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MPRO apresenta ações ambientais e avalia resultados após participação na COP 30

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Instituição participou da conferência realizada em Belém para expor iniciativas contra queimadas, discutir preservação e acompanhar compromissos climáticos globais

Por Informa Rondônia - terça-feira, 02/12/2025 - 15h04

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Porto Velho, RO – A atuação do Ministério Público de Rondônia (MPRO) na COP 30 integrou painéis, debates e apresentações conduzidas ao longo do encontro realizado entre 10 e 21 de novembro, em Belém (PA). A participação ficou a cargo da promotora de Justiça Valéria Giumelli Canestrini, coordenadora do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente, que representou a instituição em agendas voltadas à governança ambiental e ao enfrentamento às mudanças climáticas.

A conferência reuniu representantes de governos, especialistas e organizações da sociedade civil para discutir temas relacionados à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. A programação incluiu debates sobre transição energética, preservação das florestas e justiça climática.

No Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público do Pará, o MPRO apresentou painel sobre ações de combate às queimadas. A instituição também participou de diálogos promovidos pelo Ministério Público do Trabalho na zona verde da conferência, discutindo efeitos da crise hídrica e dos incêndios florestais registrados em Rondônia em 2024.

Em evento organizado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), foram expostos pontos relacionados às florestas públicas não destinadas em Rondônia, incluindo ocupações irregulares, atualização cartográfica e práticas ilegais associadas ao crime organizado. A promotora Valéria Giumelli Canestrini mencionou a participação de órgãos estaduais como a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, afirmando que a cooperação institucional fortalece a imagem do Estado e estimula investimentos voltados à valorização da floresta e ao desenvolvimento sustentável.

Segundo a promotora, a conferência reforçou a necessidade de proteção ambiental. “Fortalecemos a atuação ambiental e reafirmamos que sem equilíbrio climático não teremos futuras gerações”, afirmou. Ela também relatou que, ao acompanhar painéis oferecidos no evento, observou a relevância da atuação conjunta entre instituições públicas e forças de segurança para assegurar direitos de povos tradicionais e comunidades indígenas.

A COP 30 resultou na Carta de Belém, documento que consolidou compromissos relacionados à urgência de respostas às mudanças climáticas. Entre os pontos definidos estão a transição justa para energias limpas com inclusão social, a triplicação do financiamento climático para adaptação até 2035 — com foco em países em desenvolvimento — e a Meta Global de Adaptação, estruturada em 59 indicadores destinados a monitorar setores como água, saúde e alimentação.

Também foram estabelecidas diretrizes para ampliar a participação de mulheres, povos indígenas e comunidades tradicionais nas políticas climáticas, além da criação do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre, destinado à conservação de áreas críticas como a Amazônia. Esses elementos foram alinhados pelo encontro com princípios de cidadania, justiça climática e sustentabilidade, que orientam a atuação do Ministério Público de Rondônia.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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