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INFLAÇÃO
Mercado projeta inflação de 4,36% em 2026 e mantém expectativa de crescimento em 1,85%

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Boletim Focus aponta quarta alta seguida na previsão do IPCA, enquanto projeções para Selic e PIB permanecem estáveis

Por Yan Simon - segunda-feira, 06/04/2026 - 11h40

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Porto Velho, RO – A projeção de crescimento da economia brasileira foi mantida em 1,85% para este ano, segundo estimativas divulgadas no Boletim Focus desta segunda-feira (6). O levantamento reúne expectativas de instituições financeiras e é publicado semanalmente pelo Banco Central.

Ao mesmo tempo, a previsão para a inflação oficial do país registrou nova elevação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,31% para 4,36%, marcando a quarta semana consecutiva de alta. Apesar disso, o índice permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, fixada em 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O cenário inflacionário recente inclui a aceleração observada em fevereiro, quando o índice mensal atingiu 0,7%, influenciado principalmente pelos grupos de transportes e educação. Em janeiro, o resultado havia sido de 0,33%. No acumulado de 12 meses, houve recuo para 3,81%, ficando abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. O resultado de março, que pode refletir efeitos do conflito no Oriente Médio, será divulgado pelo IBGE na quinta-feira (9).

Para os anos seguintes, as projeções indicam estabilidade com leves ajustes. Em 2027, a estimativa da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Já para 2028 e 2029, os percentuais esperados são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

A taxa básica de juros, a Selic, permanece como principal instrumento do Banco Central para controle da inflação. Atualmente em 14,75% ao ano, a taxa foi reduzida em 0,25 ponto percentual na última reunião do Comitê de Política Monetária. A decisão ocorreu após um período de elevações consecutivas entre setembro de 2024 e junho de 2025, seguido de estabilidade nas reuniões seguintes.

Diante das incertezas associadas ao cenário internacional, especialmente no Oriente Médio, o Banco Central admite a possibilidade de reavaliar o ritmo de redução da Selic. O próximo encontro do Copom está previsto para os dias 28 e 29 de abril.

As expectativas do mercado para a taxa básica indicam manutenção em 12,5% ao ano ao final de 2026. Para 2027 e 2028, as projeções são de queda para 10,5% e 10%, respectivamente, com estimativa de 9,75% em 2029.

No mercado de câmbio, a previsão para o dólar ao fim deste ano foi mantida em R$ 5,40. Para 2027, a expectativa é de que a moeda norte-americana atinja R$ 5,45.

Já em relação ao desempenho recente da economia, o Brasil registrou crescimento de 2,3% em 2025, conforme dados do IBGE. O resultado foi impulsionado por todos os setores, com destaque para a agropecuária, e marcou o quinto ano consecutivo de expansão.

Com informações de: Agência Brasil

AUTOR: YAN SIMON (DRT 2240/RO) – LinkedIn





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