O PSDB tenta se manter vivo no cenário político brasileiro
CARO LEITOR, em dia de #tbt e depois de quase sumir do mapa, o PSDB tenta se manter vivo no cenário político brasileiro após perder três governadores: Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Raquel Lyra (Pernambuco) e Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul). Se ganhou ou perdeu parlamentares, saberemos na segunda-feira (06). Sob o comando de Aécio Neves, Marconi Perillo e Tasso Jereissati, a legenda tucana ganha novas filiações, que, se vitoriosas nas eleições de 2026, podem alavancar o partido no Congresso Nacional, algo que parecia impossível de acontecer. O retorno de Ciro Gomes à legenda tucana, a filiação do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, e a candidatura de Marconi Perillo ao governo de Goiás podem ressignificar a importância política dos tucanos no jogo do poder em escala nacional, estadual e local.
Reestruturar
O ex-governador de Goiás e ex-presidente nacional do PSD, Marconi Perillo, até o ano passado esteve à frente da operação para reestruturar o partido, percorrendo todo o país. Inclusive esteve por Rondônia para tentar fortalecer a sigla.
Cresceu
O PSDB surgiu de um racha do MDB e cresceu rapidamente em escala nacional, estadual e local, chegando a ocupar a Presidência da República com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, eleito em primeiro turno nas eleições de 1994 e 1998.
Oposição
O PSDB foi o partido responsável pela estabilização econômica do país com o Plano Real. Além disso, é responsável pela modernização da máquina pública após a redemocratização. Os tucanos nunca ocuparam cargos nos governos do PT e sempre se mantiveram no campo da oposição ao petismo.
Perdeu
O PSDB perdeu dois grandes quadros nacionais recentemente. O ex-governador João Dória de São Paulo e o governador Eduardo Leite do Rio Grande do Sul, ambos desejavam concorrer à Presidência da República pela legenda tucana, mas foram preteridos pela cúpula nacional da legenda.
Ambiente
João Dória e Eduardo Leite não construíram um ambiente favorável dentro do PSDB para disputar a Presidência da República. Ambos deveriam ter percorrido o país, motivado as bases partidárias e se comunicado mais com a população.
Eleições
O PSDB chegou ao governo de Rondônia com Ivo Cassol nas eleições de 2002. Depois conseguiu chegar ao segundo turno para governo nas eleições de 2014 e 2018 com a candidatura de Expedito Júnior. O PSDB conquistou a prefeitura da capital com Hildon Chaves nas eleições de 2016.
Visibilidade
O PSDB em Rondônia, por quase duas décadas, ganhou visibilidade com a ex-deputada federal Mariana Carvalho. Mariana, ainda bem jovem, disputou a prefeitura na capital nas eleições de 2012 e faltou pouco para chegar ao segundo turno.
Surpreender
A jovem Mariana Carvalho, nas eleições de 2014, foi eleita deputada federal pelo PSDB e se destacou na Câmara dos Deputados, assumindo relevantes cargos na Mesa Diretora e Comissões Temáticas. Mariana não é um nome cansado na política rondoniense e ainda pode surpreender nas urnas.
Representatividade
O PSDB ganhou um fôlego com o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, quando foi lançado pré-candidato a governador no ano passado pela legenda tucana. Mas a saída de Chaves para o União Brasil deixou o partido sem representatividade política e eleitoral de peso no âmbito estadual.
Assumir
O vereador de Porto Velho, Gedeão Negreiros, deverá assumir o comando do PSDB em Rondônia nas próximas horas. Contudo, o Diretório Executivo Estadual anotado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE/RO), continua sob o comando do ex-prefeito Hildon Chaves, agora filiado no União Brasil.
Zumbi
O caminho do PSDB em Rondônia é semelhante ao de outras siglas. Para não desaparecer e se tornar uma legenda “zumbi”, o partido precisa atingir a cláusula de barreira. Em Rondônia, a sigla tucana, bem como as outras legendas, precisa entregar 25 mil votos aos Diretórios Nacionais dos partidos.
Consulta
O ex-senador Acir Gurgacz, atualmente filiado ao PDT, fez uma consulta à Justiça Eleitoral com base nas mudanças da Lei da Ficha Limpa. A condenação sofrida por Acir em fevereiro de 2018, segundo parecer do procurador regional eleitoral Leonardo Caberlon, está prescrita.
Abandonar
Acir Gurgacz está elegível e deverá concorrer a uma vaga ao Senado. Entretanto, deverá deixar o PDT, ou seja, abandonar o campo da esquerda em Rondônia devido à forte polarização ideológica. Acir é um candidato competitivo e sua filiação ao Republicanos fortalecerá a chapa majoritária da federação UPB encabeçada por Hildon Chaves. O convite partiu do deputado federal Maurício Carvalho (União).
Registrado
Falando em UPB, o Diretório Estadual da Federação Partidária União Progressista (UPB) em Rondônia ainda não foi registrado no TRE/RO. Contudo, mesmo autorizada pelo TSE, nenhum Diretório Estadual da UPB está registrado no âmbito nacional.
