Produção rondoniense dirigida por Rafael Rogante será exibida na Fada Inad Espaço Cultural com recursos de inclusão e apoio da Lei Paulo Gustavo
Porto Velho, RO – A produção audiovisual rondoniense Poronga será apresentada ao público no próximo domingo, dia 28 de dezembro, às 19h, em Ji-Paraná, em uma sessão gratuita acompanhada de ação de acessibilidade. A exibição ocorrerá na Fada Inad Espaço Cultural, situada na Rua Fernandão, nº 1066, ampliando o acesso da comunidade local a uma obra de ficção desenvolvida integralmente no estado.
O curta integra uma programação viabilizada por recursos da Lei Paulo Gustavo, instituída pela Lei Complementar nº 195/2022, com execução por meio da Fundação Cultural de Ji-Paraná, além do apoio da Prefeitura Municipal e do Governo Federal. A iniciativa busca fortalecer a cadeia produtiva do audiovisual e estimular a circulação de produções independentes.
Ambientada no início do século XX, a narrativa acompanha dois seringueiros que se perdem na floresta amazônica. Isolados pela vastidão da mata, os personagens enfrentam o silêncio e o medo, enquanto a solidão transforma vínculos e sentimentos, fazendo emergir desejos até então ocultos. A história se desenvolve a partir de referências amazônicas, explorando relações humanas em um contexto marcado pelo extrativismo e pela sobrevivência.

A direção e o roteiro são assinados por Rafael Rogante, a partir de um argumento desenvolvido por Fabiano Barros. A fotografia ficou a cargo de Neto Cavalcanti, compondo uma estética cinematográfica alinhada à proposta sensível do projeto. A produção é da Conexão Norte, em coprodução com a Cena Viva.
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Artur Nestor atua como proponente do projeto e também responde pela produção executiva ao lado de João Leão. Natural de Ji-Paraná, o ator integra ainda o elenco do curta, que conta também com José Valdomiro e Jon Santana. O processo reuniu artistas de Rondônia desde a concepção até a finalização da obra, em um modelo colaborativo de realização.
Segundo o diretor, a construção do filme foi marcada por diálogo contínuo entre as equipes criativas e de produção. Ele afirmou que a parceria estabelecida desde as etapas iniciais foi determinante para a concretização do projeto e contribuiu para ampliar as possibilidades narrativas do cinema independente produzido no estado.
Na avaliação de Artur Nestor, o acesso a políticas públicas de fomento cultural teve papel central para viabilizar o trabalho coletivo. Ele ressaltou que os mecanismos de apoio existentes no município permitem que produções locais sejam desenvolvidas de forma integrada, fortalecendo parcerias e ampliando a circulação das obras em festivais.
A sessão em Ji-Paraná marca mais uma etapa da trajetória do curta, que busca alcançar novos públicos e reforçar a presença do audiovisual rondoniense em espaços culturais da região.




