Primeiro Boletim Focus de 2026 indica estabilidade nas expectativas econômicas e leve ajuste na estimativa do IPCA
Porto Velho, RO – As expectativas do mercado financeiro para juros, câmbio e crescimento econômico permaneceram estáveis no início de 2026, segundo o primeiro Boletim Focus do ano, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central. As projeções apontam manutenção do dólar em R$ 5,50 ao fim de 2026 e crescimento do Produto Interno Bruto em 1,8% no mesmo período, patamar repetido para 2027, com aceleração para 2% em 2028.
No campo monetário, a taxa básica de juros encerrou 2025 em 15% ao ano e a expectativa do mercado é de redução gradual ao longo dos próximos anos. Para 2026, a mediana indica Selic de 12,25%, com novos cortes projetados para 10,50% em 2027 e 9,75% em 2028. O patamar atual é o mais elevado desde julho de 2006, quando os juros chegaram a 15,25% ao ano. Após ter recuado até 10,5% em maio do ano passado, a taxa voltou a subir a partir de setembro de 2024, alcançando 15% na reunião de junho, nível mantido desde então pelo Copom.
A condução da política monetária busca conter pressões inflacionárias por meio do encarecimento do crédito e do estímulo à poupança, o que tende a reduzir a demanda. Em sentido oposto, cortes na Selic costumam baratear o crédito e incentivar consumo e produção, com impacto direto sobre a atividade econômica.
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A única projeção que apresentou variação no boletim foi a da inflação para 2026. A estimativa passou de 4,05% para 4,06%, interrompendo uma sequência de oito semanas de queda. Quatro semanas antes, o mercado projetava inflação de 4,16% para o período. O indicador de referência é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para 2027 e 2028, as medianas seguem estáveis há nove semanas, em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
A meta de inflação em vigor foi definida pelo Conselho Monetário Nacional em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, estabelecendo limites entre 1,5% e 4,5%. A prévia da inflação de dezembro registrou variação de 0,25%, levando o acumulado em 12 meses a 4,41%, dentro do teto da meta. Foi o segundo mês consecutivo em que o índice permaneceu na margem de tolerância.
Em novembro, o IPCA-15 havia recuado para 4,5%, após permanecer acima do limite desde janeiro. O pico do período ocorreu em abril, quando o acumulado alcançou 5,49%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.




