Observatório do Crédito para o Desenvolvimento reunirá dados de financiamento direcionado e começa a operar com primeiras publicações previstas ainda em 2026
Porto Velho, RO – A estruturação do Observatório do Crédito para o Desenvolvimento (OCD) prevê a criação da plataforma ao longo do primeiro ano de funcionamento, com apoio técnico-científico de uma instituição de ensino superior ainda a ser definida. A formalização dessa parceria está prevista para maio de 2026, enquanto o início das atividades técnicas deverá ocorrer nos meses seguintes. As primeiras publicações estão programadas para serem divulgadas ainda neste ano.
O financiamento inicial do projeto será garantido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante os primeiros 12 meses. Também está prevista a participação de outras instituições que integram o Sistema Nacional de Fomento (SNF), ampliando a base de dados e a capacidade de análise do observatório.
Lançado nesta quarta-feira (1º/4), em Brasília, o OCD é resultado de uma iniciativa conjunta do BNDES e da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE). A proposta consiste na reunião e divulgação de informações relacionadas ao crédito direcionado no país, permitindo avaliações sobre seus efeitos na economia e subsidiando a formulação de políticas públicas.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
Segundo o Banco Central, o crédito direcionado envolve operações reguladas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ou vinculadas a recursos orçamentários. Esses financiamentos são voltados principalmente para investimentos de médio e longo prazos nos setores imobiliário, rural e de infraestrutura, utilizando recursos provenientes de depósitos à vista, cadernetas de poupança, além de fundos e programas públicos.
De acordo com o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, a ferramenta permitirá avaliar impactos como geração de emprego e renda, além de efeitos ambientais, incluindo a redução de emissões de gases de efeito estufa. Ele também destacou que o observatório deve estimular o debate técnico-científico com base em dados.
A presidente da ABDE, Maria Fernanda Coelho, afirmou que a iniciativa terá papel estruturante ao desenvolver metodologias para mensurar resultados econômicos, sociais e ambientais. Segundo ela, o sistema permitirá o monitoramento da eficiência do crédito e dará suporte à tomada de decisões por formuladores de políticas públicas e órgãos reguladores.
Com informações de: Agência Brasil
