Medida segue alerta da ANP diante da crise energética internacional e já foi aplicada em operação recente com descarga de gasolina
Porto Velho, RO – A movimentação de navios com combustíveis passou a receber prioridade no Porto de Santos como estratégia para reduzir riscos de desabastecimento em São Paulo. A decisão foi adotada após alerta técnico da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que apontou possibilidade de impacto no fornecimento devido à crise energética internacional provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã.
A aplicação da medida já ocorreu no fim de março, quando o navio MH Ibuki teve preferência para atracação. Na ocasião, foram descarregadas 17.974 toneladas de gasolina tipo A no Terminal da Graneis Líquidos da Alamoa (Tegla), volume equivalente a cerca de 600 caminhões-tanque.
A embarcação, de origem japonesa e sob bandeira do Panamá, realiza transporte de combustível a partir da Refinaria de Mataripe, operando por meio do Terminal de Madre de Deus, na Bahia. Atualmente, o navio iniciou uma nova viagem com destino a Santos, com previsão de chegada no dia 12.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
++++
Caso não houvesse prioridade, a embarcação teria que aguardar na fila junto a mais de dez navios que transportam combustíveis e gás, à espera de liberação para descarga. A Autoridade Portuária de Santos informou que, no momento, todas as vagas destinadas a esse tipo de operação estão em funcionamento e o fluxo segue dentro da normalidade.
A priorização segue normas específicas que permitem tratamento diferenciado em situações emergenciais, como acidentes com tripulantes ou necessidade de reparos imediatos. Também pode ocorrer por decisão administrativa baseada no interesse público. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, esse mesmo critério foi utilizado em 2024 para agilizar o envio de doações ao Rio Grande do Sul durante as enchentes.
O Porto de Santos concentra cerca de 30% da movimentação da balança comercial brasileira, sendo estratégico para importações e exportações, especialmente em momentos de instabilidade no cenário internacional.
Com informações de: Agência Brasil
