Pronunciamento divulgado no fim de 2025 prioriza narrativa político-institucional, menciona presos do 8 de Janeiro e projeta 2026, sem referências ao estado ou ao mandato regional
Porto Velho, RO – A mensagem de Ano-Novo divulgada pelo senador Marcos Rogério ao final de 2025 teve como eixo principal uma leitura político-institucional do cenário nacional, com críticas ao sistema de justiça, defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e projeções para 2026, sem qualquer menção direta a Rondônia, a ações do mandato no estado ou a pautas regionais. O conteúdo foi publicado em vídeo e reproduzido em texto nas redes sociais do parlamentar, pré-candidato ao Governo do Estado.
Ao projetar o ano seguinte, o senador afirmou que 2026 será marcado por mudanças e reconstrução, mencionando a necessidade de uma retomada moral, institucional e econômica. Em sua avaliação, o país atravessaria um processo de superação após um período de adversidades. “2026 será um ano de superação, de novos rumos, de reconstrução, reconstrução moral, institucional e econômica”, declarou.
Antes disso, a fala foi estruturada a partir de uma avaliação negativa do ano que se encerrava. Segundo o senador, 2025 foi um período difícil para a população, marcado por sentimentos de injustiça e por aquilo que classificou como violência institucional. Ele afirmou que o país teria vivenciado situações que atingiram diretamente cidadãos e famílias. “2025 não foi um ano fácil, foi um ano duro para todos nós”, disse, acrescentando que “vimos e sentimos na pele a dor da injustiça, a dor da violência institucional”.
No desenvolvimento do pronunciamento, Marcos Rogério associou esse cenário a decisões judiciais e aos seus efeitos sociais. De acordo com ele, houve condenações que resultaram na separação de famílias e no afastamento de pessoas do convívio no próprio país, além do que considerou uso político das instituições judiciais. “Vimos inocentes condenados, famílias separadas, exiladas, distante de sua própria pátria”, afirmou, ao sustentar que teria ocorrido “o uso do sistema de justiça como um instrumento de perseguição”.
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O ponto central do discurso foi a referência direta ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador afirmou que Bolsonaro teria sido tratado como criminoso e preso político, além de afastado do processo eleitoral, em um contexto que, segundo ele, comprometeria a democracia. “Vimos Jair Bolsonaro, um ex-presidente da república, tratado não como adversário político, mas como criminoso, como preso político, retirado do processo eleitoral”, declarou.
A situação econômica também foi abordada no pronunciamento. Marcos Rogério relacionou o cenário nacional ao impacto sobre o orçamento das famílias, afirmando que a crise teria afetado diretamente quem trabalha e produz no país. Segundo ele, esse contexto teria pesado sobre o cotidiano da população ao longo do ano.
Na parte final da mensagem, o senador adotou um tom de resistência e esperança, afirmando que, apesar das dificuldades, o país seguiria em frente. Ele associou essa postura à fé e à convicção pessoal, afirmando que não haveria rendição diante do que classificou como injustiça. “Mas, apesar de tudo isso, nós seguimos firmes e de pé, com saúde, com fé e com muita esperança”, disse, acrescentando que “quem ama o Brasil, não desiste”.
O encerramento do discurso foi marcado por referências religiosas e votos direcionados ao próximo ano. Marcos Rogério afirmou que Deus permaneceria no controle da história e desejou que 2026 fosse um período de paz e esperança para o país.
O texto publicado pelo senador em suas redes sociais reproduziu os mesmos eixos da fala em vídeo. Na postagem, ele descreveu 2025 como um ano de injustiças, perseguições, separação de famílias e dificuldades econômicas, reiterando a ideia de resistência e projetando 2026 como um período de reconstrução. Em nenhum dos formatos houve referência direta a Rondônia, a ações do mandato no estado ou a demandas específicas da população rondoniense, concentrando-se o conteúdo exclusivamente em temas de alcance nacional e político-institucional.