Renuncia
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
++++
O pré-candidato a governador, Adailton Fúria (PSD), renuncia hoje (02) ao mandato de prefeito de Cacoal, no seu lugar, assume o vice-prefeito Tony Pablo (PSD). A solenidade está marcada para iniciar a partir das 19h na Câmara Municipal da Capital do Café. O evento contará com a presença do governador Coronel Marcos Rocha (PSD) e outras lideranças políticas.
Parabeniza
A coluna parabeniza o deputado estadual Cássio Góes (PSD). Certa vez, em Brasília, Cássio me disse como começou o projeto político Fúria. Cássio é um visionário e naquela conversa no passado, me disse que Adailton Fúria chegaria a governar os destinos dos rondonienses. Agora é esperar o desenrolar da campanha e os resultados das urnas.
Demonstra
O governador Coronel Marcos Rocha (PSD) afirma que ficará no governo, mas demonstra que pode receber uma ligação do telefone vermelho do céu e renunciar o mandato para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados ou Senado. Rocha, candidato a deputado federal, poderá ser um campeão de votos e bagunçará a nominata de federal de muitos partidos adversários.
Sacrificará
Caso o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) decida ficar e não renunciar o mandato no sábado (04), último dia para descompatibilização para ficar apto a concorrer a um cargo eletivo, ele se sacrificará por muita gente. A pergunta é: quem se sacrificará por ele no futuro quando estiver recebendo os oficiais de justiça para responder questões ligadas aos atos administrativos ligados à sua gestão?
Escudo
Um gabinete parlamentar serve de para-choque para muitas armadilhas e de escudo para adversários ardilosos e ressentidos. O governador Coronel Marcos Rocha (PSD), sem mandato e mesmo sendo presidente estadual de legenda partidária, saberá o que é entrar no ostracismo político e o preço do sacrifício. Depois vai descobrir que não valeu a pena, daí Inês é morta. O que vale em política é mandato.
Debate
No debate de ontem (01) nos estúdios da rádio Conecta 107,9 FM de Porto Velho, o ex-governador Daniel Pereira me perguntou por que tenho tanta admiração pelo governador Coronel Marcos Rocha (PSD). A resposta foi rápida: os R$ 100 milhões investidos em Nova Mamoré por meio de emenda parlamentar dos deputados estaduais.
Sérgio I
É preciso reconhecer e elogiar a conduta serena do vice-governador Sérgio Gonçalves (União) mediante o silêncio aos ataques sofridos ao ser chamado de traidor pelo governador Coronel Marcos Rocha (PSD) e a primeira-dama Luana Rocha.
Sérgio II
Sérgio Gonçalves, sofrendo ataques e retaliações, se comportou com grande espírito público. Em nenhum momento, ele devolveu farpas, pelo contrário, deu a outra face para apanhar ao declarar publicamente que Rocha é o seu candidato a senador e Luana a sua deputada federal.
Pimentel
Em conversa com a coluna, o ex-deputado estadual Williames Pimentel, ocupando atualmente a Diretoria de Operações da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), confidenciou à coluna que não disputará cargos eletivos nas eleições deste ano.
Enfrentar
Williames Pimentel disse que não tem condições de sacrificar o seu patrimônio pessoal e sua família para enfrentar campanhas milionárias para deputado estadual ou federal. Ou seja, campanhas riquíssimas que o eleitor se deixa seduzir.
Brilhante
O currículo de Williames Pimentel é invejável. Ele já foi diretor da Funasa, secretário de Estado de Saúde de Rondônia e do município de Porto Velho. Ocupou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO) por um curto período e fez uma brilhante atuação parlamentar.
Protagonizou
Como diretor da AgSUS, recentemente, Williames Pimentel protagonizou alguns encontros com o presidente Lula (PT) e o ministro da Saúde Alexandre Padilha. Pimentel defende o fortalecimento da atenção primária em saúde, em especial, para quem vive nas franjas urbanas e áreas rurais.
Pezinho
A vice-prefeita Magna dos Anjos, fora do Podemos do prefeito Léo Moraes, está com um pezinho no partido Novo para concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO). Magna vai para o desafio das urnas e deverá revelar o seu potencial de votos.
Dividida
Falando em pezinho, a ex-deputada estadual Cássia dos Muletas segue dividida entre o Avante e o Republicanos para retornar à Assembleia Legislativa de Rondônia. Cássia tem grandes chances de vencer no Avante, já no Republicanos, deverá servir de escadinha.
Sério
Falando sério, o PSDB atravessa uma crise histórica de desintegração, marcada por perdas drásticas de representatividade política e eleitoral em escala nacional, estadual e local. O partido que governou São Paulo por mais de duas décadas e a debandada de lideranças enfrenta risco de extinção caso não sobreviva às eleições de 2026.

[Saiba como o Informa Rondônia seleciona seus colunistas e especialistas convidados]




