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FALANDO SÉRIO
Flori anuncia abono inédito de R$ 1 mil; Hildon continua isolado; e PL suspende salário de Bolsonaro

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Quem assume a liderança da extrema-direita após a prisão de Bolsonaro?

Por Herbert Lins - sexta-feira, 28/11/2025 - 15h42

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CARO LEITOR, quem segue a presente coluna, sempre evidenciamos a diferença entre direita, centro-direita e extrema-direita. No Brasil, a extrema-direita é liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), cuja prisão gerou um impacto direto nas eleições de 2026. Neste caso, quem disputa o espólio político do presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) é, primeiramente, a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro (PL-DF), seguido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), e os filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Vale salientar que Tarcísio tinha uma reeleição certa em São Paulo, mas quando passou a defender o tarifaço do presidente Donald Trump (Republicanos-SP) ao Brasil, abalou a sua popularidade. Tarciso esqueceu que o paulista e o paulistano são patriotas, por sua vez, defendem com unhas e dentes a indústria e o agronegócio brasileiro com orgulho. O filho Eduardo deseja ser o herdeiro do legado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), mas dificilmente conseguirá. Ele não é Epitácio Pessoa para ser eleito presidente da República morando fora do Brasil, os tempos são outros. Flávio Bolsonaro é o nome mais ligado ao pai e considerado o mais moderado dentro do clã Bolsonaro, porém, derreteu nas falas desastrosas defendendo o tarifaço de Trump ao Brasil. Carlos Bolsonaro não se enquadra como herdeiro por conta da sua “solteirice” e devaneios. Já Michelle poderia ser o nome ideal da extrema-direita devido à sua popularidade e por possuir simpatia do eleitorado evangélico. Ela não tem capacidade de articulação, mas a cúpula do PL e aliados podem fazer esse papel de articulação da candidatura de Michelle à presidência da República.

Goza

Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) precisam compreender que quem tem a chave do cofre do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) é o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto. Quem goza da simpatia de Valdemar é a ex-primeira dama, que já sinalizou diversas vezes para Michelle ser ungida como candidata à Presidência da República.

Imagem

Nas eleições de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) recorreu à imagem de Michelle Bolsonaro (PL-DF) para suavizar a sua imagem. Os discursos de Michelle, por mais que tenham sido ensaiados nos grandes comícios de campanha de Bolsonaro, significaram um peso político no eleitorado feminino, em especial, no público-alvo evangélico.

Viável

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), para se tornar uma candidata viável da extrema-direita à Presidência da República, precisa fazer um intensivão de economia, políticas públicas, relações diplomáticas e comércio exterior. Temas que o presidente Lula (PT-SP) domina muito bem e Michelle precisa dominar para enfrentá-lo nos debates de televisão. Além disso, preparar um plano de governo, estudá-lo e defender suas propostas na pré-campanha.

Salário

Falando em economia, o Partido Liberal (PL), decidiu suspender o salário de R$ 33.873,67 (líquido) e todas as atividades partidárias do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) após a confirmação do STF de sua prisão. A medida atinge diretamente o vínculo político que Bolsonaro mantinha com a sigla desde 2023, quando assumiu o posto de presidente de honra.

Desafio

A direita e centro-direita contam com os nomes dos governadores Ratinho Júnior (PSD-PR), Eduardo Leite (PSD-RS) e Romeu Zema (Novo-MG). O grande desafio para todos eles é romper com o bolsonarismo, ou seja, deixar de seguir a reboque da extrema-direita, se posicionar como candidato da direita democrática à Presidência da República e sair pelo Brasil afora se apresentando como alternativa de enfrentamento ao presidente Lula (PT-SP) nas eleições de 2026.

Reassumiu

O ex-governador e ex-senador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB-MG), hoje deputado federal, reassumiu a presidência nacional do PSDB na tarde de ontem (27), atribuindo a derrocada do partido à polarização entre o presidente Lula (PT-SP) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos reflexos da Operação Lava Jato, que acusou alguns dos principais líderes do partido.

Ressentimento

Aécio Neves, na verdade, foi o grande responsável pela derrocada do PSDB quando protagonizou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT-MG) mediante o ressentimento da derrota na corrida presidencial nas eleições de 2014. Além disso, quando foi alvo da delação premiada do empresário Joesley Batista, da JBS. Os processos contra Aécio foram arquivados anos depois, assim como a quase totalidade de investigações decorrentes da Lava Jato.

Sabotou

Nos bastidores do PSDB, Aécio Neves levou o partido ao fundo do poço quando sabotou a candidatura à presidência da República do ex-governador de São Paulo, João Dória, e do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Dória se retirou do PSDB e da vida pública, Leite reconquistou o governo gaúcho e trocou o PSDB pelo PSD. Na atualidade, o PSDB conta apenas com o ressentido e golpista Aécio para oxigenar o partido e tirá-lo do ostracismo no jogo do poder.

Reunido

O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), antes do evento de posse do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) na presidência nacional do PSDB, acompanhado do deputado federal Thiago Flores (Republicanos-Ariquemes), esteve reunido com o próprio Aécio e o ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB-GO). Na pauta, sucessão estadual e nominata de deputado federal do PSDB em Rondônia.

