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HEPATITES VIRAIS
Governo de Rondônia intensifica vigilância das hepatites na fronteira e amplia atendimento em Guajará-Mirim

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Ações integradas envolveram instituições brasileiras e bolivianas, com foco em população indígena e regiões de difícil acesso

Por Yan Simon - segunda-feira, 30/03/2026 - 12h53

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Porto Velho, RO – O fortalecimento das ações de vigilância e assistência às hepatites virais na região de fronteira foi ampliado em Guajará-Mirim, entre os dias 24 e 28 de março, com a realização de atendimentos clínicos, visitas técnicas e estratégias de prevenção voltadas especialmente à população indígena em condição crônica e moradores da faixa fronteiriça.

Durante o período, a coordenação estadual de hepatites virais promoveu atividades como rodas de conversa com profissionais da saúde, visitas à Unidade Básica de Saúde, à equipe de saúde prisional e ao Laboratório de Fronteira (Lafron). Também foram conduzidos alinhamentos de fluxos e monitoramento de casos, com o objetivo de melhorar a resolutividade da rede e consolidar ações contínuas de vigilância em saúde.

A integração entre instituições foi ampliada com a participação em atividades na Casa de Saúde Indígena (Casai), incluindo momento cultural realizado no dia 27. No dia seguinte, houve acompanhamento dos atendimentos no Serviço de Atendimento Especializado (SAE) do município. As ações reforçaram o trabalho do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Porto Velho, que organizou, ao longo da semana, atendimentos voltados a pacientes indígenas em tratamento contínuo acolhidos pela unidade.

O coordenador do DSEI, Isac Wajuru, acompanhou as atividades e destacou, em avaliação, que a articulação entre os serviços é necessária para assegurar a continuidade do cuidado. Segundo ele, a unidade funciona como ponto de apoio durante exames, consultas e tratamentos.

De acordo com o médico pesquisador da Fiocruz/Cepem, Juan Villalobos, a região apresenta características epidemiológicas específicas, com histórico de alta incidência de hepatites B e D entre povos indígenas. Ele apontou que a ampliação da vacinação e das ações preventivas alterou esse cenário e que iniciativas como a realizada contribuem para compreender a evolução da doença e qualificar a assistência.

A cooperação internacional também foi destacada durante a mobilização. O médico Wilson Flores, do Centro Regional de Vigilância, Informação e Referência em DST/HIV/AIDS e Hepatites Virais da Bolívia, ressaltou que a troca de experiências entre os países e a aproximação com os serviços brasileiros contribuem para o aprimoramento do atendimento aos pacientes da região de fronteira.

Segundo o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o investimento na ampliação do acesso ao diagnóstico, tratamento e prevenção tem sido direcionado especialmente a áreas de difícil acesso. Ele afirmou que o reforço da vigilância em saúde na fronteira é fundamental para garantir atendimento eficiente à população.

As ações contaram com a participação de diversas instituições, entre elas o DSEI, Casai, SAE de Guajará-Mirim, Prefeitura Municipal, Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Centro de Pesquisa em Medicina Tropical (Cepem), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Federal de Rondônia (IFRO), Laboratório de Fronteira (Lafron), Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e o Exército Brasileiro.

Com informações de: Governo de Rondônia

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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