Texto publicado neste sábado (29) analisa fragmentação da direita, encolhimento da esquerda e papel do eleitor progressista nas eleições estaduais
Porto Velho, RO – O site Rondônia Dinâmica publicou neste sábado (29) um editorial que discute o peso do voto de esquerda nas eleições para o Governo de Rondônia em 2026. Sob o título “Voto da esquerda é o ‘santo graal’ para chegar ao Governo de Rondônia em 2026”, o texto sustenta que o eleitorado progressista, embora minoritário, pode definir o resultado da disputa em um cenário de fragmentação da direita no estado.
De acordo com o editorial, as eleições de 2026 em Rondônia “já não se desenham como batalha ideológica, mas como um exercício de matemática”. O texto afirma que fatores como conservadorismo, retórica anticorrupção e agronegócio seguem relevantes, mas aponta o voto da esquerda como elemento decisivo no desfecho do segundo turno. “O voto progressista virou prêmio cobiçado: quem o conquistar, governa”, registra um dos trechos.
O editorial relembra que Rondônia foi o único estado do país onde Jair Bolsonaro venceu Luiz Inácio Lula da Silva em todos os 52 municípios nas eleições de 2022, alcançando 70,66% dos votos no segundo turno. Mesmo nesse contexto, o texto aponta que a fatia de eleitores de perfil progressista, estimada entre 20% e 30% conforme o pleito, teria se tornado uma “balança” capaz de definir quem assume o Palácio Rio Madeira quando há divisão interna no campo conservador.
Como exemplo, o editorial menciona a eleição de 2022 para o governo estadual, quando Marcos Rocha foi reeleito diante do senador Marcos Rogério. O texto atribui o resultado à migração de parte do eleitorado de esquerda para Rocha na fase final da campanha, entendendo-o como opção considerada menos radical em comparação ao adversário. O editorial afirma que, naquele pleito, “não foi o eleitorado bolsonarista que lhe faltou; foi o progressista”.
O material também cita cenários envolvendo outros nomes cotados para 2026. O deputado federal Fernando Máximo (União Brasil) é descrito no texto como um político que dialoga com o campo conservador sem adotar integralmente a retórica da extrema-direita, podendo se tornar alternativa para eleitores progressistas em determinadas configurações de segundo turno. O prefeito de Cacoal, Adaílton Fúria (PSD), é apontado como outro potencial protagonista, em razão de sua reeleição expressiva no município e de um discurso voltado ao desenvolvimento.
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O editorial ainda faz referência ao ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB), apresentado como um nome de perfil moderado, visto como possível destinatário do voto progressista em eventual disputa estadual, e menciona figuras tradicionais da política rondoniense, como Ivo Cassol (PP) e o senador Confúcio Moura (MDB), dentro de um quadro mais amplo de fragmentação do campo conservador.
Ao longo do texto, o Rondônia Dinâmica reforça a ideia de que o eleitorado de esquerda, mesmo reduzido, teria se tornado uma “minoria decisiva”, com potencial para definir quem governa o estado em 2026. O editorial conclui que o resultado da próxima eleição dependerá da capacidade dos candidatos de dialogar com esse segmento e de se apresentarem como opção considerada menos hostil por esse grupo de eleitores.
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Voto da esquerda é o “santo graal” para chegar ao Governo de Rondônia em 2026




