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CONDENAÇÃO JUDICIAL
Justiça condena 23 réus por organização criminosa investigada na Operação Primavera em Ji-Paraná

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Sentença da 3ª Vara Criminal estabelece penas de até 17 anos e determina perda de cargo público de policial militar envolvido no esquema

Por Informa Rondônia - sexta-feira, 16/01/2026 - 09h48

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Porto Velho, RO – A Justiça de Rondônia condenou 23 pessoas por crimes relacionados à organização criminosa investigada na Operação Primavera, com penas que variam de 5 a 17 anos de reclusão, conforme a participação individual de cada réu. A decisão foi proferida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Ji-Paraná e também determinou a perda do cargo público de um policial militar, após a comprovação de uso da função para favorecer atividades ilícitas.

O resultado judicial decorre de investigações conduzidas pelo Ministério Público de Rondônia, por meio da 7ª Promotoria de Justiça de Ji-Paraná, que apuraram a atuação de um grupo voltado ao tráfico de drogas, à associação para o tráfico e ao porte ilegal de arma de fogo, com participação de agente público. As condenações abrangem os crimes de organização criminosa, tráfico de entorpecentes e infrações correlatas.

As apurações indicaram a existência de um esquema estruturado, com atuação concentrada no município de Ji-Paraná, especialmente no bairro Primavera. Segundo os autos, os integrantes operavam de forma organizada para viabilizar a comercialização de drogas, com divisão de tarefas e logística definida, o que evidenciou a complexidade do funcionamento do grupo.

A fase ostensiva da Operação Primavera foi deflagrada pela Polícia Civil em 13 de outubro de 2023, quando foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão. Na ocasião, 11 pessoas foram presas, além da apreensão de armas de fogo e cerca de 18 quilos de drogas, elementos que reforçaram as provas reunidas no processo.

Na dosimetria das penas, o Judiciário observou os critérios legais e os princípios constitucionais da proporcionalidade e da individualização da pena, considerando o grau de envolvimento de cada condenado. No caso do policial militar, a sentença reconheceu que a autoridade inerente ao cargo foi utilizada para favorecer e fomentar as atividades da organização criminosa.

O Ministério Público de Rondônia informou que a atuação no caso integra o trabalho contínuo de enfrentamento ao crime organizado no estado, com foco na defesa da ordem jurídica e na proteção da população diante dos impactos do tráfico de drogas.

AUTOR: INFORMA RONDÔNIA





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