Senador afirmou em entrevista que enfrentará novamente a estrutura estadual, defendeu descentralização da saúde e confirmou aliança com Léo Moraes e Rodrigo Camargo
Porto Velho, RO – O senador Marcos Rogério afirmou que pretende executar o hospital de urgência e emergência de Porto Velho caso seja eleito governador de Rondônia em 2026. Durante entrevista ao programa Povo na TV, conduzido por Meiry Santos, ele disse que a unidade é uma necessidade da população e sustentou que a dificuldade para tirar o projeto do papel não esteve relacionada à falta de dinheiro, mas a problemas de gestão, liderança e planejamento.
Segundo Marcos Rogério, o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia chegou a disponibilizar recursos para a obra, enquanto o governo estadual também possuía previsão financeira para executar o hospital. O senador afirmou que o Estado optou por não utilizar o recurso inicialmente colocado à disposição e adotou outro modelo de contratação, identificado na entrevista como BTS, em formato de parceria público-privada. “Não vamos tentar, nós vamos fazer”, declarou.
A saúde ocupou parte central da entrevista. Marcos Rogério afirmou que Rondônia enfrenta problemas estruturais e gerenciais e defendeu que as filas da regulação não sejam tratadas apenas como números. Ele citou casos de famílias que recorrem a rifas e arrecadações para custear exames e cirurgias particulares, além da situação de um morador de Itapuã, identificado como Seu Levi, que teria passado por cirurgia de coluna e continuava sem acompanhamento posterior com especialista.
O senador também defendeu a descentralização dos atendimentos. Segundo ele, cerca de 70% dos casos encaminhados para Porto Velho, especialmente ao João Paulo II e ao Hospital de Base, poderiam ser resolvidos no interior. Marcos Rogério citou hospitais municipais em Cerejeiras, Seringueiras e Rolim de Moura, além da possibilidade de convênios com municípios, complementação da tabela do SUS pelo governo estadual e uso de carretas de saúde para ampliar atendimentos regionais.
Ao tratar da atuação da bancada federal, Marcos Rogério afirmou que os recursos foram direcionados principalmente aos municípios, com investimentos em Machadinho do Oeste, Ariquemes, Ji-Paraná, Vilhena e Ouro Preto do Oeste. Em relação ao governo estadual, disse que a administração não abriu espaço para atuação conjunta e não conseguiu executar recursos enviados ao Estado. “O Estado nunca abriu a porta para a bancada”, afirmou.
Na área econômica, o senador declarou que Rondônia tem solo produtivo, água disponível e população trabalhadora, mas enfrenta entraves burocráticos. Ele citou produtores rurais e comerciantes que, segundo relatou, fazem investimentos e planejamentos, mas encontram dificuldades para obter licenças, autorizações e outorgas. Para Marcos Rogério, desenvolvimento econômico e preservação ambiental devem ser conduzidos com equilíbrio.
Questionado sobre o campo político da disputa estadual, Marcos Rogério afirmou que o PL ocupa sozinho o espaço da direita entre os nomes atualmente colocados para concorrer ao Governo de Rondônia. Ele disse que há pré-candidatos de centro e de esquerda, mas sustentou que, com perfil ideológico de direita, o único nome seria o dele.
O senador afirmou que está percorrendo o estado para apresentar novamente sua pré-candidatura. Ele comparou o cenário de 2026 com a eleição de 2022, quando disputou o governo contra o atual governador, que tentava a reeleição, e disse que enfrentará novamente a estrutura estadual, agora representada por um nome de continuidade da atual administração.
Marcos Rogério também confirmou que o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, anunciou apoio do Podemos à sua pré-candidatura e indicou o deputado Delegado Rodrigo Camargo para compor a chapa como vice. O senador disse que a aliança reúne capital e interior e reconheceu que já houve enfrentamentos políticos anteriores com Léo Moraes, mas afirmou que a parceria atual foi construída em torno de objetivos administrativos para Rondônia.
Na parte final da entrevista, Marcos Rogério declarou apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Ele afirmou acreditar em mudança no comando do governo federal, mas disse que, mesmo em outro cenário, governaria Rondônia buscando recursos por meio da bancada federal.
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