delegado Flori, para assinar ficha de filiação no União Brasil. Flori atualmente é filiado ao Podemos do prefeito Léo Moraes (Podemos).
Convite II
O prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos), também recebeu convite da presidente estadual do partido Progressista (PP), deputada federal Silvia Cristina, para assinar ficha de filiação. Caso Flori se filie ao União ou PP, disputaria o governo de Rondônia pela federação partidária União Progressista.
Alagada
O prefeito Léo Moraes (Podemos) e o secretário de Saúde Jaime Gazola foram duramente criticados nas redes sociais por conta da inauguração da nova UPA da Zona Leste no sábado (14), localizada no bairro Marcos Feire, porque no mesmo dia, o equipamento ficou alagado mediante o forte temporal e erros de engenharia.
Motivos
O vereador Nilton Souza (PSDB) subiu um vídeo nas redes sociais evidenciando os reais motivos da alagação da UPA da Zona Leste no mesmo dia em que foi inaugurada. Segundo Nilton, erros de engenharia da construtora permitiram o alagamento com o forte temporal. Agora, cabe à SEMUSA cobrar da empresa a correção dos erros de engenharia com urgência.
Sério
Falando sério, representatividade é a presença proporcional e a participação ativa de diferentes grupos sociais (gênero, raça, sexualidade) em espaços de poder e de tomada de decisões, garantindo que suas pautas sejam ouvidas. Ela é fundamental para a construção de identidade, autoestima, inclusão, combate a estereótipos e permite que os indivíduos se reconheçam no convívio em sociedade, validando suas experiências e incentivando a ideia de que “podem chegar lá”, essencial para uma sociedade equitativa.

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