Evento apresenta soluções desenvolvidas a partir de demandas do campo em Porto Velho
Porto Velho, RO – A etapa final da Madeira Agro Spark ocorreu no sábado (29), no Prédio do Relógio, reunindo produtores, estudantes, técnicos, empreendedores e representantes do setor. A maratona exibiu projetos formulados a partir de necessidades identificadas no próprio campo e organizou um diálogo direto entre inovação e atividades rurais.
Ao longo do programa, as equipes estruturaram propostas que nasceram de desafios apresentados por produtores. As etapas contemplaram escuta, cocriação e prototipagem rápida. Jovens, profissionais, startups e produtores participaram com foco em soluções aplicáveis ao cotidiano.
Os integrantes Matheus, Letícia e João Padilha relataram que a participação ampliou o entendimento sobre inovação no agro e reforçou a troca entre os grupos. Letícia, membro da equipe vencedora, afirmou que “a maratona abriu novas possibilidades para seguir na construção da solução apresentada”.
A ARDPV foi responsável pela condução da iniciativa e pela coordenação das fases da maratona. A Agência apresentou atuação direcionada ao desenvolvimento do setor rural além das atribuições de regulação, aproximando a gestão pública das demandas identificadas no campo.
A vice-presidente da ARDPV, Tânia Sena, compôs a banca avaliadora. “A Madeira Agro Spark mostra o potencial de Porto Velho para unir tecnologia e agro”, declarou. Segundo ela, a Agência mantém compromisso com políticas baseadas na escuta do produtor e na transformação de demandas em oportunidades.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
O diretor de Desenvolvimento da ARDPV, Valdir Vargas, ressaltou a relação entre as propostas e a rotina rural. “O Madeira Agro Spark cria um caminho direto entre quem produz e quem desenvolve soluções. Nosso compromisso é apoiar o setor rural e fortalecer o trabalho de quem está no campo”. Já o diretor de Regulação da Agência, Renato Muzzalon, afirmou que as soluções apresentadas “influenciam diretamente o trabalho da ARDPV e contribuem para melhorar serviços e processos ligados ao setor rural”.
A banca considerou critérios como inovação, aplicabilidade, impacto no agro local e viabilidade técnica.
O primeiro lugar ficou com a equipe Leite Bom, que recebeu prêmio de R$ 2.500 pela solução voltada à modernização e organização da captação de leite, com uso de registros digitais e segurança de dados. Em segundo lugar, o Runect ERP Agro recebeu prêmio de R$ 1.500 com a plataforma de gestão integrada para propriedades rurais. A terceira colocação foi para o Visão Agro – Visão Ro Tech House, premiada com R$ 1.000 por um sistema de monitoramento, automação e gestão territorial baseado em tecnologias acessíveis.
Também participaram as equipes Rastreabilidade da Cadeia Animal, da Olímpia Sistemas, e Mais-Feira, da Muito Verde Agrotec, que apresentaram propostas relacionadas à rastreabilidade, comercialização e organização da produção. As apresentações indicaram que Porto Velho possui ambiente favorável ao desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas ao campo.
A organização divulgou os próximos passos: as equipes vencedoras serão acompanhadas e receberão mentoria pelos próximos 30, 60 e 90 dias para avançar no desenvolvimento das propostas.
A Agrotec 2025 é realizada pela Prefeitura de Porto Velho, com apoio de Semagric, Semtel, Funcultural, ADPVH, SMCL e Sebrae.