Foguete I

O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB-Porto Velho), ao se aproximar do deputado federal Thiago Flores (Republicanos-Ariquemes), tenta sair do labirinto do isolamento político como tentativa de construir uma chapa majoritária e a nominata de deputado federal para as próximas eleições. Já Flores procura um caminho para sua reeleição e vale lembrar que o seu foguete dá ré igualzinho ao do Elon Musk.

Foguete II

Por que o foguete do deputado federal Thiago Flores (Republicanos-Ariquemes) dá ré? Nas eleições de 2022, Flores participou em Recife, capital de Pernambuco, do Encontro Nacional do Avante, lá pegou na mão do presidente nacional do partido, deputado federal Luis Tibé (Avante-MG), e firmou compromisso para ser candidato pela legenda. Daí, quando retornou a Rondônia, assinou a ficha de filiação com o MDB.

Momento

O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), não está no seu melhor momento para disputar a sucessão estadual do governador Coronel Marcos Rocha (União Brasil-Porto Velho). Primeiramente, por conta do isolamento político, depois por fazer parte do PSDB que conta com Aécio Neves na presidência nacional da legenda e caso Hildon dispute o governo em 2026 e chegue ao segundo turno, levará o troco da esquerda rondoniense por estar com as bênçãos daquele que liderou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT-MG) e destronou o PT do Palácio do Planalto.

Satisfação

O deputado estadual Cássio Gois (PSD-Cacoal) destacou a satisfação em participar do aniversário de Cacoal e reafirmou o compromisso com o desenvolvimento da capital do Café. Cássio destinou emendas para completar o orçamento para os festejos de aniversário da cidade, bem como para o Natal, deixando a cidade mais bonita e atrativa para turistas regionais.

Surpreendido

Na 1ª Feira AgroTec de Porto Velho, promovida pela prefeitura da capital, o prefeito Léo Moraes (Podemos) deu uma invertida no vereador Marcos Combate (Agir-Porto Velho). Combate, ao tentar pressionar Léo sobre uma suposta viagem ao Peru, acabou surpreendido pela postura tranquila e transparente do prefeito, que entrou na transmissão ao vivo na live respondendo tudo na hora e ainda pediu permissão para postar a live usando o celular do próprio vereador, deixando Combate visivelmente sem graça.

Historinha

No podcast Resenha Política com o jornalista Robson Oliveira, o pré-candidato a governador, prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD-Cacoal), disse ter resolvido o problema da saúde da capital do café. Fúria também alfinetou o deputado federal Fernando Máximo (União Brasil-Porto Velho), dizendo que ele, à frente da saúde estadual, só conta historinha e não estancou os problemas crônicos e nefrálgicos da pasta. Vale a pena conferir o podcast disponível no jornal eletrônico Rondônia Dinâmica.

Saúde

Falando em saúde, entre a nova safra de prefeitos que desponta na resolução dos problemas da saúde pública local, destaco o prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro (Podemos-Vilhena). Ele resolveu o gargalo do Hospital Regional com a terceirização, segue reformando e ampliando a UPA. Flori também reformou e já entregou todas as UBS na cidade e na área rural. Além disso, está construindo a central de regulação do SAMU e a maior UBS da Região Norte – porte 5, só existem 25 dessas no país.

Azul

A Prefeitura de Vilhena segue com as contas no azul devido a gestão austera do prefeito Flori Cordeiro (Podemos-Vilhena) com os recursos públicos. Reconhecendo o esforço dos servidores públicos para deixar o cofre municipal no azul, Flori está negociando recomposições salariais com o Sindicato e anunciou um inédito abono extraordinário de R$ 1.000,00 para todos os servidores, sem exceção, como forma de agradecimento pelo esforço conjunto.

Suframa

A Suframa realizou no auditório do Sebrae Rondônia, em Porto Velho, a abertura da última edição de 2025 da Jornada de Integração Regional e Interiorização do Desenvolvimento. O evento visa fortalecer o desenvolvimento regional e ampliar o acesso às políticas da Zona Franca de Manaus na Amazônia Ocidental. A coluna parabeniza o anfitrião do evento, diretor-executivo do Sebrae, José Alberto Anísio, e o coordenador regional da Suframa em Porto Velho, Waldemar Cavalcante, pela organização e sucesso do evento.

Ampliar

O vereador Pedro Geovar abriu conversa com o partido Avante para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO) nas eleições do próximo ano. Pedro tem feito um mandato de excelência na Câmara Municipal de Vereadores de Porto Velho e deseja ampliar o seu raio de atuação política. Para isso, ele conta com um segmento de eleitores da sua classe de policiais civis.

Sério

Falando sério, o cenário segue muito embaralhado e ninguém se viabiliza como candidato competitivo à Presidência da República sem o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Todos os nomes da direita e centro-direita acovardados. Ou talvez, com medo dos ataques dos filhos de Bolsonaro, em especial, de Eduardo Bolsonaro. Por isso, o vácuo deixado pelo ex-presidente abre uma competição entre potenciais herdeiros de seu eleitorado, disputado por governadores da direita, seus filhos e sua mulher, Michelle Bolsonaro (PL-DF).

AUTOR: HERBERT LINS





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