Moeda atinge menor nível desde dezembro, enquanto a bolsa encerra em alta moderada com influência de fatores externos e internos
Porto Velho, RO – A sexta-feira foi marcada por um movimento de recuperação nos mercados financeiros, com a bolsa brasileira retomando o patamar dos 163 mil pontos e o dólar encerrando em queda, no menor valor desde o início de dezembro. O cenário refletiu a reação dos investidores a indicadores econômicos dos Estados Unidos e a dados recentes da economia brasileira.
Após recuar no pregão anterior, o Ibovespa fechou aos 163.370 pontos, com alta de 0,27%. Durante a tarde, o índice chegou a avançar mais de 0,8%, mas perdeu força nas horas finais de negociação. No acumulado da semana, a bolsa subiu 1,76% e, em 2026, já registra valorização de 1,39%.
No mercado de câmbio, o dólar comercial terminou o dia vendido a R$ 5,365, com queda de 0,44%. A cotação manteve estabilidade no início das negociações, mas passou a recuar após a divulgação de dados do mercado de trabalho norte-americano. Na mínima do dia, por volta das 14h, a moeda foi negociada a R$ 5,35.
O desempenho levou o dólar ao menor nível desde 4 de dezembro, quando havia fechado a R$ 5,31. Em janeiro, a divisa acumula desvalorização de 2,24%, após ter avançado 2,89% no mês anterior. No acumulado de 2025, a queda foi de 11,18%.
AS ÚLTIMAS OPINIÕES
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A leitura de que a economia dos Estados Unidos criou 50 mil empregos em dezembro, número abaixo das projeções, foi interpretada de forma positiva pelos investidores. O resultado reforçou a expectativa de que o Federal Reserve possa iniciar um ciclo de corte de juros no começo de 2026, o que tende a favorecer mercados emergentes.
Com juros menores em economias avançadas, aumenta a atratividade de países como o Brasil para a entrada de capital externo. O real também foi beneficiado pela valorização de cerca de 2% do petróleo no mercado internacional ao longo do dia.
No cenário doméstico, os dados da inflação oficial de 2025 contribuíram para limitar pressões sobre o câmbio. O IPCA fechou o ano em 4,26%, embora os preços do setor de serviços sigam elevados. Esse comportamento mantém a expectativa de que o Banco Central brasileiro só comece a reduzir a taxa de juros a partir da reunião de março.
Taxas de juros mais altas no país tendem a atrair recursos financeiros do exterior, fortalecendo a moeda nacional. Por outro lado, esse ambiente reduz o apetite pela renda variável, ao estimular a migração de investimentos para aplicações de renda fixa.
