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INVESTIGAÇÃO

Polícia Civil aponta rejeição amorosa como principal linha investigativa em assassinato de professora dentro de faculdade em Porto Velho

Polícia Civil aponta rejeição amorosa como principal linha investigativa em assassinato de professora dentro de faculdade em Porto Velho
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Apuração descarta relacionamento entre vítima e suspeito, nega versão sobre notas baixas e trabalha com possível feminicídio; inquérito tem prazo de 10 dias

Por Informa Rondônia - segunda-feira, 09/02/2026 - 13h03

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Porto Velho, RO – A Polícia Civil de Rondônia detalhou, em coletiva de imprensa, o andamento das investigações sobre o assassinato da professora e escrivã de polícia Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, ocorrido na última sexta-feira, 06, dentro de uma faculdade em Porto Velho. O caso teve repercussão nacional e segue sob investigação com base em provas técnicas, análise de imagens e coleta de depoimentos. Juliana era professora de Direito Penal em uma faculdade particular e também atuava como escrivã da Polícia Civil de Rondônia.

O autor do assassinato é João Cândido da Costa Júnior, de 24 anos, aluno da vítima.

Segundo as autoridades, o suspeito foi preso no mesmo dia do crime, ainda nas dependências da instituição de ensino. No momento da prisão, ele afirmou ter mantido um relacionamento amoroso com a vítima. No interrogatório formal, já na delegacia, exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio, acompanhado por advogado. Mesmo assim, policiais e testemunhas relataram de forma consistente o que ele havia dito inicialmente.

Durante a coletiva, a delegada Leisaloma Carvalho afirmou que a investigação não encontrou qualquer evidência de relacionamento entre os dois. Segundo ela, os elementos reunidos apontam que a professora havia imposto limites às investidas do suspeito. “A Polícia Civil não trabalha com ilações, nós trabalhamos com provas”, declarou. Ainda conforme a investigação, há registros de que a professora informou ao aluno que qualquer aproximação íntima violaria normas institucionais e poderia resultar em demissão.

As apurações também identificaram mensagens enviadas pelo suspeito após a professora publicar foto com o namorado nas redes sociais. Em uma delas, ele teria afirmado que havia “perdido para a concorrência”. Para a Polícia Civil, os indícios apontam para frustração decorrente da rejeição. “O que ficou levantado até o presente momento é que a vítima Juliana não teve relacionamento amoroso com o suposto infrator”, afirmou a delegada.

A corporação também descartou a versão de que o crime teria sido motivado por notas baixas ou reprovação acadêmica. O boletim escolar do suspeito foi anexado ao inquérito e, conforme a investigação, não há registro de desempenho que indicasse risco de reprovação ou prejuízo causado pela professora.

Sobre a tipificação do crime, a delegada explicou que a caracterização como feminicídio não exige relacionamento amoroso entre autor e vítima. “Para ser enquadrado no crime de feminicídio, não precisa haver uma relação amorosa com a vítima. Basta que exista sentimento de posse, menosprezo ou violência contra a mulher por ela ser mulher”, afirmou.

A investigação também detalhou aspectos do ataque. Conforme os laudos iniciais, houve lesão cardíaca e hemorragia interna extensa, levando a choque hipovolêmico e morte antes da chegada ao hospital.

No âmbito profissional, alunos ouvidos relataram que a professora mantinha postura ética e adequada em sala de aula. Juliana iniciou atividades como docente na faculdade em janeiro do ano passado e passou a lecionar para o suspeito no segundo semestre do mesmo ano, voltando a ter aula com a turma neste semestre. O dia do crime correspondia ao primeiro dia de aula da turma, sem avaliações aplicadas.

Também foi desmentida a versão de que a professora teria levado uma faca para a sala. Segundo a investigação, houve uma dinâmica pedagógica com distribuição de chocolates para alunos que acertavam perguntas. O suspeito, assim como outros estudantes, participou da atividade. Conforme relato do companheiro da vítima, o objeto usado no crime não pertencia a ela.

A Polícia Civil segue analisando imagens de câmeras de segurança da região, reconstruindo rotas de entrada e saída do suspeito, além de levantar informações sobre sua vida pregressa, incluindo antecedentes criminais e ocorrências policiais. A hipótese de crime premeditado não foi descartada.

O celular do suspeito não foi apreendido porque ele não estava com o aparelho no momento da prisão. O investigado foi autuado em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia.

O inquérito policial tem prazo legal de 10 dias para conclusão. A Polícia Civil informou que trabalha de forma contínua para reunir provas e subsidiar eventual denúncia do Ministério Público.

Durante a coletiva, a delegada também manifestou pesar pelo caso e ressaltou que nenhuma mulher está imune à violência. Segundo ela, o objetivo é reunir provas suficientes para responsabilização penal e prevenção de novos casos.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





COMENTÁRIOS:

NOME: Andersson

COMENTÁRIO:

Muito triste essa situação, uma pena que tenha acabado deste jeito.

09/02/2026